Publicidade

O menino de ouro chegou à Baviera

Tomás da Cunha · 2 min

O menino de ouro chegou à Baviera

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab bundesliga liga alemaA mudança de Götze para o Bayern de Munique causou bastante polémica na Alemanha, como não poderia deixar de ser. Afinal, estávamos perante uma transferência que levou uma das principais figuras do Dortmund para o rival. Contudo, apesar da enorme expectativa que se gerou, o jovem alemão não teve uma primeira época muito feliz na Baviera (sem que se possa dizer que tenha sido negativa). Nunca foi um indiscutível na equipa e, quando jogou, raramente se exibiu ao nível que vinha demonstrando no Signal Iduna Park. O início desta temporada tem sido bem diferente; o médio ofensivo tem sido um dos melhores no conjunto de Guardiola e está finalmente a justificar os 40 milhões de euros investidos na sua contratação.

Götze surgiu completamente revigorado para a nova temporada, o que certamente estará relacionado com o facto de ter sido o autor do golo que deu o título mundial à Alemanha. O médio, que pareceu algo desmotivado no último ano, está bastante confiante e tem tido muito protagonismo no ataque da equipa bávara, sendo o actual melhor marcador da Bundesliga, com 7 golos. Mas resumir Götze à finalização é ignorar aquilo que tem de melhor: a técnica, a capacidade de decisão e a velocidade de execução, que vai aperfeiçoando na cada vez mais bem oleada máquina do Bayern (que evidentemente também beneficia do talento individual do jogador).

Götze em disputa com Granit Xhaka Fonte: Facebook do Bayern
Götze em disputa com Granit Xhaka
Fonte: Facebook do Bayern

A chegada de Lewandowski, que se afirmou com uma facilidade impressionante, foi um contributo importante para que o Golden Boy de 2011 estabilizasse o seu futebol no Bayern. O polaco é um jogador que Götze conhece na perfeição e o excelente entendimento que têm revelado não surpreende. A actuar nas costas do avançado ou descaído sobre o lado esquerdo, o alemão de 22 anos tem conseguido manter um elevado nível exibicional e está novamente a progredir no sentido de se assumir como um dos melhores do mundo. É certo que não teve um impacto imediato no Bayern, mas, com tanto talento, era uma questão de tempo até a relação com Guardiola se tornar proveitosa.

Foto de capa: Facebook do Bayern

Tomás da Cunha

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.