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O melhor 11 do século XXI da Liga Espanhola

Diogo Lagos Reis · 8 min

La Liga Ronaldinho
Foto: FC Barcelona

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Já lá vão duas décadas deste século e o que não faltou foi jogadores e momentos inesquecíveis num dos maiores anfiteatros do futebol moderno – a Liga Espanhola. Se este campeonato fosse um filme, era certamente digno de um Óscar.

Neste artigo, apresento-vos o meu 11 inicial do século XXI da “La Liga”. Do fundo do coração, obrigado por tudo e que este período fique imortalizado na história pelo seu futebol inspirador, excecional e profundamente apaixonante aos olhos de todos aqueles que amam o desporto-rei.

GUARDA-REDES

Iker Casillas – O guarda-redes espanhol é o homem ideal para esta posição. Na seleção espanhola, ultrapassou todos os limites ao atingir a marca centenária de clean sheets. Foram 102 jogos que manteve a sua baliza de portas fechadas com um sinal “Proibido entrar”. Em 2010, conquistou o primeiro Mundial da história da “La Roja” e tornou-se bicampeão europeu em 2008 e 2012. A nível de clubes, o Real Madrid CF foi a sua verdadeira casa e protegeu-a, a todo o custo, durante 16 incríveis temporadas. Nesta Liga, simplesmente não há melhor que ele.

LATERAL ESQUERDO

Roberto Carlos – Copa do Mundo, Real Madrid CF e golos de livre de outro mundo. Roberto Carlos descrito em uma frase. É sempre bom recordar aquele famoso golaço de bola parada frente à França que desafiou as leis da física. Na temporada de 1996/97, chega ao Real Madrid CF, após uma época falhada no Inter de Milão. Durante 11 anos, o ex-merengue somou 70 golos e 88 assistências em 527 jogos e inclusive ficou em 2ª lugar na Bola de Ouro de 1997.

Devido à sua força, velocidade e marcação de livres espetaculares, ficou conhecido como um dos melhores laterais-esquerdos da história.

DEFESA CENTRAL

 

Sérgio Ramos – Como poderia escrever um artigo destes sem colocar Sérgio Ramos na defesa? Era impensável. Esta é a história de um jovem formado no Sevilha FC que se transfere, aos 19 anos, para o Real Madrid CF por 27 milhões de euros. Mal os adeptos madrilenos sabiam o que lhes esperava. Um capitão, um símbolo e uma lenda com 16 épocas contabilizadas. Falar em Sérgio Ramos é falar em atitude, garra e paixão. É um guerreiro puro que se sacrifica em campo, todos os jogos, pela equipa que tanto ama – o Real Madrid CF.

DEFESA CENTRAL

Carles Puyol – Quem melhor do que Puyol para se juntar ao lado de Sérgio Ramos? Imagino o pesadelo que seria para os adversários enfrentar uma dupla destas. Conhecido como “Tarzan” por razões óbvias, pertence à geração de ouro da “La Masia” que viria a arrasar e dominar o futebol moderno por completo.

Se me perguntassem qual é, para mim, o capitão “perfeito”, talvez diria Puyol pelo seu amor à camisola, liderança e respeito perante os adversários. Pelo FC Barcelona, alinhou 593 jogos, marcou 19 golos e conquistou 34 títulos. Que orgulho ter assistido Puyol, um jogador com uma classe incansável!

LATERAL DIREITO

Daniel Alves – Para finalizar a linha defensiva, escolhi Daniel Alves – o jogador mais titulado da história (41 conquistas). Incrível como tem mais títulos do que anos de vida (37)…

Antes de rumar à Liga Espanhola, formou-se no Brasil em dois clubes: Juazeiro SC (1996-98) e no EC Bahia (1998-2001). Em 2002, foi contratado pelo Sevilha FC e só seis anos depois, chegou ao FC Barcelona onde atingiu o seu auge. Com a camisola blaugrana, Daniel Alves somou 21 golos e 101 assistências em 383 jogos.

Tenho muito respeito e admiração por este jogador, sem dúvida o melhor lateral direito que já alguma vez vi jogar. Que saudades.

MÉDIO DEFENSIVO

Sérgio Busquets – Para a posição de médio defensivo, era inconcebível não estar Sérgio Busquets. Fruto da “La Masia”, é um dos jogadores mais subvalorizados da história. O seu controlo de bola, visão de jogo e compostura deslumbram qualquer um. Em campo, parece que vê o jogo de cima. 31 títulos, 15 golos e 39 assistências em 620 jogos. Números discretos de um dos jogadores mais importantes do FC Barcelona neste início de século – uma lenda ainda em atividade.

