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Sergio Ramos Garcia, nasceu a trinta de março de 1986, em Sevilha, cidade que o viu a dar os primeiros passos como jogador de futebol. Porém, foi em Madrid, cidade para a qual se mudou com apenas 19 anos, que encontrou a sua casa e onde venceu praticamente tudo o que havia para ganhar no futebol.
Ramos é, indubitavelmente, ostentador de um dos palmarés mais invejáveis do mundo, tanto a nível de clubes como ao serviço da sua seleção. Só ao serviço do Real Madrid CF venceu, cinco campeonatos espanhóis, duas Taças do Rei, quatro Supertaças de Espanha, quatro Ligas dos Campeões, três Supertaças Europeias e quatro Campeonatos do Mundo de Clubes.
Dezasseis épocas e vinte e dois títulos depois de ter chegado aos merengues, o central espanhol vai abandonar o clube que o viu tornar-se num dos melhores e mais regulares defesas da sua geração e, para muitos, um dos melhores da história do desporto rei.
Em jeito de homenagem, seguem os cinco melhores momentos de Sergio Ramos no Real Madrid.
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🇪🇸 Sergio Ramos sendo apresentado no Real Madrid em 2005 pic.twitter.com/i6KBj8Nxzq
— Guia do Futebol ➕ (de 🏠) (@GuiaFutebolPlus) June 16, 2021
Estreia pelo Real Madrid – 10 de setembro de 2005, o Real Madrid recebia o RC Celta de Vigo no Santiago Bernabéu, num jogo a contar para a segunda jornada da LaLiga. Os los blancos venciam por duas bolas a uma ao intervalo, altura em que o técnico brasileiro Vanderlei Luxemburgo tirou do jogo Paco Pavón (figura que deu azo à expressão “os Zidanes e os Pavones”, da era dos galácticos) para dar a estreia a um miúdo que havia chegado dois dias antes, proveniente do Sevilla FC, como o segundo espanhol mais caro de sempre (apenas atrás de Gaizka Mendieta).
Acabou por não ser uma estreia muito positiva para Sergio Ramos, visto que o Celta de Vigo conseguiu fazer a reviravolta na segunda parte e vencer em casa dos merengues por 3-2. Apesar disso, este jogo marca o início de um ciclo vitorioso de Ramos no clube de Madrid.
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🌟 @SergioRamos no conoce límites.
⚽ 100 goles#RealFootball | #HalaMadrid pic.twitter.com/DMSC7XGqiu— Real Madrid C.F. (@realmadrid) November 4, 2020
Golo 100 pelos merengues – 3 de setembro de 2020. Real Madrid vs FC Internazionale Milano, a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões. À passagem do minuto trinta e três, canto pela esquerda, Toni Kroos coloca a bola na área e surge o homem do costume, com o seu movimento característico a aparecer desde trás e a cabecear cruzado, batendo o guardião nerazurri, para o golo cem na conta pessoal.
Já em tempos pandémicos e com o estádio Santiago Bernabéu em obras, o feito histórico do capitão madrileno não teve o devido mediatismo. Merecia um Bernabéu cheio e não um pequeno Alfredo di Stéfano despido de público, a festejar o seu centésimo golo pelo clube.
De notar que Sergio Ramos despede-se do Real Madrid com 101 golos marcados, visto que apenas marcou mais um depois desse golo histórico, curiosamente também contra uma formação italiana, para a liga milionária, no Estádio Alfredo di Stéfano.
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🔝⚽️🏃@SergioRamos, Man of the Match in the European Super Cup final.https://t.co/IU3qkIaH7d#RMSuperCup pic.twitter.com/5Dq1L1DtI8
— Real Madrid C.F. 🇬🇧🇺🇸 (@realmadriden) August 10, 2016
Golo aos 90+3 na Supertaça Europeia – 9 de agosto de 2016. No Lerkendal Stadion, na Noruega, disputou-se a Supertaça Europeia entre Sevilla e Real Madrid. O Real Madrid adiantou-se cedo no jogo, por Marco Asensio, porém ainda antes do descanso, Franco Vasquez empata a partida a uma bola. Aos setenta minutos de jogo, Sergio Ramos comete falta dentro da área sobre Vitolo e arbitro apontou para a marca dos onze metros. Konoplyanka não vacilou e colocou o Sevilla na frente do marcador.
