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Festival de Campeões

João Rodrigues · 2 min

Festival de Campeões

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Lisboa em contagem decrescente para a grande final da Liga dos Campeões 2013/2014, grande acontecimento, tanto em termos desportivos como em termos mediáticos. De facto, estando por exemplo no Champions Festival, como a equipa do Bola na Rede esteve, fica-se bem com a noção de como uma final da liga milionária arrasta multidões atrás, e como todos os órgãos de comunicação social se focam neste evento tão impactante.

Ao longo destes últimos dois dias no Champions Festival, a equipa do Bola na Rede pôde presenciar e assistir a diversas iniciativas, como sendo a conferência de Deco, em que anunciou os nomes das crianças que vão entrar de mão dada com os jogadores, aquando da entrada das equipas no relvado do Estádio da Luz. Deco, ex-internacional português, foi uma das figuras que esteve presente no evento do Terreiro do Paço, assim como Christian Karembeu, glória do futebol francês, que espalhou simpatia por todos os presentes, numa sessão de autógrafos.

Antigos campeões deram espectáculo Fonte: Bola na Rede
Antigos campeões deram espectáculo

A Praça do Comércio está repleta de distracções respeitantes aos patrocinadores da Liga dos Campeões, havendo também um ecrã gigante, que passa ao longo de todo o dia histórias e entrevistas com os intervenientes da mais prova de clubes mais importante do futebol europeu, tanto em termos masculinos como em termos femininos. Outra das atracções do Champions Festival passa pelo Museu da Liga dos Campeões, junto aos Paços do Concelho, em que através de variadíssimas imagens se podem rever e recordar muitos momentos marcantes desta prova apaixonante.

O campo de futebol improvisado é, muito provavelmente, o grande pólo de atenções do Champions Festival. Com jogos a decorrer a toda a hora, o público acaba por se sentar nas bancadas, e assim assistir a salutares jogos de futebol, normalmente disputados entre equipas jovens. Porém, foi um jogo que opôs duas equipas compostas por velhas glórias do futebol mundial a prender a atenção de toda a gente que se encontrava, na altura, no Terreiro do Paço. Nesta sexta-feira, foi fantástico rever autênticas lendas do desporto rei, que não desiludiram o muito público presente. Todos os intervenientes sorriram, brincaram, e não deixaram de dar espectáculo. Em termos individuais, destaque para Cafu, antigo internacional brasileiro, que marcou vários golos e que deslumbrou com pormenores de classe. E depois, como foi bom voltar a ver jogadores como Rui Costa, Luís Figo, Deco, Cannavaro, Laudrup e Djorkaeff. De facto, foi uma tarde em que o saudosismo imperou, mas em que se voltou a provar como o futebol tem tanta e tanta personalidade que marcou várias gerações.

E agora, que entrem em acção os actores do momento. Estádio da Luz a rebentar pelas costuras, ambiente de sonho, cidade de Lisboa paralisada para a final, duas das melhores equipas da actualidade, um derby madrileno.

Que seja um princípio de noite de sábado mágico, é o que desejamos.

João Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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