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O Ajax em Lisboa e CR7 de regresso a Madrid na Champions: 4 Jogos, 4 Antevisões

Francisco Sousa · 5 min

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AJAX VOLTA A PORTUGAL E NOVO MOMENTO PARA CR7 EM MADRID

O Benfica defronta o Ajax na primeira mão dos oitavos de final, numa eliminatória marcada ainda pelo duelo entre Atlético e Man. United.

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Depois dos quatro primeiros jogos dos oitavos de final da Liga milionária, a primeira mão desta fase da competição tem mais um quarteto de desafios recheado de pontos fortes de interesse. Vamos então à antevisão dos encontros desta terça e quarta-feira.

Façamos então uma viagem pelas partidas que abrem a fase a eliminar da competição mais espetacular de clubes do planeta.

SL BENFICA x AFC AJAX

Um dos ataques mais avassaladores da Europa está de volta a solo português. Depois de ter marcado nove golos ao Sporting na fase de grupos (cinco deles em Alvalade), o Ajax vai defrontar o Benfica nestes oitavos de final, num encontro que é essencial para as esperanças das águias na prova. A irregularidade exibicional do conjunto agora orientado por Nélson Veríssimo terá obrigatoriamente de desaparecer por hora e meia perante uma equipa bastante hábil e criativa nos momentos em que tem a posse de bola e que é altamente pressionante nos momentos em que o adversário tem o esférico.

SL Benfica Boavista FC
Fonte: Paulo Ladeira/ Bola na Rede

Fica a dúvida no ar sobre se Veríssimo vai manter uma linha de quatro na defesa ou se vai apostar num regresso aos tempos de JJ, com três centrais e os laterais mais preocupados em limitar de forma mais individualizada o perigo que surge desde as alas neerlandesas (desde logo, o prodigioso Antony). Haller (28 golos na época, 10 desses tentos na fase de grupos da Champions) vai dar que fazer aos centrais encarnados, Tadic e Berghuis prometem criatividade e critério no passe e remate a rodos e desde a zona defensiva surgem jogadores com argumentos em posse e que dão variabilidade às construções da equipa de Erik tem Hag (fundamental saber condicionar Timber e Lisandro Martínez, que além de possuírem muitos recursos a construir e a sair a jogar, também conseguem defender em posições mais altas).

No Benfica, a mobilidade de Darwin Núñez por todo o ataque (e uma possível aliança com os apoios de Gonçalo Ramos) e a aposta no bom entendimento entre Grimaldo e Everton nos momentos com bola (uma das poucas boas notícias numa época tumultuosa) podem ser determinantes para chegar perto da baliza «ajacied», enquanto a forma como se vão defender da construção a partir de trás do campeão neerlandês e a orientação dos laterais para proteger os homens que jogam de fora para dentro serão possivelmente as chaves defensivas de um duelo de grande exigência para a equipa portuguesa, que até já sabe o que é eliminar uma equipa dos Países Baixos na presente temporada (o PSV Eindhoven).

CF VILLARREAL x JUVENTUS FC

A viver uma temporada de irregularidade tremenda a nível interno, a Juve pode encontrar a tábua de salvação numa Liga dos Campeões que tem saído melhor do que a encomenda (venceram um grupo com o campeão europeu Chelsea). Pela frente nos oitavos de final, a Velha Senhora do futebol transalpino vai ter o 4-4-2 de Unai Emery, uma equipa capaz de conjugar verticalidade (através de homens como Danjuma ou Chukwueze) e talento criativo nas botas de elementos como Lo Celso, Parejo ou Yeremi Pino.

A formação de Massimiliano Allegri não pode contar com o rasgo tecnicista de Federico Chiesa e a qualidade na definição de Paulo Dybala, mas conta com o recém-chegado Dusan Vlahovic (goleador de créditos firmados) para poder ultrapassar um adversário com pergaminhos nas provas da UEFA (é o detentor do troféu da Liga Europa). Veremos se Allegri mantém a aposta em Locatelli e Zakaria no meio-campo ou Arthur volta a ter protagonismo na «sala de máquinas». Certo é que esta Juve necessita de estar ao seu melhor nível com bola para se apurar para a próxima fase..

CHELSEA FC x LOSC LILLE

Em teoria, esta é uma eliminatória de claro favoritismo para os campeões em título. O Chelsea de Thomas Tuchel é uma equipa capaz de ser exercer um domínio claro sobre os adversários, «explodindo» no último terço através de Lukaku, auxiliado pelo virtuosismo de Ziyech, Havertz ou Pulisic. Os «blues» vêm de uma boa sequência de resultados (não perdem há mais de um mês) e em casa têm-se mostrado implacáveis.

O desafio para os comandados de Jocelyn Gouvernnec é considerável, desde logo, porque têm apresentado claros desequilíbrios defensivos em jogos-chave e exibem alguma previsibilidade na fase ofensiva. Vai ser preciso puxar pela capacidade goleadora de Jonathan David ou Burak Yilmaz para disfarçar a criatividade que tem sido menor nos tempos mais recentes.

CLUB ATLÉTICO MADRID x MANCHESTER UNITED FC

 Duas equipas que representam o paradigma da irregularidade (nas exibições e nos resultados). A muralha defensiva de Diego Simeone deixou de ser de pedra firme e passou a ter uma construção de palha. Onde antes existia firmeza no bloco baixo e capacidade de pressão no meio reduto adversário, sobram erros e uma incapacidade de adaptação a um contexto conjuntural distinto (jogadores que não encaixam num modelo de jogo que privilegia a preparação para o momento sem bola). Do lado do United, a chegada de Ralf Ragnick não trouxe ainda os resultados desejados na forma como a equipa pressiona mais adiante e ainda se notam desequilíbrios claros na estrutura defensiva.

Ainda assim, a presença do «senhor Champions», Cristiano Ronaldo, aliada à criatividade de elementos como Bruno Fernandes ou Sancho (veremos se Pogba aparece a um nível soberbo ou se a mantém a intermitência recorrente…), pode ser suficiente para por o Atlético em sentido. Entre duas equipas com dores de crescimento a nível exibicional, o tal fator individual pode ser absolutamente determinante para a resolução da eliminatória. E aí, podem sobressair os portugueses (além de CR7 e Bruno, há também um João Félix a pedir minutos do lado «colchonero»)..

Francisco Sousa

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