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Pichichis & Taconazos #4: E agora, Cholo?

Redação BnR · 2 min

E agora Barça Carletto

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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

Escrevo estas linhas a menos a 24 horas do Barcelona receber o Granada e acertar o calendário ao fim de 33 jornadas. Os culés, em caso de vitória, assumem a liderança da LaLiga.

Quem me conhece e comigo discute este campeonato, sabe que nunca fui um adepto de Simeone. E não o digo agora, que poderá deixar de ser líder. Digo-o desde que trabalho com a LaLiga, o que aconteceu logo após a conquista do último título colchonero. Como é óbvio, não consigo deixar de reconhecer o mérito que o técnico argentino teve na recuperação do Atlético. A sua garra e determinação foram fundamentais para acompanhar a solidez financeira que o clube foi ganhando e que tem como ponto alto a construção de um estádio do melhor que há no mundo e de uma equipa digna de ali jogar.

É precisamente por aqui que vou pegar. Poucas temporadas houve em que uma equipa teve tantos fatores a seu favor para ser campeã espanhola. A começar, a qualidade que conseguiu reunir no plantel. Inegável. Desde a baliza, onde tem um dos melhores do mundo (para muitos o melhor), passando por todos os setores, há soluções de topo Depois, o estado dos adversários. Poucas épocas houve em que Real e Barça “oferecessem” uma vantagem tão grande a um rival. E finalmente, a capacidade que o Atleti teve para “cavar” esse fosso pontual para os habituais candidatos ao título.

No meio de tudo isto, abro espaço para um elogio a El Cholo. A transformação de Marcos Llorente é por demais evidente, pela positiva, e aí tem de ser dado o mérito ao treinador. “Descobriu-lhe” uma nova posição, novas características e uma forma de jogar que fazem dele um dos melhores jogadores da LaLiga.

A enorme vantagem que o Atlético já teve pode ser anulada esta quinta-feira. Como referiu Simeone no final da derrota em Bilbao, na última jornada, vai ser campeão quem for mentalmente mais forte. Mas isso só, não chega a este nível. Há que ser melhor, com e sem bola. E isso não acontece só porque uma equipa é mentalmente mais forte. Também, mas não só.

Alguém escreveu um dia que os treinadores são para uma equipa como os professores para os alunos. Há os professores da escola primária, os da preparatória, os da secundária e ainda os do ensino superior. Simeone, como todo o mérito, conseguiu levar aquela gente da escola primária ao ensino secundário. Mas está difícil de afirmar esta equipa na universidade onde só entram aqueles que ganham títulos.

Quero, a terminar, deixar uma nota. Sei que daqui a menos de um mês podem vir dizer-me que o Atlético foi campeão. Mas garanto-vos que esta opinião continuará válida.

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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