«Ida de Renato Sanches para o Bayern foi prematura. Agora já vemos a sua qualidade» – Entrevista BnR com Patrik Andersson

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«O JUPP HEYNCKES LIGOU-ME PARA IR PARA
O REAL MADRID,
MAS O BORUSSIA NÃO ME DEIXOU SAIR»

Bola na Rede: Onde ganhaste mesmo um grande título foi no FC Bayern. Fora as provas internas, consegues chegar ao topo com a vitória na Liga dos Campeões, em 2000/01. Vamos falar dessa estadia no Bayern, como tudo começou?

Patrik Anderson: Sim. Sempre quis testar-me e ver até onde é que poderia ir. A certa altura, o que importa é ganhar títulos. Acho que fiquei tempo a mais no Borussia Monchengladbach. Tivemos três belíssimas temporadas quando o Stefan Effenberg capitaneou a equipa. Mas depois, devido à situação financeira do clube, não podíamos subir mais um degrau. Pensei em sair do clube e até tive uma oferta do Real Madrid

Bola na Rede: Já vamos falar da final da Champions, mas antes quero saber mais sobre isso…

Patrik Anderson: Foi em 1997. Jupp Heynckes tinha acabado de sair do Tenerife para rumar ao Real Madrid. Eu estava de férias e o Jupp ligou-me, disse-me que me queria levar para Madrid. Imediatamente apanhei o primeiro voo para a Alemanha para me libertar do meu contrato, mas os dirigentes do Borussia disseram-me imediatamente: “Não, podes esquecer isso, não vai acontecer”…

Bola na Rede: Ficaste zangadíssimo, acredito…

Patrik Anderson: Claro que sim, fiquei triste. Queria ver até onde é que eu podia ir e o Real Madrid é o Real Madrid, é outro nível. Mas tive de respeitar o meu contrato e continuei a dar o meu melhor pelo clube. Depois, em 1999, lá apareceu a oportunidade para ir para o Bayern e tenho de ver pelo positivo: nessa mudança foi importante ter a bagagem de seis anos de Bundesliga. Era muito conhecido na Alemanha e já conhecia os meus colegas, que foram, anteriormente, os meus adversários. E, olha, lembro-me bem do meu primeiro encontro com o Ottmar Hitzfeld…

Bola na Rede: Conta-nos.

Patrik Anderson: (risos) Ele disse-me logo: “Aqui, não há nada garantido, tens de fazer por merecer o teu lugar”. Creio que no ano em que cheguei só deixaram sair o Thomas Helmer (defesa-central). Tinham acabado de ganhar a Liga com avanço de 14 pontos e perderam no Camp Nou, naquela célebre final com o United (2-1). Era neste clube que ia entrar. Tinham uma atmosfera fantástica e eu queria provar o meu valor lá.

Bola na Rede: É um clube diferente. Não parecem existir desculpas para as derrotas. É para vencer, independentemente de tudo o que possa acontecer…

Patrik Anderson: Sim, sem dúvida. Aliás, nem era só para vencer, era mesmo para dominar o adversário. Mas foram dois grandes anos.

Bola na Rede: Um pouco como hoje, na verdade. Os níveis de exigência do Bayern são muito altos.

Patrik Anderson: Quando vês as pessoas ligadas ao clube: Uli Hoeness, Karl Rummenigge, Franz Franz Beckenbauer… Hoje, Oliver Kahn, Hasan Salihamidzic… É muito por aqui, pessoas do clube e muita exigência.

Mário Cagica Oliveira
Mário Cagica Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
O Mário é o fundador e diretor-geral do Bola na Rede. É também comentador de Desporto na DAZN, SIC e Rádio Observador e professor universitário.

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