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Final da Liga dos Campeões: Análise ao Liverpool FC

Diogo Grácio · 5 min

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O Liverpool FC é, sem dúvida, um histórico clube da Europa. É o segundo clube com mais campeonatos ganhos em Inglaterra, já venceu por cinco vezes a Liga dos Campeões e é conhecido por ter sempre plantéis de topo. Mas o que é certo é que nos últimos anos os reds têm estado longe dos melhores registos. Esta época, o Liverpool parece ter “acordado” e conseguiu chegar ao jogo mais desejado por todos, à final da Liga dos Campeões.
Tudo começou no mês de agosto e desde então que nunca parou.

O Percurso

Fonte: Liverpool FC

A caminhada europeia começou no dia 15 de agosto de 2017, quando o Liverpool disputou a primeira mão do play-off de acesso à fase de grupos, frente aos alemães do Hoffenheim. Os ingleses venceram na Alemanha por 2-1 e na segunda mão não deram quaisquer hipóteses, assegurando a participação na fase de grupos da Liga dos Campeões, ao vencerem por 4-2 os germânicos.
Depois do primeiro teste, os reds foram sorteados para o grupo E, juntamente com o NK Maribor, da Eslovénia, o FK Spartak Moscow, da Rússia e o Sevilha, de Espanha. Num grupo bastante equilibrado, a campanha dos comandados de Jurgen Klopp não começou da melhor forma. Empataram os dois primeiros jogos, frente a Spartak e Sevilha e o duelo na Eslovénia era decisivo para a continuidade do Liverpool na prova. A missão foi bem sucedida, com uma vitória por 7-0, frente ao Maribor, batendo assim um recorde de golos marcados num jogo a contar para a liga milionária. Este foi o fio condutor para a restante fase de grupos: a segunda vitória sobre os eslovenos, por 3-0; um empate a zero frente ao Sevilha; e uma nova goleada por 7-0, frente aos russos do Spartak.
O Liverpool terminou em primeiro lugar com 12 pontos, com o melhor ataque (23 golos marcados) e com a defesa menos batida da fase de grupos. O regresso dos ingleses às competições da UEFA começava a ser “surpreendente”.
A qualificação para os oitavos foi vivida com imenso entusiasmo, mas a partir daquela fase é que “começava a doer”. Uma vinda a terras lusitanas foi o que o sorteio dos oitavos-de-final ditou: defrontava o F.C Porto. Contra uma equipa bastante forte e que praticava um bom futebol, o Liverpool teve de estar preparado para um duelo muito equilibrado. Não foi o que aconteceu. Os ingleses fecharam a eliminatória na primeira mão, com uma vitória fácil por 5-0 no Estádio do Dragão e já estavam com pé e meio nos quartos. E tal aconteceu – alcançaram os quartos-de-final da prova.

Fonte: Liverpool FC

No entanto, todos acreditaram que o Liverpool iria ficar por ali, uma vez que o adversário dos quartos era o primeiro classificado da liga inglesa, e que acabou por ser o campeão, o Manchester City de Pep Guardiola, “rival” do técnico alemão que orienta os reds. Os citizens estavam a fazer a melhor época dos últimos tempos e avinhava-se uma tarefa bastante complicada para Roberto Firmino e companhia. Mas o Liverpool voltou a surpreender tudo e todos: venceram os rivais por 3-0, em Anfield, e começou a dar indícios de uma prova histórica. A segunda mão foi bem mais equilibrada, mas um homem chamado Mohamed Salah que estava a faturar, e muito, sentenciou o jogo, em Manchester. O Liverpool venceu por 2-1, no Ethiad Stadium e aproximava-se cada vez mais da final.
Com esta brincadeira, já estavam nas meias-finais e jogariam contra outra surpresa nesta edição da Liga dos Campeões, os italianos da AS Roma. O resultado era difícil de prever, mas aquilo que estava certo era o facto de haver uma “equipa surpresa” na grande final, disputada em Kiev. Contudo, o primeiro jogo, disputado em Inglaterra, foi bastante desequilibrado, com o Liverpool a vencer por 5-2. Isto foi algo que surpreendeu os adeptos do futebol. Mas foi preciso chegar à segunda mão das meias-finais da prova, para o Liverpool apanhar o primeiro grande susto. No Estádio Olímpico de Roma, o jogo até começou de feição para os ingleses, mas os quatro golos marcados pela equipa de Di Francesco colocaram a eliminatória em aberto. O jogo terminou com uma vitória italiana por 4-2. Por um golo, o Liverpool conseguiu chegar à Ucrânia, mais propriamente a Kiev.
Falta agora uma vitória para tudo ser perfeito para a equipa inglesa.


A Estrela

Fonte: Liverpool FC

Marcou 11 golos em 14 jogos disputados, a contar para a Liga dos Campeões.
O jogador que mais evoluiu no Liverpool e que beneficiou da saída de Philippe Coutinho para o Barcelona, mostrou a todos os amantes do desporto-rei que até um flop pode passar a ser um dos melhores jogadores do mundo. Com uma época de sonho, incluindo a participação na liga milionária, o egípcio tornou-se uma peça fundamental dos reds na Liga dos Campeões, deste ano. O verdadeiro homem do leme foi, juntamente com Jurgen Klopp, Mohamed Salah que é, hoje, um pilar do clube inglês.


A Previsão

Fonte: Liverpool FC

Vai ser, sem dúvida alguma, o jogo mais difícil do Liverpool nesta edição da Liga dos Campeões. Defrontará o atual campeão europeu, Real Madrid CF que procura o terceiro título europeu consecutivo.
O Liverpool entrará de forma cautelosa e paciente à espera do erro espanhol para que depois possa lançar o seu contra-ataque, que é muito eficaz, com Mohamed Salah, Sádio Mané e Roberto Firmino na frente, numa tentativa de surpreender a defensiva madrilena. Surpreender como tem feito desde o mês de agosto. Quem sabe até pode marcar mais do que um golo e vencer uma final histórica. Independentemente do vencedor, o Liverpool pode orgulhar-se daquilo que fez este ano na Liga dos Campeões, pois perder apenas um jogo desde os play-offs até à final não é para todos.
Um jogo épico, entusiasmante e de suster a respiração. Haverá mais do mesmo ou a irá acontecer mais uma surpresa no futebol? A final joga-se amanha em Kiev, às 19h45 e vai ser, com certeza, a melhor final da Liga dos Campeões dos últimos tempos.

Foto de capa: UEFA

Diogo Grácio

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