Última horaTorreense ‘Til I Die On The Beach
Publicidade

Triste Chapecoense

Renato M. Mendes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Conhecida pelo mundo todo por conta do desastre aéreo que deixou 71 vítimas na Colômbia em 2016, a Associação Chapecoense de Futebol se reconstruiu, se reinventou e se superou, mas atualmente vive um momento extremamente conturbado, tanto por conta das atuações pífias no Campeonato Brasileiro quanto pela pressão política vivida pelo Clube.

A equipe, embora com um jogo a menos, encontra-se na 18.ª posição no Campeonato, na zona de rebaixamento, com o 5.º pior ataque e a 4.ª pior defesa da competição. Foram 21 gols marcados contra 31 sofridos. A derrota em casa por 2 a 1 para o Palmeiras no último domingo (02) escancarou a fragilidade técnica presente no time da Chape, que acertou apenas três chutes ao gol em pouco mais de 95 minutos de jogo.

Mas não é somente em Campo que a Chapecoense vai mal, internamente o clube também passa por problemas sérios. O último reflexo disso foi o misterioso afastamento de um dos principais jogadores do grupo, o atacante Wellington Paulista. Questionado sobre o caso em diversas entrevistas, o treinador Guto Ferreira não explicitou o motivo da decisão.

Jogadores da Chape se reúnem durante o treino na Arena Condá
Fonte: Associação Chapecoense de Futebol

Como se já não bastassem os péssimos resultados no campeonato brasileiro e os problemas internos no clube, a torcida da Chape, conhecida por sua identificação quase incondicional pelo time, parece que perdeu a paciência com os jogadores. Durante o último jogo contra o Palmeiras muitas organizadas viraram de cabeça para baixo as faixas de incentivo ao time em forma de protesto. Alguns jogadores como o meia Marcio Araújo chegaram a ser vaiados em alguns momentos da partida. O número de torcedores no estádio também caiu. No último domingo o time de Santa Catarina teve o seu pior público no Campeonato Brasileiro, com apenas 4.546 pagantes.

Os próximos dois jogos da Chape na competição – fora de casa – serão fundamentais para a recuperação ou permanência na zona de rebaixamento. Os da próxima quarta-feira (05) a equipe visitará o Paraná, rival direto nas últimas colocações. No Sábado (08) a Chape jogará contra o Flamengo no Rio de Janeiro.

Em situação difícil, a Chapecoense precisará reagir se quiser permanecer na série A do Campeonato Brasileiro. Os setores ofensivos e defensivos do time precisam de ajustes urgente e os jogadores têm que suprir com raça o que lhes falta em técnica. Somente assim o time poderá fazer as pazes com a torcida e sonhar em permanecer na elite do futebol brasileiro.

 

Foto de Capa: Associação Chapecoense de Futebol

 

Renato M. Mendes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.