“Você assiste o jogo, você não vê Busquets. Você assiste Busquets, você vê o jogo inteiro”, afirmou Vicente del Bosque com toda a razão do mundo.

MÉDIO CENTRO

Xavi Hernández – Quem foi Xavi Hernández? Foi, porventura, o “motor propulsor” do FC Barcelona nos seus tempos gloriosos. O espelho do “Futebol Total” de Johann Cruyff. O conceito em pessoa. Quando entrava em campo, o maestro preparava-se para coordenar a orquestra culé e saía de lá uma sinfonia angelical. Ao lado de Iniesta, formava uma dupla temível e juntos, o mundo era deles.

Com a camisola “6”, Xavi é o segundo jogador do FC Barcelona com mais jogos (767), no qual efetuou 85 golos e 184 assistências. Sem dúvida, uma inspiração para os mais novos. Um médio completíssimo. Uma arte dentro de uma arte – Xavi Hernández.

MÉDIO CENTRO

Andrés Iniesta – Tinha de ser o trio maravilha – Busquets, Xavi e Iniesta. Digam o que disserem, neste início de século, o meio campo é 100% deles. Magia, classe e passe genial eram alguns dos ingredientes que produziram um jovem com puro ADN Barça em laboratório “La Masia”. Seria o próprio Iniesta, aquele que reinou em Catalunha durante 22 anos com direito a 57 golos, 139 assistências e 32 títulos em 674 jogos no futebol sénior.

Dono de muitos nomes – “Don Andrés”, “Ilusionista”, “O Cérebro”, “Cavaleiro Pálido” e “Anti-galáctico” – o simples Andrés Iniesta é o que deixa legado na história. Até porque a simplicidade é das coisas mais difíceis no futebol e para este senhor, o “simples” faz parte da sua natureza… A camisola “8” será sempre tua – #InfinitiInesta8.

EXTREMO-ESQUERDO

Ronaldinho Gaúcho – A faixa na cabeça, o cabelo longo e os dribles mágicos. Penso que não há adjetivos suficientes para descrever o talento deste craque. Temos de admitir que “R10” foi um dos muitos jogadores que nos fez apaixonar por este lindo desporto. Em campo, sambava com a bola e driblava os adversários como se fosse muito fácil. Quer dizer, para ele era. Para nós, seres humanos, é que não.

Na sua passagem pelo FC Barcelona, totalizou 94 golos, 71 assistências, uma Bola de Ouro (2005) e um aplauso de pé dos adeptos madrilenos num “El Clássico” – algo surpreendente. “El Mago”, um dos jogadores mais talentosos que o futebol alguma vez assistira.

PONTA DE LANÇA

Cristiano Ronaldo – Quando penso em Cristiano Ronaldo, vem-me à cabeça milhões de elogios. Extremo-esquerdo ou ponta-de-lança, é uma máquina imparável de recordes, golos e conquistas. Os números falam por si. Atualmente, é o maior goleador da história do futebol em termos de clubes. A nível de seleções, o tempo é a única coisa que o separa desse recorde. O ex-merengue não tem “Plano B”: vencer é a única opção. Pelos blancos, alcançou 450 golos, 132 assistências, quatro Bolas de Ouro e quatro Ligas dos Campeões em 438 lendários jogos. Melhor jogador da história do Real Madrid CF? SIIMMMMMMMMM.

EXTREMO DIREITO

Lionel Messi – Nem sei como transpor a sua genialidade em palavras. Muitas tentativas já tinham sido aplicadas na construção do jogador “perfeito”. Tivemos Maradona, Pelé, Cristiano Ronaldo, etc… Para mim, o mais perto sucedeu-se no dia 24 de junho de 1987 com o nascimento do “Messias” do futebol.  Apaixonado pelo FC Barcelona, conquistou lá tudo: Bola de Ouro (seis), Bota de Ouro (seis), “La Liga” (dez), Taça de Espanha (seis), Supertaça nacional (oito), Liga dos Campeões (quatro), Mundial de Clubes (três) e Supertaça UEFA (três).

Como é que um jogador de 1,70m teria o mundo a seus pés? Enquanto que o FC Barcelona é “mais que um clube”, Messi é mais que um jogador, mais que um nome. Longa vida ao melhor jogador de todos os tempos – Lionel Messi.

Diogo Lagos Reis

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