Última horaO regresso após lesão, os elogios ao Lens e as lesões: tudo o que João Simões e Rui Borges disseram na antevisão do próximo jogo do Sporting na Champions League
Publicidade

FC Paços de Ferreira 1-0 Tottenham Hotspur FC: Vitória histórica dos castores!

Gabriel Henriques Reis · 4 min

O FC Paços de Ferreira surpreendeu o Tottenham Hotspur FC
Foto: FC Paços de Ferreira

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: EXIBIÇÃO DE GALA DOS CASTORES E COYS EM MODO “TURISTA”

Tarde/noite de gala na mítica “Mata Real”, agora Estádio Capital do Móvel. Jorge Simão vestiu-se a rigor, e bem, para receber o Tottenham Hotspur FC, de Nuno Espírito Santo, com um look mais descontraído, ao bom estilo de turista inglês.

A partida até arrancou com o Paços a baixar linhas, esperar pelo erro e a dar a iniciativa de jogo ao adversário, que não parecia muito para aí virado. Com o tempo, rapidamente se começou a sentir que podia ter mais bola na partida. Era desnecessária toda aquela abordagem defensiva. Os Coys desapareceram do jogo depois ímpeto inicial e a partir daí… só deu Paços. Com assistência de Nuno Santos, Lucas Silva abriu o placar e partiu-se para o intervalo com a vantagem dos castores.

No segundo tempo os ingleses correram atrás do prejuízo, mas pouco. O Paços manteve-se sólido e consistente em todos os momentos de jogo e raramente sofreu calafrios por parte da ofensiva adversária, incapaz de criar perigo. As equipas foram a antítese uma da outra. Enquanto o Paços de Ferreira mostrou-se combativo, agressivo e unido, o Tottenham Hotspur FC revelou-se um conjunto de jogadores pouco entrosados e sem vontade. Nem a suposta qualidade individual salvou os Spurs.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Stephen Eustáquio – É surreal como ainda não vemos Stephen Eustáquio a jogar num nível mais alto. É superlativo e tem um toque claramente diferenciado dos seus colegas. Hoje, além de qualidade técnica, revelou capacidades de líder, pautando o jogo, mesmo que sem a bola nos pés. Craque.

O FORA DE JOGO

Nuno Espírito Santo – É verdade que a eliminatória se joga a duas mãos. É verdade que o segundo jogo no Tottenham Hotspur Stadium pode cravar grandes diferenças entre as equipas. Ainda assim, é incompreensível a abordagem ao jogo por parte de um treinador tão experiente, que ainda por cima acrescia ao facto de conhecer o clube que iria defrontar. Facilitou, rodou demasiado e quando se viu em apuros não tinha nomes sonantes para tirar do banco. Para a história fica uma grande exibição pacense e uma imagem muito pálida dos Spurs.

 

 ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O Paços de Ferreira FC de Jorge Simão apresentou-se igual a si próprio, no seu já rotinado 4-3-3. Ainda que bastante diferente da ideia de jogo de Pepa, este Paços assume-se claramente numa base mais direta, onde a bola não demora tanto tempo a chegar a zonas mais avançadas. Defensivamente a equipa foi sempre muito compacta e solidária na pressão ao portador da bola.

O jogo passou muito pelos pés de Stephen Eustáquio, que pautou o jogo a partir do meio-campo, mas também pelos laterais, que colocaram várias bolas diretamente na frente, para os três avançados. Denílson era o avançado que desgastava os defesas, enquanto os extremos Hélder Ferreira e Lucas Silva procuravam o espaço nas costas dos laterais contrários, que disparavam na frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (6)

Fernando Fonseca (6)

Flávio Ramos (7)

Marco Baixinho (6)

Vitorino Antunes (6)

Luíz Carlos (6)

Stephen Eustáquio (8)

Nuno Santos (7)

Lucas Silva (7)

Hélder Ferreira (6)

Denílson (7)

SUBS UTILIZADOS

Matchoi Djaló (5)

Zé Uilton (5)

Juan Delgado (4)

João Pedro Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Nuno Espírito Santo não apresentou novidades quanto ao esquema desenhado, mas sim quanto aos onze titulares e jogadores convocados. Equipa totalmente nova em relação ao jogo inaugural da Primeira Liga Inglesa e acima de tudo pouco preparada para reagir a partir do banco.  Certamente já se esperaria o 3-4-3 com os laterais bem soltos na frente. A falta de ligação e entrosamento entre os jogadores ingleses foi característica dominante e acabou por ser decisiva no desenrolar da partida. Valia-lhes a superior qualidade individual, onde se destacam essencialmente três jogadores:

Bryan Gil, ainda que com uma exibição apagada, parecia dos mais inconformados, procurando movimentos circulares entre os defesas da casa. Pelo meio, Giovani Lo Celos tentava guiar as tropas, ainda que visivelmente desconectadas. E Ryan Sessegnon, pela esquerda tentava rasgar e encontrar espaço para servir os colegas, sem grande sucesso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pierluigi Gollini (5)

Matt Doherty (5)

Cristian Romero (5)

Cameron Carter-Vickers (4)

Ben Davies (4)

Harry Winks (4)

Giovani Lo Celso (6)

Ryan Sessegnon (6)

Nile John (3)

Bryan Gil (6)

Dane Scarllet (4)

SUBS UTILIZADOS

Jack Clarke (5)

Lloyd Bennet (4)

Maksim Pastovski (-)

Gabriel Henriques Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lens | A ligação de uma cidade a um clube

Em Lens, não é preciso olhar para o marcador para perceber o que o clube significa para a cidade. Basta entrar no Stade Bollaert-Delelis, ouvir milhares de adeptos a cantar Les Corons e observar as bancadas pintadas de vermelho e amarelo. Num futebol cada vez mais dominado pelo dinheiro, pelos grandes investidores e pelos clubes globais, o Racing Club de Lens mantém uma ligação às suas raízes que resiste ao tempo. Mas como é que um clube de uma cidade do norte de França, marcada pela indústria mineira, se tornou um símbolo de uma comunidade inteira? Para perceber esta ligação, é preciso recuar a 1906, ano em que o clube foi fundado. Naquela altura, Lens era uma cidade profundamente ligada à exploração mineira. O carvão sustentava famílias, movimentava a economia e fazia parte do quotidiano de milhares de pessoas. Foi neste contexto que o futebol começou a ganhar espaço, acabando por aproximar o clube da população local. Com o passar dos anos, o Lens deixou de ser apenas uma equipa da cidade para se tornar uma parte da sua identidade.

Diego Tamaian · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O preço do sucesso: caso Manchester City

Há vitórias que ficam para a história, equipas que atravessam gerações. E há clubes que, mesmo depois de conquistarem tudo aquilo com que alguma vez sonharam, falham em manter o que de bonito o futebol tem. O Manchester City habituou-nos a ganhar, a dominar campeonatos, a empilhar títulos, a transformar finais em rotina e a fazer do futebol de Pep Guardiola uma referência mundial. Durante anos, a discussão em torno do clube centrou-se na qualidade do seu plantel, na genialidade do treinador e na capacidade de impor uma identidade de jogo que parecia estar vários passos à frente da concorrência. E nada disso se apaga, mas hoje há outra discussão que não pode ser ignorada.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.