Tudo apontava para uma vitoria sevilhana em Trondheim, mas voltou a aparecer o homem do costume. Noventa e dois minutos de jogo, Carvajal encontra Lucas Vásquez dentro da grande área, que cruza milimetricamente para a cabeça do capitão, que já estava a jogar como avançado, e só tem de encostar para empatar o jogo.
O Real Madrid acabou por vencer a final com um golo e Carvajal no minuto cento e dezanove, mas não fosse o capitão a empatar a partida e provavelmente estaríamos a falar de menos um trofeu no palmarés dos madrilenos.
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🗓️ #OTD in 2014
Both Sergio Ramos and Cristiano Ronaldo scored twice as Carlo Ancelotti’s Real Madrid hammered Pep Guardiola’s Bayern 4-0 in Munich and booked their place in the Champions League final pic.twitter.com/7d7mh7odbS
— WhoScored.com (@WhoScored) April 29, 2020
Exibição tremenda em Munique – 29 de abril de 2014. Segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões entre FC Bayern Munchen e o Real Madrid. Os merengues haviam vencido na primeira mão com um tento solitário de Karim Benzema e deslocavam-se na segunda partida a casa do campeão europeu em título.
Previa-se um jogo muito equilibrado, mas o Real Madrid destruiu completamente os bávaros. Ao quarto de hora de jogo, canto de Luka Modric e Sergio Ramos inaugura o marcador para os visitantes com um cabeceamento potentíssimo. Apenas tivemos de esperar mais cinco minutos para vermos a bola balançar as redes mais uma vez, novamente pelo Real e por Ramos. Livre batido por Dí Maria, Pepe faz um desvio de cabeça e aparece o central espanhol a finalizar, novamente de cabeça, à entrada da pequena área. Antes do intervalo o Real ainda ia aumentar o marcador para quatro a zero, que acabaria por ser o resultado final, com dois golos de Cristiano Ronaldo.
Qualificada como uma das melhores exibições coletivas de sempre num palco deste calibre, Sergio Ramos acabou por ser parte fundamental da partida, com dois golos marcados e com a sua baliza inviolável. Esta vitória leva os merengues à final histórica com o grande rival da capital espanhola, o Atlético, no Estádio da Luz.
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Sergio Ramos Final Lisbon 2014 | 📸🤩🔥 pic.twitter.com/WC4PW68DRp
— RMDVIDSTV | فـ 🐐ـد (@rmdvidstv) March 30, 2020
La décima – 24 de maio de 2014. Final da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa. Atlético em busca da sua primeira orelhuda, enquanto o Real procurava o seu décimo troféu e tornar-se na primeira equipa a atingir os dois dígitos de vitórias da competição.
O Atlético adiantou-se no marcador por Diego Godín ao minuto trinta e seis, na sequência de um pontapé de canto, gelando todos os adeptos blancos que se deslocaram a Portugal para assistir a sua equipa. O resultado manteve-se até bem perto do final, quando, quase repetindo o primeiro golo em Munique, Modric bateu um canto para a área contraria e, vindo de trás, aparece, nada mais nada menos do que Sergio Ramos, quem mais poderia ser? Com um cabeceamento ao canto inferior esquerdo, sem hipóteses para Courtois, o central merengue leva o jogo para prolongamento e fica para sempre conotado com a alcunha de Heroí de Lisboa.
O Real Madrid vence por quatro a um no prolongamento, com golos de Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo e chega assim às dez ligas dos Campeões no seu palmarés, e a primeira de quatro para Ramos.
Artigo redigido por Francisco Silva













