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Liga Alemã | 5 “improváveis” candidatos a melhor jogador

Marta Rebelo · 4 min

Foto: Bundesliga

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A liga que mais me emociona começou, sem surpresas, em grande estilo, e as expetativas para o resto da época vão daqui à terra das melhores cervejas de trigo.

O mercado esteve ao mais alto rubro, principalmente no que a treinadores diz respeito, e a quantidade de jogadores que vale a pena acompanhar torna cada vez mais interessante espreitar o campeonato alemão.

Estrategicamente, por motivos óbvios, optei por não escolher avançados, pois teria obrigatoriamente de escolher o “pai de todos os golos”, Lewandowski, juntamente com Haaland, André Silva, e o próprio Wout Weghorst que, mais discreto, tem nos últimos anos ocupado sempre uma das posições no top de melhores goleadores.

Assim, e tendo em conta os outros atletas que, na minha opinião, serão cruciais para as campanhas dos respetivos clubes, surge esta lista de candidatos a melhor jogador na Liga Alemã, na qual destaco o top 3 que é formado por jovens que foram por mim aqui destacados como as revelações da época passada.

5.

Marco Reus –  Era uma vez um menino que jogava à bola com maçãs e tangerinas. Tendo isto em consideração, imagino que tenha sido fácil convencer os pais a inscrevê-lo no futebol com apenas quatro anos de idade.

A vida nem sempre lhe sorriu e as lesões foram as maiores responsáveis por uma carreira que talvez pudesse ter ido mais longe, mas todos concordamos que não é por falta de qualidade.

Apesar disso, o humilde e fiel capitão do BVB Dortmund está a passar por uma excelente fase e irá ser fundamental enquanto “chefe de família” daquele que é um conjunto muito jovem, mas carregado de potencial. Pronto para brilhar? Sempre!

4.

Leon Goretzka –  Acaba de renovar até 2026 e se há coisa em que a opinião é unânime, é na força e eficiência da estrutura do FC Bayern München.

Goretzka foi um jogador em que comecei a observar melhor no Euro 2020, uma vez que me pareceu injusta a falta de minutos que lhe foram concedidos no início da competição. Felizmente, e apesar da derrota nos “oitavos”, Joachim Löw lá acabou por ouvir as minhas preces.

Discreto e ao seu ritmo, o alemão acabou por se tornar num dos melhores box-to-box da atualidade e, com Kimmich por perto, irá continuar a fazer as delícias dos amantes de bom futebol.

3.

Maxense Lacroix – O central que, ao lado do experiente John Brooks, tanto contribuiu para alcançar o lugar de segunda melhor defesa na época passada.

No que toca à retaguarda, e após quatro jogos e apenas um golo sofrido, o destaque vai precisamente para o VfL Wolfsburg.

O francês de 21 anos aproveitou claramente a confiança que lhe foi dada, e tudo indica que os “lobos” têm toda a capacidade para obter, pelo menos, o título de melhor defesa. Para já, vai valendo o primeiro lugar.

A eficácia com que corta os “males” contrários pela raiz está certamente mais afinada. Igualmente, a maneira como é capaz de ser influente nas transições ofensivas irá contribuir para fazer de Maxense Lacroix um dos centrais mais valiosos da Liga Alemã e, provavelmente, da Europa.

2.

Jamal Musiala – Começa a dispensar apresentações. Tornou-se no mais jovem jogador e marcador do FC Bayern München na Liga Alemã, antes de completar os atuais 18 anos, e desde então que a sua evolução não passa despercebida nem aos mais distraídos.

A época começou da melhor forma para o jovem que, em quatro jogos para a liga e um para a taça, conta já com três golos e três assistências.

A criatividade e energia que coloca em tudo o que faz, seja um passe, um cruzamento, ou um remate, juntamente com a forma elegante com que passa pelos adversários, faz antever que continuará a ganhar minutos nos quais confirmará sempre a sua qualidade.

1.

Florian Wirtz – O mágico do Bayer 04 Leverkusen. Wirtz acaba (finalmente!) de se estrear ao serviço da seleção alemã e está, na minha opinião, a uma época de arrancar para um dos colossos europeus.

Não obstante os seus 18 anos, está visto que é este o alemão que irá tomar conta do meio campo, ao lado de parceiros de luxo, como Moussa Diaby e Patrick Schick. Por agora, tem sido mais do que suficiente para criar um dos melhores ataques da Bundesliga.

Direto, dinâmico e com visão de jogo acima da média, o que mais me apraz neste jogador é a maneira como analisa o jogo e consegue facilmente encontrar as melhores soluções. Aliado a autênticos “pezinhos de veludo”, não é de estranhar que já leve no bolso três golos e três assistências, nos primeiros quatro jogos da temporada. Um deles até valeu a vitória na Liga Europa, na passada quinta feira. A jogar assim, vale realmente a pena ver todos os minutos.

Marta Rebelo

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