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3 possíveis sistemas táticos para o FC Barcelona em 2022/23

Kayalu Castro da Silva · 4 min

FC Barcelona Xavi
Foto: FC Barcelona

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Um novo capítulo de um gigante do Futebol começa a ser escrito. Após épocas em que o saldo financeiro era negativo e o protagonismo catalão decaía de jogo para jogo, o FC Barcelona contornou a pior crise da sua história e promete retomar aos principais lugares do Futebol Mundial. Para isso, conta com novos reforços, sob comando do ídolo Xavi Hernández.

A menos de um mês do fim da janela de transferência de verão, a equipa catalã angariou um novo patrocínio com a empresa de streaming musical Spotify, além de vender parte dos direitos televisivos que lhe garantiram suporte necessário para injetar dinheiro, ou seja, jogadores num novo poderoso plantel.

Com a possível chegada de mais jogadores de alto nível, Xavi terá um trabalho de sonho para desvendar maneiras de fazer a escola blaugrana ser dominante no mundo do Futebol. Por isso, preparei três esquemas táticos que o Barcelona poderá usar, conforme chegam novos reforços para a época 2022/23.

4-3-3 | O clássico que se mantém

O esperável Barcelona começa por se armar com uma linha de quatro jogadores na defesa. Jordi Alba e, ao que tudo indica, Azpilicueta nas laterais esquerda e direita, respetivamente, seriam os escolhidos para preencher os lados do campo. Neste ponto, é interessante notar que os laterais possuem características diferentes. Alba possui mais técnica e controle de bola para ser o lateral que apoia o ataque, enquanto Azpilicueta se apresenta essencialmente na parte defensiva, ao juntar-se com os defesas centrais em certos momentos do jogo.

Para completar a linha defensiva, este setor é composto pelo interminável Piqué, que permanece soberano na posição, juntamente com o jovem Araújo, numa marcação com linhas altas, priorizando o rápido desarme dos avançados adversários.

No meio-campo, Busquets, com a sua conhecida classe no controlo de bola, surge como o primeiro toque de refino no meio-campo com características de tiki-taka enraizadas na equipa blaugrana. Ao seu lado, Pedri e Gavi aparecem para auxiliar a construção de jogo e transportar a bola para o ataque, em toques repetitivos e sempre em busca de triangulações com os extremos.

Além disso, o último terço do Barcelona forma-se com os clássicos extremos, pelas laterais, e um ponta de lança capaz de colocar a bola na rede. Pelo lado esquerdo, Ansu Fati e Ferrán Torres surgem como duas opções para a mesma posição, devido aos seus estilos diferentes: um com foco na explosão técnica e outro no toque e remate de longa distância, respetivamente. Estes dois jogadores seriam a grande arma pelo lado esquerdo, enquanto o lado direito utilizaria principalmente os corredores do campo para ultrapassar os adversários. Dembelé e o agora confirmado Raphinha acrescentam velocidade, domínio de bola ambidestro e cruzamentos infalíveis para o ponta de lança. Por fim, o famoso nove seria composto ou pela grande aquisição do Barcelona no inverno passado, o gabonês Aubameyang, ou pelo poderoso avançado polaco, Robert Lewandowski.

3-5-2 | Novas chegadas, novas possibilidades

Agora, se formos julgar com os possíveis reforços, o Barcelona pode expandir os seus domínios para um tipo de jogo com três centrais, muito apoio dos alas e um ataque móvel. Ao jogar desta forma, Araújo, Piqué e um possível Azpilicueta fecham a linha de três defesas. Ao mesmo tempo, os alas tornam-se a grande arma para munir o ataque catalão, nomeadamente Jordi Alba, pela esquerda, e principalmente Dest, que possui a agressividade necessária de um ala para avançar até o fundo do campo e criar espaços.

O meio-campo seria composto por, no mínimo, um jogador de maior vigor físico do que o Barcelona está acostumado. Neste ponto, Kessié seria o pulmão da equipa e, com Pedri, o meio-campo ganha qualidade no toque de bola. Mais à frente, um possível Bernardo Silva ou até mesmo o próprio Pedri, um pouco mais deslocado da sua função principal, colaboram em favor de Ferrán Torres e Ansu Fati. Neste ponto, a polivalência tanto de Ferrán Torres como a de Ansu Fati são primordiais para o ataque móvel, porém letal do Barcelona.

Na parte defensiva, o recuo momentâneo dos alas permite que o Barcelona se torne num 5-3-2. Mesmo com função mais avançada, o apoio defensivo dos alas interrompe o avanço lateral da equipa adversária e um meio-campo mais conciso também fecha caminho para os adversários no toque de bola central.

4-4-2 | O meio é o caminho

Outra saída seria um estilo de jogo mais focado no meio-campo. O setor formar-se-ia numa espécie de losango, com Busquets como médio defensivo e responsável pela construção inicial. Pedri se firmaria pelo lado esquerdo, Gavi pela direita do losango e Bernardo Silva mais à frente, para completar o meio-campo.

Este estilo de jogo surge principalmente para preencher o centro com jogadores de toque de bola. Assim, seria muito bem aproveitado num jogo onde o meio-campo é essencial para o controlo do jogo. A aproximação dos quatro jogadores faria com que o Barcelona mantivesse o domínio da bola de forma constante e com o estilo habitual de toques rápidos.

Além disso, a subida dos laterais pode ser uma alternativa de jogo, durante a construção em losango. Assim, os médios resguardam a posição defensiva dos laterais após o avanço dos mesmos. Em outras palavras, com a subida de Jordi Alba, que deixaria um buraco na parte defensiva, Busquets surge para recompor a posição enquanto o lateral faz o avanço.

Artigo revisto por Joana Mendes

Kayalu Castro da Silva

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