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A história do Club Atlético de Madrid neste século XXI tem todos os ingredientes necessários para entreter os fãs de futebol. Desde um começo no segundo escalão da pirâmide espanhola, até ao título da primeira liga em 2013/14, houve tempo ainda para duas finais de Liga dos Campeões em três anos e dois títulos da Liga Europa, o que faz dos “colchoneros” a prova de que uma gestão sustentada e com planos bem delineados pode dar frutos a médio/longo prazo.
Para o sucesso reconhecido do projeto do “Atleti”, vários foram (e continuam a ser) os jogadores de elevado nível que envergaram a camisola “rojiblanca” durante este século, mas também o papel do treinador que selecionei foi fundamental para que o projeto tivesse êxito. Assim, aqui deixo aquele que considero ser o onze ideal do Atlético de Madrid no que já se jogou do atual século.
GUARDA-REDES
Jan Oblak – No clube desde o verão de 2014, quando chegou proveniente do Benfica, o guardião esloveno agarrou a titularidade na parte final da primeira época e nunca mais a deixou fugir. Em Madrid, onde leva quase 250 jogos realizados pelos “rojiblancos”, tornou-se um dos melhores do mundo na sua posição, sendo mesmo o “número 1” das balizas para muitos amantes do desporto-rei.
DEFESA-DIREITO
Juanfran – Passou oito épocas e meia nos “colchoneros”, período que coincidiu com a fase de maior sucesso do clube no atual século. Conhecido pela sua garra e dedicação constante a cada lance que disputa, venceu sete títulos pelos madrilenos, incluindo duas edições da Liga Europa.
DEFESA-CENTRAL
Diego Godín – Foi um dos capitães de equipa durante a “fase dourada” do “Atleti” no século XXI, muito fruto da capacidade que tem em liderar, por exemplo. O seu fortíssimo jogo aéreo fez dele um dos defesas centrais mais cobiçados do mundo durante o seu período áureo, mas é justo afirmar que foi em Madrid que viveu os melhores anos da sua carreira, que ainda dura.
DEFESA-CENTRAL
Luís Peréa – Esteve no Atlético entre 2004 e 2012, e só numa das épocas ao serviço dos “colchoneros” não fez mais de 30 jogos. Fez dupla com vários jogadores no eixo defensivo, mas a que protagonizou com Pablo Ibáñez, no início da sua jornada em Madrid, trouxe-lhe muito do reconhecimento que tem hoje.
DEFESA-ESQUERDO
Filipe Luís – Chegou a Espanha em 2005, curiosamente para representar o rival Real Madrid, mas foi com a camisola “rojiblanca” que cimentou o seu lugar no futebol. Com capacidade para balancear os momentos ofensivos com os defensivos, foi “dono” da lateral esquerda do “Atleti” nas duas passagens que teve pelo clube, o que lhe permitiu disputar a posição na seleção brasileira, mas sempre com concorrência de peso.
MÉDIO/ALA DIREITO
Koke – O atual capitão dos “colchoneros” nunca vestiu outra camisola na sua carreira: vai na 11ª época no clube e já leva mais de 400 jogos disputados. Com capacidade mais do que suficiente para jogar no centro do meio-campo, onde figurou nos primeiros tempos como profissional, tem sido na direita que tem aparecido mais vezes nas últimas temporadas, fruto do modelo de jogo mais recuado que Diego Simeone tem apresentado.
MÉDIO CENTRO
Gabi – Formado nos “rojiblancos”, precisou de sair para o Real Zaragoza para dar nas vistas. Tais exibições fizeram-no regressar ao clube do coração, onde se tornou uma verdadeira lenda. Depois de 561 jogos e seis títulos por ele erguidos, tem lugar garantido entre os ídolos “colchoneros” e jamais será esquecido pela “afición”.
MÉDIO CENTRO
Raúl Garcia – Das sete épocas em que esteve no Atlético de Madrid, foi na de 2013/14, quando o clube venceu o seu último título da liga, que foi mais importante. Apontou dez golos no campeonato e, mais do que isso, foi peça essencial no meio-campo de Simeone, quer como titular, quer como suplente utilizado. Para além dessa conquista interna, é mais um dos que fez parte das grandes conquistas europeias do clube.
MÉDIO/ALA ESQUERDO
Maxi Rodríguez – De todos os selecionados, é o que menos jogos disputou com a camisola “rojiblanca”. No entanto, em quatro épocas e meia marcou 45 golos e originou muitos mais, pelo que foi com naturalidade que foi contratado pelo Liverpool, em janeiro de 2010. Apesar da transferência, ainda fez parte da equipa que venceu a primeira edição da Liga Europa, em 2009/10.
AVANÇADO
Antoine Griezmann – Por muito que possa custar a alguns adeptos do Atlético, dada a recente transferência do francês para o Barcelona, a verdade é que Griezmann foi a figura principal dos “colchoneros” durante as temporadas que passou em Madrid. Com um registo de 133 golos em 257 jogos, foi em 2015/16 que atingiu o ponto mais alto da sua carreira até agora, ao apontar 32 golos e ao ser terceiro classificado na Bola de Ouro de 2016, apenas atrás da dupla habitual.
AVANÇADO
Fernando Torres – É a figura maior dos “colchoneros” no atual século. Com apenas 17 anos, estreou-se na equipa principal do “Atleti” e teve impacto imediato. Depois de 404 jogos e 129 golos com a camisola “rojiblanca”, “El Niño” ficará para sempre ligado ao clube. Fosse isto a NBA e já a sua camisola estaria pendurada no teto do Metropolitano…
TREINADOR
Diego Simeone – A escolha não podia ser outra. Foi ele o timoneiro da equipa durante as grandes conquistas no atual século, muito com base nas duas palavras que estão na imagem: coragem e coração. O seu amor ao clube é de tal maneira evidente que parece “colchonero” desde que nasceu, sendo que nunca se inibe de demonstrar as suas emoções. Taticamente, já passou por momentos mais felizes, e até há quem coloque em causa a sua continuidade. Ainda assim, tudo o que o argentino já deu ao Atlético é mais do que suficiente para que seja lembrado para sempre.
Artigo revisto por Joana Mendes





















