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Arranca hoje a Final Four da Liga das Nações 2020/2021. Até ao próximo domingo, Bélgica, Espanha, França e Itália vão lutar para suceder a Portugal como vencedor da mais recente competição de seleções da UEFA.
As cidades de Milão e Turim vão receber quatro jogos recheados de qualidade individual, com quatro das melhores seleções do mundo a disputar o troféu. Entre as muitas estrelas que figuram nos lotes de convocados, fiz o difícil exercício de escolher 11 que formam um “onze ideal”. A única regra é cada país teria de ser representado por um mínimo de dois jogadores e um máximo de quatro.
GUARDA-REDES
Em sua estreia pela Champions League, o goleiro Donnarumma teve grande partida atuando contra o City. O jogador auxiliou na organização ofensiva da equipe e foi crucial embaixo das traves.
🎥@ryansales014 pic.twitter.com/KhaTzuhlii
— Taticalizando (@_taticalizando) October 2, 2021
Gianluigi Donnarumma (Itália) – Com apenas 22 anos, o guardião italiano é dono de um nível de experiência pouco comum para a sua idade. Estreou-se pelo AC Milan em outubro de 2015 e saiu este verão com 251 jogos realizados. Na seleção demorou um pouco mais a conquistar o lugar, mas já leva 36 internacionalizações, incluindo sete no Euro 2020.
A escolha não foi fácil. Das quatro seleções, apenas o atual titular da seleção espanhola parece estar uns furos abaixo dos restantes. No entanto, pela sua qualidade e estatuto atual na Seleção, Donnarumma parece-me o nome mais forte para defender a baliza desta equipa hipotética.
DEFESA DIREITO
Cerramos la concentración con una victoria muy trabajada 💪🏼 Vamos! @SeFutbol #VamosEspaña #Catar2022 pic.twitter.com/gdh5Eo6CqD
— César Azpilicueta (@CesarAzpi) September 8, 2021
César Azpilicueta (Espanha) – Sem esquecer a boa forma de Di Lorenzo e as provas dadas por Pavard e Meunier, a escolha do lateral direito acabou por ser relativamente simples. Azpilicueta parece ser como o vinho do Porto e está, aos 32 anos, no pico da sua carreira. Começou no CA Osasuna, clube da sua terra natal, e passou também pelo Marseille. Em 2012 transferiu-se para o Chelsea FC e já vestiu a camisola dos “blues” em 439 jogos.
Extremamente regular tanto entre jogos, como durante os 90 minutos, o lateral alia um grande espírito combativo à qualidade e calma que consegue incutir no jogo e nos seus companheiros. Não é por acaso que é um dos capitães da seleção espanhola, cargo que poderia muito ter se este onze alguma vez se juntasse.
DEFESA CENTRAL
🎂 Buon compleanno a Giorgio #Chiellini, #Capitano della #Nazionale 🇮🇹!
L’articolo 👉🏻 https://t.co/ZdbxRuctDb
⭐️ Compie 3️⃣6️⃣ anni il difensore centrale toscano che con la maglia azzurra conta 1️⃣0️⃣3️⃣ presenze e 8️⃣ marcature ⚽️#Azzurri #VivoAzzurro pic.twitter.com/Y68JNGeKoe
— Nazionale Italiana ⭐️⭐️⭐️⭐️ (@Azzurri) August 14, 2020
Giorgio Chiellini (Itália) – No que toca ao centro da defesa, creio que algo não iria parecer correto se nenhum dos carismáticos centrais da seleção italiana aparecesse no onze. Entre Chielinni e Bonucci a escolha nunca é fácil, mas decidi optar pelo mais velho. Aos 37 anos, o defesa da Juventus FC continua a mostrar-se a grande nível e a ter um papel preponderante no clube e na seleção.
Estreou-se como sénior na época 2000/2001 e entre AS Livorno Calcio, ACF Fiorentina e Juventus tem mais de 600 jogos disputados. Na seleção leva 113 internacionalizações e a fase final da Liga das Nações é a nona com a “squadra azurra”, depois da presença em dois Campeonatos do Mundo, quatro Europeus e duas Taças das Confederações. Um autêntico símbolo do futebol contemporâneo, que simplesmente não podia ficar de fora.
