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Presentes (pouco) natalícios

André Eusébio · 2 min

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O azevinho está na árvore e está estendido nas toalhas de mesa. Os docinhos prontos a comer e o bacalhau a demolhar. Até a elegância desta quadra do ano nos parece imbuir do espírito, com roupas quentes, um charme a mais e um leve perfume doce no ar. É inverno. Será? Sim, no hemisfério norte. Mas a sul, para os trópicos, a coisa está diferente. Não é só a temperatura meteorológica que aumenta, fruto do solstício de verão. E perguntamo-nos se até pode existir outro tipo de temperatura. Sim. De paixões. Ei-las.

O Atlético Mineiro perdeu com o Raja Casablanca por 3-1. Uma vergonha para o Galo e também para o futebol brasileiro, no geral. Convenhamos que a gozação nas redes sociais de que o clube mineiro foi alvo até pode ter sido divertida. Mas o Brasileirão ganharia ainda mais com a presença do Galo, pelo menos, na final. De nada valeu a corrida desenfreada dos marroquinos para Ronaldinho Gaúcho para o “assaltarem” com mimos, na esperança de trocas de bugigangas desportivas. Na certa, Gaúcho preferia estar na pele dos magrebinos.

Nem a volta do Ronaldinho quebrou o marasmo do Galo. / Fonte: ansabrasil.com.br
Nem a volta do Ronaldinho quebrou o marasmo do Galo. / Fonte: ansabrasil.com.br

É estranho passar o Natal com calor. Acreditem na experiência…
A Portuguesa de Desportos desceu de divisão. A notícia foi avançada ainda na semana passada. Pela rapidez da periodicidade ainda nos conseguimos debruçar sobre o assunto, mas não com a escalpelização a que ele obriga. Porque o Flamengo também foi lá para trás. Mas sem penalizações de maior. É incrível como estas decisões são tomadas em cima do joelho. Pior. É inacreditável a falta de profissionalismo dos funcionários da Portuguesa e Flamengo que colocam jogadores castigados para jogar. O Fluminense não tinha nada que ver com a história. Mas acabou por ficar bem na fotografia e salvar-se do naufrágio.

Revolta nas hostes paulistas. / Fonte: esportes.r7.com
Revolta nas hostes paulistas. / Fonte: esportes.r7.com

As luzes de Natal enfeitam as ruas e cheira-nos a castanhas quando inalamos o fumo preguiçoso que se espraia no ar. Como nem tudo é mau, iremos usar a velha máxima para um 2014 com melhores entradas. As prendas estão no sapatinho. Tudo a postos. Porém, no Brasileirão tem de ser: “ano novo, vida nova!”.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

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O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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