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Em 2019 o Flamengo precisa de parar de cheirar

Renato M. Mendes · 2 min

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A equipa com mais adeptos do Brasil está há nove anos sem conquistar o Campeonato Brasileiro e há amargos 37 sem levantar a Taça Libertadores da América. Por conta do deprimente jejum de títulos relevantes, o clube carioca ficou conhecida no Brasil como aquele que sente somente o “cheirinho” dos títulos, enquanto os rivais levantam as taças. Situação que não condiz com o atual momento do Flamengo, que é dono de uma das maiores estruturas de futebol do país, além de possuir o maior poder financeiro entre os clubes da Série A do Brasileirão.

Mesmo com todo o poderio financeiro, em 2018, o Clube de Regatas do Flamengo viu o Cruzeiro EC ser Campeão da Copa do Brasil, o Botafogo ser campeão do Campeonato Carioca e o SE Palmeiras ser campeão brasileiro. Os flamenguistas ainda sofreram com a queda nos oitavos-de-final da Libertadores para o Cruzeiro, perdendo em casa por 2-0, no primeiro jogo. Aparentemente apáticos a todos os fracassos acumulados no ano anterior, as “estrelas” do elenco flamenguista pouco colaboraram para que a temporada tivesse um desfecho diferente. O veterano Diego Ribas e o atacante Vitinho não foram capazes de fazer a diferença em campo. Já o badalado guarda-redes Diego Alves, contratado ao Valencia CF, foi apenas mais um fator negativo do Flamengo na temporada. Até mesmo Lucas Paquetá, recentemente transferido para o AC Milan, jogou mal no final da temporada.

Luiz Fernando ironiza o Flamengo fazendo o gesto do “cheirinho” 
Fonte: Botafogo de Futebol e Regatas

Além da apatia dos jogadores e do amadorismo da diretoria, em alguns casos, a equipa carioca também teve um fraco comando técnico durante 2018. Primeiro, com o previsível Paulo César Carpegiani, depois com o inexperiente e inexpressivo Maurício Barbieri. Por fim, quando tudo já se encaminhava para o fracasso, Dorival Júnior, o “menos mau” dos três. Dorival, diferente dos demais, conseguiu fazer o Flamengo jogar melhor, entretanto, na fase final do Campeonato Brasileiro, onde já era tarde de mais para uma reação flamenguista rumo ao título.

2019, no entanto, começou com uma perspectiva mais favorável para o clube da Gávea. A nova diretoria, mais rápida e certeira que a anterior, contratou o experiente e vitorioso Abel Braga para comandar a equipa, contratou o “artilheiro” do Brasileirão 2018, o atacante Gabriel Barbosa (Gabigol) e o médio uruguaio Arrascaeta, do Cruzeiro, além do promissor central Rodrigo Caio, que estava com problemas no São Paulo FC. Quatro contratações que mostram a força do Flamengo no mercado nacional e que elevarão o patamar técnico do clube, uma vez que base de 2018 será mantida.

Gabriel Barbosa é apresentado ao Flamengo como um dos principais reforços para a temporada 2019 Fonte: Clube de Regatas Flamengo

Diferente dos últimos anos, é fundamental que o Flamengo seja, na prática, uma equipa tão boa quanto na teoria. De nada adianta um ótimo plantel, se os jogadores não corresponderem em campo. O Palmeiras de 2017 é um bom exemplo disso. 2019 é o ano para o Flamengo deixar de “cheirar” os títulos e conquistá-los, pois a maior massa adepta do Brasil, a diretoria flamenguista e o futebol brasileiro clamam por isso. Os cariocas têm muitas coisas a aprender com os próprios erros dos anos anteriores, principalmente nos quesitos de humildade e gestão.

Foto de capa: Flamengo

Renato M. Mendes

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