BVB Dortmund 3-0 Borussia VfL Monchengladbach: Juventude inspira vitória sólida

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A CRÓNICA – UMA PARTE EQUILIBRADA, OUTRA DOMINADORA

O início da nova época na Primeira Liga Alemã teve um duelo de Borussias como cabeça de cartaz. Num Signal Iduna Park, já com adeptos, as equipas sediadas em Dortmund e Monchengladbach apresentaram-se para uma época na qual vão almejar os lugares cimeiros da tabela.

Iniciada a partida, o ritmo imposto de parte a parte não foi muito elevado, verificando-se um jogo mais a meio-campo e com as equipas a não quererem arriscar o mínimo erro. Esta toada foi-se verificando durante a grande maioria da primeira parte, muito por influência do Borussia Monchengladbach, que tentou sempre adormecer o ritmo de jogo.

Contudo, existiram momentos excecionais, nos quais o jogo “aqueceu”: o primeiro foi ao minuto 22, quando o inevitável Erling Braut-Haaland ganho no duelo físico com Nico Elvedi e rematou rasteiro junto ao poste da baliza de Yann Sommer, falhando por pouco. Para ripostar, uma boa jogada coletiva da equipa de Marco Rose quase foi finalizada com sucesso por Jonas Hofmann, mas uma grande mancha de Roman Burki negou-lhe o golo inaugural.

Se Hofmann vacilou, do outro lado, Giovanni Reyna não deu hipóteses: num período em que o Monchengladbach até estava por cima, uma jogada com finalização do jovem norte-americano e assistido por Jude Bellingham deu a vantagem inicial ao Borussia Dortmund, que assim saiu para o intervalo a vencer.

No segundo tempo, a equipa de Dortmund entrou com um ritmo mais elevado e colheu frutos de imediato. Ao minuto 54, Haaland abriu a sua contagem no campeonato ao converter um penálti conquistado por Reyna, aumentando assim a vantagem no marcador para 2-0.

A partir do segundo golo, a supremacia do Dortmund impôs-se por alguns minutos, mas a equipa acabou por baixar linhas e solidificar-se defensivamente, não concedendo chances ao Monchengladbach. Apostando em saídas rápidas para apanhar a defesa contrária em contrapé, foi assim que o 3-0 foi colocado no marcador, com uma finalização sem hipóteses de Haaland, após assistência de Jadon Sancho.

Foi assim que se fechou o encontro, ficando bem patente a diferença dominadora da primeira para a segunda parte. O Borussia Dortmund vence com justiça e começa a temporada com o “pé direito”. Já o Borussia Monchengladbach vai precisar de “afinar melhor a máquina”, que ainda demonstra algumas lacunas.

 

A FIGURA


Giovanni Reyna – Um golo e um penálti conquistado: são estes os dados concretos de uma exibição que o jovem norte-americano não vai esquecer. No jogo da confirmação do seu estatuto como titular, apontou o seu primeiro golo no campeonato alemão e deu um toque mágico ao ataque do Dortmund, que está tão jovem como goleador.

 

O FORA DE JOGO


Segunda parte do Borussia VfL Monchengladbach – Se o primeiro tempo até foi equilibrado, o segundo começou inclinado para o lado da equipa da casa e assim se manteve. Ora, tal foi culpa da má entrada e desenrolar de segunda parte do Monchengladbach, que deixou o ascendente passar para o lado adversário e nunca mais o conseguiu quebrar. Um jogo de duas partes para a equipa de Marco Rose.

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Dispostos em 3-4-3, os pupilos de Lucian Favre apresentaram uma frente muito móvel e jovem, preparada para atacar a defesa adversária com toda a sua rapidez e pujança. Com um par de meio-campo muito equilibrado e consistente (composto por Witsel e Bellingham), a defesa teve neles uma ajuda preciosa, uma vez que foi o setor mais errático, sobretudo pelo lado de Manuel Akanji.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (6)

Emre Can (6)

Mats Hummels (6)

Manuel Akanji (5)

Thomas Meunier (6)

Axel Witsel (6)

Jude Bellingham (7)

Thorgan Hazard (5)

Giovanni Reyna (8)

Jadon Sancho (7)

Erling Braut-Haaland (8)

SUBS UTILIZADOS

Felix Passlack (6)

Thomas Delaney (5)

Marco Reus (5)

Julian Brandt (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA VfL MONCHENGLADBACH

Com a mesma escolha tática inicial, o 3-4-3, Marco Rose surpreendeu ao deixar Alassane Pléa e Marcus Thuram no banco, os dois “homens-golo” da equipa na temporada passada. No entanto, logo após o segundo golo do Dortmund, os dois possantes avançados saltaram para jogo (mas sem o efeito pretendido). Já na componente defensiva, a adaptação de Remy Bensebaini a terceiro central não foi feliz, uma vez que foi precisamente a ala esquerda do Monchengladbach a mais castigada pelo adversário, onde Oscar Wendt também vacilou.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Yann Sommer (5)

Nico Elvedi (5)

Matthias Ginter (5)

Remy Bensebaini (5)

Stefan Lainer (5)

Christoph Kramer (6)

Florian Neuhaus (6)

Oscar Wendt (5)

Hannes Wolf (6)

Jonas Hofmann (5)

Lars Stindl (5)

SUBS UTILIZADOS

Alassane Pléa (5)

Marcus Thuram (5)

Patrick Herrmann (5)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

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