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As 5 principais desilusões da Liga dos Campeões 2019/20

Francisco Grácio Martins · 4 min

Foto: Tottenham

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O final desta temporada ficou marcado pela final a oito da Liga dos Campeões. Em moldes nunca vistos, a melhor competição de clubes do mundo jogou-se em território nacional e coroou o Bayern de Munique como rei da Europa. Um título justo que os alemães não venciam desde 2013. A chegada de Hansi Flick elevou o desempenho dos bávaros para um patamar superior do que apresentou no início da temporada, aproveitando a qualidade dos seus jogadores para criar uma equipa que, nesta competição, foi imbatível. 11 jogos, 11 vitórias e 43 golos marcados. Irrepreensível.

Nos antípodas do rendimento estão outras equipas e jogadores de quem se esperava mais do que aquilo que mostraram.

5.


SL Benfica – Os lisboetas são a realidade mais próxima que temos da Liga dos Campeões, mas o seu rendimento na competição não tem sido convincente. Ano após ano, os dirigentes do clube da Luz falam no desejo em ir longe na competição, mas a verdade é que esse desejo, por agora, não passa de uma miragem. Há dez épocas consecutivas a marcar presença na fase de grupos, só por três vezes o Benfica a conseguiu ultrapassar.

Bruno Lage tinha a missão de comandar os encarnados num grupo que contava com duas equipas que viriam a ser semifinalistas. No entanto, ficou sempre a ideia que, não fosse a gritante inexperiência dos jogadores em alguns momentos, era possível seguir em frente. Somando a isto a má gestão da equipa, a eliminação acabou por ser consumada.  Na memória dos benfiquistas, fica mais uma época de desilusão europeia, que se acabou por se alastrar para o resto das competições.

4.


AFC Ajax – Encantou na temporada anterior, mas não conseguiu repetir a façanha este ano. Passou de semifinalista a eliminado na fase de grupos. Verdade seja dita, perdeu peças importantes no seu xadrez como Matthijs de Ligt e Frenkie de Jong. Num grupo discutido até ao fim, em que o Ajax e o Chelsea partiam como favoritos, foi o Valência que surpreendeu e deixou por terra os holandeses que falharam a final da época anterior por muito pouco. Na Liga Europa não tiveram melhor sorte.

3.


Tottenham Hotspur FC – Está bem, depois do mau início de temporada as expectativas não eram muitas.  No entanto, o Tottenham foi finalista vencido na final de 2018/19 realizada em Madrid. Esta temporada, passou a fase de grupos com sucesso, mas foi eliminado pelo Leipzig nos oitavos de final, já com Mourinho no comando técnico dos londrinos. O mais inesperado foi a facilidade com que os alemães ultrapassaram a equipa do treinador português, num agregado de 4-0 no conjunto das duas mãos, impossibilitando os spurs de ir, novamente, longe na prova.

2.


Ronaldo e Messi – São estrelas da mesma constelação, mas nenhum se pode ficar a rir do outro, dado que tiveram dos seus piores desempenhos de sempre na Liga dos Campeões. Atenção, os feitos extraordinários destes dois ao longo das suas carreiras colocam-nos num patamar excelente, pelo que, quando são apenas muito bons, estranhamos.

Cristiano Ronaldo e a Juventus foram eliminados pelo Lyon logo nos oitavos de final. As competições nacionais são a raia miúda dos bianconeri que têm apostado forte, ainda que sem sucesso, na Liga dos Campeões, troféu que lhes escapa desde 1996. Certamente, contavam com uma ajuda mais abundante do português que marcou apenas por quatro vezes em oito jogos. É preciso recuarmos a 2006/07, aos seus tempos de Manchester United, para o vermos fazer pior do que isso.

Messi e o Barça ainda avançaram para os quartos de final, mas a derrota por 8-2 frente ao Bayern gerou uma crise no clube catalão, crise que vai para além dos jogadores e treinadores e que atinge a identidade do clube. Messi já está habituado a que a sua liderança, enquanto capitão, seja contestada. Aconteceu na seleção várias vezes e agora está a acontecer no Barça, pelo que estará, alegadamente, à procura de novo clube para fugir ao problema. Na Liga dos Campeões, onde os culés depositavam grandes esperanças após perderem o campeonato para o Real Madrid, Messi apontou apenas três golos em oito jogos, longe dos 12 da época anterior.

1.


Liverpool FC – Se vos dissessem que, no final desta época, teríamos uma final a oito para decidir quem ganhava a Liga dos Campeões, quem é que não metia as mãos no fogo e dizia que os reds iam estar nesse lote? Os anteriores detentores do troféu foram surpreendidos pelo Atlético de Madrid que conseguiu anular os pontos fortes dos ingleses. A eliminatória, que viria a assumir contornos épicos, sorriu aos colchoneros, uma vez que os pupilos de Klopp mostraram alguma displicência e subestimaram os rojiblancos. Numa temporada em que, 30 anos depois, o Liverpool voltou a ser campeão inglês fica um amargo na boca por não terem ido mais longe na liga milionária.

Francisco Grácio Martins

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