DEFESA CENTRAL
⭐️⭐️ @raphaelvarane #FiersdetreBleus pic.twitter.com/yy9P0GPpOZ
— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) July 15, 2018
Raphael Varane (França) – O primeiro de quatro franceses deste onze – é a nacionalidade mais representada – o atual central do Manchester United FC é um daqueles jogadores que desde muito novo é apontado como uma grande promessa. Ao contrário de outros, Varane cumpriu mesmo os desígnios e tornou-se num dos melhores centrais no futebol mundial.
Formado na conceituada escola do Racing Club de Lens – por exemplo, da sua geração de lá saíram também Thorgan Hazard, Serge Aurier e Kondogbia – transferiu-se para o Real Madrid com 19 anos. Na capital espanhola foi ganhando o seu espaço gradualmente e assumiu-se como titular indiscutível até à saída para Inglaterra deste verão. É também dono da posição na equipa francesa.
DEFESA ESQUERDO
37′ Houuuu la frappe en une touche de Digne du pied droit !! Elle était pas évidente mais c’est cadré et repoussé par le gardien
🇮🇸0-0🇫🇷 #ISLFRA #FiersdetreBleus pic.twitter.com/5qfgPJ7pXE— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) October 11, 2019
Lucas Digne (França) – Passamos diretamente para o segundo francês da lista, na posição menos recheada entre as quatro equipas. A Bélgica, que usa um esquema de três centrais, costuma adaptar um jogador para fazer toda faixa esquerda. Em Espanha, a luta pela posição é entre Marcos Alosno e Reguilon. Enquanto em Itália, o único lateral esquerdo de raiz é Emerson Palmieri.
Didier Deschamps convocou Hernandez e Digne, dois jogadores que têm sido titulares nos respetivos clubes. Não é certo qual dos dois vai merecer a confiança do selecionador francês, mas neste onze a escolha recai sob o lateral do Everton FC. Para além de ter sido titular nos compromissos de setembro, Digne está em boa forma na Liga Inglesa e é sempre utilizado como lateral-esquerdo, enquanto Hernandez acaba, muitas vezes, por jogar no centro da defesa.
MÉDIO CENTRO
⚽ 🏅 𝗧𝗵𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟬/𝟮𝟭 𝗨𝗘𝗙𝗔 𝗠𝗲𝗻’𝘀 𝗣𝗹𝗮𝘆𝗲𝗿 𝗼𝗳 𝘁𝗵𝗲 𝗬𝗲𝗮𝗿 𝗶𝘀… 𝗝𝗼𝗿𝗴𝗶𝗻𝗵𝗼!
A #UCL and #EURO2020 champion – what a year for the Chelsea man.
Congratulations, Jorginho! #UEFAawards pic.twitter.com/luVwEagEE8
— UEFA (@UEFA) August 26, 2021
Jorginho (Itália) – Mais uma escolha complicada, desta vez entre dois jogadores do mesmo clube, mas de seleções diferentes. O outro lugar do meio-campo está reservado ao próximo jogador da lista, por isso foi preciso decidir entre o italiano e N’Golo Kanté.
O balancear do número de jogadores de cada equipa pesou na escolha, mas também a forma incrível que Jorginho tem demonstrado nos últimos meses. Não é o melhor jogador do mundo, como alguns chegaram a apregoar, mas não é exagerado dizer que tem sido um dos melhores centrocampistas. Depois de se ter destacado em Nápoles, o italo-brasileiro vai para quarta época na Liga Inglesa, ao serviço do Chelsea FC, e parece estar, aos 29 anos, no pico da carreira.
MÉDIO OFENSIVO
Staying a little longer🙌🏼🇧🇪 pic.twitter.com/ewbwIjgGYW
— Kevin De Bruyne (@DeBruyneKev) June 27, 2021
Kevin De Bruyne (Bélgica) – Eis que chega o primeiro jogador belga, que, como disse atrás, tinha lugar reservado neste onze. Ora, se Jorginho tem sido um dos melhores médios do mundo nos últimos meses, De Bruyne vem merecendo essa distinção há alguns anos. Já com 30 anos, o belga é uma das principais estrelas do Manchester City FC, da Liga Inglesa e dos “diabos vermelhos” de Roberto Martinez.
