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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.
Terminou a LaLiga! 380 jogos no total, muitas emoções guardadas para o final e o Atlético coroado campeão. Vamos a um balanço da temporada, olhando para cada uma das vinte equipas, com os destaques positivos e negativos de cada uma delas. Dividimos esta análise em quatro partes, hoje abordamos os primeiros cinco classificados.
Club Atlético Madrid
Campeão, mas com sofrimento a mais. A qualidade do plantel aliada aos arranques desastrosos dos principais adversários diretos permitiram à equipa de Simeone ter uma vantagem considerável, entretanto quase desperdiçada. O Atlético beneficiou, claramente, dos falhanços de Real e Barça, conforme ficou mais uma vez provado nesta reta final, com os dois gigantes a não conseguirem aproveitar os deslizes colchoneros. Mas atenção, não campeões sem mérito e por isso parabéns, Atleti!
↑ Marcos Llorente: médio completo, 12 golos no campeonato, um craque. Sou obrigado a reconhecer o mérito de Simeone na transformação do camisola 14.
↓ João Félix: todos esperamos sempre mais dos maiores craques e o internacional português é um deles. Não podemos considerar que a época tenha sido negativa, afinal foi campeão espanhol aos 21 anos e fez sete golos na LaLiga. Mas em alguns momentos da época andou demasiado escondido para a qualidade que tem. Não duvido que o futuro será risonho.
Real Madrid CF

Depois de um início de época muito irregular, e contra muitas previsões, ainda foi capaz de dar luta ao rival da cidade na luta pelo título. Plantel curto, sem opções para substituir os consagrados. O milagreiro Zidane ainda alimentou a esperança merengue, mas a verdade é que a época termina sem qualquer título conquistado. Um fracasso.
↑ Karim Benzema: 23 golos na LaLiga, exibições fantásticas e claramente o porto de abrigo desta equipa Em muitos jogos, foi Courtois atrás e Benzema à frente. E Casimiro ao meio, é justo referi-lo. Aos 33 anos, Benzema mostrou que a idade é mesmo só um número e que está melhor do que nunca. Que o diga Didier Deschamps.
↓ Vinícius Jr.: Um pouco à imagem de João Félix, aparece aqui pelo facto de se esperar mais dele. Apenas três golos, que para quem joga no Real é pouco, e contínuas falhas na hora da decisão. Passa? Remata? Na maior parte das vezes nem ele sabe bem o que fazer. Tem claramente capacidade para mais, mas também precisa que o deixem evoluir ao ritmo dele: imprensa, adeptos e, principalmente, o clube.
FC Barcelona

A época pós-humilhação na Champions pelo Bayern tinha tudo para correr mal. A novela do “sai não sai” entre Messi e o Barça deixava antever que não seria uma temporada fácil. Ronald Koeman chegou para tentar arrumar a casa, venceu uma Copa do Rey e teve o mérito de lançar vários jovens na equipa, à cabeça Pedri. E conseguiu fazer aparecer um Dembélé mais próximo daquilo que já o vimos fazer. Mas tudo isto, apesar de não ser pouco, não chega para um clube com a dimensão do Barcelona.
↑ Pedri: começou a época ainda com 17 anos, mas com um perfume que não engana. Não foi formado em La Masia, mas podia. Tem o ADN Barça, tem toques de Iniesta e de Xavi juntos, mas com uma personalidade futebolística tão própria que afasta quaisquer tentativas de comparação. Ele é Pedri. E aos 18 anos vai representar Espanha no Euro 2020.
↓ Pjanic: a chegada a Camp Nou dividiu opiniões, mas nunca pensei que pudesse correr tão mal. Sinceramente, achei que a qualidade aliada à experiência podiam fazer bósnio um reforço importante. Jogou 620 minutos na LaLiga e isso já quer dizer muito. Uma desilusão. Uma nota para Francisco Trincão: acelerar processos nunca foi a melhor opção para os jovens talentos. Porque nem todos são como Pedri.
Sevilla FC
¡El @SevillaFC de Lopetegui ha completado su mejor temporada histórica en #LaLigaSantander tras conseguir 77 puntos! ❤️🔝 pic.twitter.com/ArwlUtDnpR
— LaLiga (@LaLiga) May 26, 2021
Mais uma excelente época da equipa de Lopetegui. Chegou a ameaçar lutar pelo título, garantiu a presença na Champions e ainda abateu o recorde de pontos do clube numa edição da LaLiga, que ainda pertencia a uma equipa de Unai Emery. Se conseguir manter a base do plantel e não perder as principais figuras, os sevillistas podem ter uma palavra a dizer na próxima época.
↑ En-Nesyri: 18 golos e a afirmação de um excelente avançado. Pode não ter o estilo de craque de outros, mas a combatividade e o faro pelo golo que já demonstrava ter no Leganés fizeram dele uma das principais figuras deste campeonato.
↓ Óscar Rodríguez: esperava bem mais deste médio ofensivo contratado ao Real Madrid depois de duas épocas de empréstimo bem sucedidas no Leganés. Forte no um para um, de remate fácil, competitivo. Mas nem chegou aos 500 minutos na LaLiga. Ainda assim, é um jovem de 22 anos que vale a pena continuar a acompanhar.
Real Sociedad
✨💫🌟#AurreraReala pic.twitter.com/RDdB1AUn30
— Real Sociedad Fútbol (@RealSociedad) May 25, 2021
A aposta na continuidade deu frutos, embora a ideia inicial talvez passasse por um ataque à zona Champions da tabela. Mais um bom trabalho de Alguacil, marcado pela conquista da Copa do Rey referente à época passada. Bom futebol, talvez o mais vistosos na parte inicial da temporada. Mas a perda de fulgor a meio do campeonato acabou por manchar uma época que se pensava poder vir a ser diferente. Bom final, a garantir a quinta posição.
↑ Mikel Merino: sim, podia ser Alexander Isak. Mas tinha de realçar um dos jogadores que mais prazer me deu ver jogar esta época. Médio de recursos ilimitados, um pé esquerdo digno dos grandes canhotos do futebol e uma classe que só vendo com atenção se consegue decifrar. Foi chamado à seleção por Luis Enrique durante a época, mas uma lesão afastou-o da fase decisiva da época. Ficaram os 2156 minutos de puro futebol nesta edição da LaLiga.
↓ Illarramendi: custa ver um jogador com tanta qualidade ser constantemente massacrado com o azar das lesões. Termina a época magoado, como em tantas outras, e jogou poucos mais de 500 minutos em nove jogos, entre todas as competições.
Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN













