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Club Atlético Madrid 2-0 FK Lokomotiv: A objetividade de um lado e a apatia do outro

Miguel Simões · 2 min

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Última jornada, momento de decisões no grupo D! O Atlético de Madrid recebeu e venceu o Lokomotiv por 2-0 – com golos de Félix e Felipe –, carimbando o acesso aos “oitavos” da Liga dos Campeões.

Nem um minuto de jogo estava decorrido e já João Félix tinha conquistado uma grande penalidade, prontamente assinalada pelo árbitro. Trippier encarregou-se de cobrar o penálti e permitiu que Kochenkov se redimisse com uma bela defesa. Mas nem isso travou a entrada impetuosa da formação da casa, que desde cedo mostrou que estava em campo para ganhar e não depender do resultado do outro jogo, entre Leverkusen e Juventus.

Quinze minutos depois do primeiro penálti, eis que surgiu o segundo. Zhemaletdinov tocou na bola com o braço dentro da grande área, o VAR alertou e desta vez foi João Félix a assumir a responsabilidade, inaugurando o marcador.

Sucederam-se várias oportunidades num primeiro tempo em que Oblak foi um mero espectador. Morata ameaçou por duas vezes (numa delas viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo), Thomas e Lodi obrigaram o guarda-redes a defesas apertadas e também João Félix dispôs de duas oportunidades, em menos de um minuto, para bisar. A superioridade dos colchoneros era evidente e o jogo encaminhar-se-ia para o intervalo com uma vantagem… curta.

Remate do central Felipe a dar o 2-0 ao Atlético
Fonte: FK Lokomotiv

O segundo tempo começou como o primeiro, com um Atlético mais objetivo e a querer chegar rapidamente ao segundo golo, algo que não tardou em acontecer. Na sequência de uma bola parada, Koke cruzou para a área e Felipe apareceu no lugar certo – perante a passividade da defensiva contrária – para ampliar a vantagem.

Os russos nada fizeram para alterar o rumo dos acontecimentos (nunca a expressão “cumprir calendário” fez tanto sentido) e podiam ter saído de Madrid com outros números: Correa assustou, Morata voltou a ameaçar, o recém-entrado Lemar tentou a sua sorte e também Thomas voltou a visar a baliza adversária com um remate longínquo.

Sem muito mais para contar, o jogo aproximou-se do final e a formação madrilena carimbou o tão desejado apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões, totalizando dez pontos no 2.º posto. Já o Lokomotiv terminou no último lugar do grupo, com apenas três.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Atlético de Madrid: Oblak, Lodi, Felipe, Hermoso, Trippier, Saúl, Thomas, Koke (Lemar, 73’), Correa (Herrera, 68’), João Félix (Llorente, 81’) e Morata.

Lokomotiv: Kochenkov, Kverkvelia, Corluka (Magkeev, 69’), Howedes, Idowu, Rybus, Krychowiak, Murilo, Miranchuk, Zhemaletdinov e Éder (Smolov, 75’).

A FIGURA

Fuente: Atlético de Madrid

Koke – Podia ser João Félix? Podia. Mas Koke destacou-se mesmo sem ter finalizado qualquer oportunidade de golo. Esteve na origem de muitas delas, revelou um posicionamento notável ao longo dos 73 minutos disputados, soube ler todos os momentos do jogo e ainda esteve na assistência para o lance que deu o 2×0 ao Atlético. Os aplausos aquando da sua substituição dizem tudo!

O FORA DE JOGO

Fonte: FK Lokomotiv

FK Lokomotiv – A formação russa viajou durante cerca de quatro mil quilómetros para ver jogar, literalmente. Nunca a expressão “cumprir calendário” fez tão sentido. Passivos a defender, inofensivos a atacar. Já sem qualquer aspiração europeia, não se pode dizer que o Lokomotiv tenha dignificado o futebol russo.

Foto de Capa: FK Lokomotiv

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Miguel Simões

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