Começou a época lesionado, o que o fez falhar os compromissos da Bélgica em setembro, mas não demorou a regressar à boa forma. Para já leva sete jogos e dois golos no clube. Habituado a ultrapassar a dezena de golos e a marca das vinte assistências quase todas as épocas, De Bruyne pode ter um papel decisivo em, finalmente, dar à Bélgica uma conquista de um torneio internacional.
EXTREMO DIREITO
🇪🇸 Ferran Torres 😙#WCQ pic.twitter.com/EBSUqLYZ4D
— UEFA EURO 2024 (@EURO2024) September 5, 2021
Ferran Torres (Espanha) – Apesar de ter apenas dois jogadores neste onze, a seleção espanhola consegue “controlar” a ala direita. Depois de uma boa época de estreia em Inglaterra (13 golos e três assistências), o jovem de 21 anos tem perdido algum espaço na hierarquia de Guardiola. No entanto, continua a merecer a confiança de Luis Henrique e, em setembro, foi titular nos jogos da seleção espanhola.
De resto, o registo em “La Roja” é de assinalar, com dez golos em vinte internacionalizações. A romper da direita para o centro, Ferran Torres vai ser uma lança apontada às balizas adversárias e, quem sabe, um candidato inesperado a melhor jogador da Liga das Nações.
EXTREMO ESQUERDO
👀 @KMbappe
🇫🇷1-0🏴 pic.twitter.com/tEEwIQgzvu— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) June 2, 2021
Kylian Mbappé (França) – Para a posição de extremo esquerdo, o ainda jovem Mbappé regressa à posição de origem. Aos 22 anos, o internacional francês atravessa um período conturbado com toda a especulação em torno de uma possível transferência para o Real Madrid, no rescaldo de um Campeonato da Europa pouco conseguido. Afinal, já se passaram quase dois meses do fecho do mercado e ainda o tema ainda é assunto um pouco por toda a imprensa.
A qualidade de Mbappé é inquestionável e os números falam por si: 180 golos em jogos oficiais, em tão tenra idade, é um registo de excelência. Na época passada foram 42 remates certeiros e 11 assistências, em 47 jogos em Paris. Esta temporada, mesmo com polémicas à mistura, tem quatro golos e cinco assistências em 11 jogos. Talvez Mbappe ainda não tenha tido o mesmo impacto na seleção (ou pelo menos não tem conseguido replicar o que fez na Rússia, em 2018), mas está pronto para contrariar os críticos e liderar França rumo a um novo título: o da Liga das Nações.
AVANÇADO CENTRO
🔥🔥 @Benzema #PORFRA #FiersdetreBleus #FRA pic.twitter.com/PaH8W6zDiL
— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) June 23, 2021
Karim Benzema (França) – Em junho, o avançado do Real Madrid regressou à seleção quase seis anos depois, ainda a tempo de marcar quatro golos no Campeonato da Europa. Como é sabido, não foram as más exibições que o deixaram fora seleção durante tanto tempo, e com os motivos extrajogo, aparentemente, sanados é natural que Benzema continue a ser chamado.
Na Liga Espanhola, tem colecionado exibições de gala, contabilizando dez golos e sete assistências, em dez jogos. É, neste momento, o melhor jogador do Real Madrid e final-four da Liga das Nações é mais uma oportunidade para provar aos franceses que também consegue brilhar na seleção.
AVANÇADO CENTRO
💯 caps @BelRedDevils
Blessed pic.twitter.com/fLtyqmq9B6— R.Lukaku Bolingoli9 (@RomeluLukaku9) September 7, 2021
Romelu Lukaku (Bélgica) – O segundo belga e o terceiro jogador do Chelsea neste onze, Lukaku é outro dos jogadores que não podia ficar de fora. Um portento físico e um finalizador nato, que nos últimos anos evoluiu muito noutros aspetos que o tornam num dos melhores avançados do mundo na atualidade.
Depois de relançar a carreira no Internazionale Milano, o belga regressou ao Chelsea FC e à Liga Inglesa neste verão. Apesar de estar a passar por uma seca de cinco jogos sem marcar, os quatro golos que faturou no início da temporada são um bom pronúncio para o que aí vem. A nível de seleção tem um registo impressionante de 67 golos em 100 jogos. Tal como Kevin de Bruyne, está sedento de oferecer um título internacional à Bélgica.










