Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Um dia especial em Madrid

Eduardo Botelho · 2 min

Um dia especial em Madrid

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Sábado há dérbi em Madrid. É para o campeonato, mas podia bem ser a final da Liga dos Campeões, como aconteceu em Milão, no último confronto entre Atlético e Real Madrid ou, em Lisboa, dois anos antes. Este Atlético joga o futebol mais bonito da era Simeone, mas é também o que fez o pior arranque de campeonato em termos de pontos. Do outro lado, o Real vai em primeiro, mas ninguém parece muito convencido com a qualidade do seu futebol (nem os seus próprios adeptos). Não faltam motivos de interesse.

Durante a semana, quase não se falou noutra coisa e o jornal Marca pediu aos seus leitores que votassem no jogador que deveria ser capa do jornal de sábado. Isto pode parecer uma ação para aproximar o jornal dos leitores, mas desconfio que, como jogo é tão imprevisível, os jornalistas da Marca inventaram isto para não terem de ser eles a arriscar um palpite sobre quem será a figura do encontro. Todos os jogadores eram elegíveis, mas o jornal preparou logo seis capas: Griezmann, Torres e Carrasco do lado do Atlético e Ronaldo, Bale e Modric, do lado do Real.

Na final de Milão, Ronaldo marcou o penálti decisivo, depois de Juanfran falhar. Como será sábado?  Fonte: Facebook Oficial do Real Madrid C.F.
Na final de Milão, Ronaldo marcou o penálti decisivo, depois de Juanfran falhar. Como será sábado?
Fonte: Real Madrid C.F.

O resultado da votação mostra que os espectadores conseguem ver além das maiores estrelas e, por isso, nas bancas haverá uma capa com Carrasco, o belga que atravessa o melhor momento da sua carreira, e outra com Modric, que regressou de lesão recentemente. Mas a escolha poderia ter recaído em muitos outros jogadores: Oblak poderá ser decisivo na baliza e Saúl Ñiguez poderá inventar mais um daqueles golos que gosta de fazer nos grandes jogos. (Basta lembrar o pontapé de bicicleta que marcou a Casillas ou o golo “à Messi” que fez ao Bayern, o ano passado). Também há que ter em conta o mágico Marcelo, que vai tirando adversários do caminho sem nunca precisar de acelerar muito, ou Isco que parece ter o lugar assegurado no onze inicial devido à lesão de Kroos. No centro da defesa, Sergio Ramos e Godín também poderão perfeitamente ser os homens do dérbi, seja pelo que cortam cá atrás ou pelos golos que marcam lá à frente. São muitos os candidatos a figura do jogo, de ambos os lados. Só uma coisa é certa e, por isso, dará título à capa, seja qual for o jogador que lá apareça: “Hoy es un día especial – los dérbis son más que un partido.”

Isso é tudo o que sabemos por agora, mas o que realmente importa é saber quem ocupará a capa no domingo. Se querem o meu palpite, terá de se guardar um espaço importante para o Barcelona, que recebe o Málaga sábado à tarde e poderá muito bem terminar o dia em primeiro lugar, caso o Real não vença o dérbi. Um Atlético – Real Madrid num sábado às 19h45 podia bem ser a final da Liga dos Campeões, mas, em Espanha, o principal favorito a ser campeão continua a ser o Barcelona.

 

Foto de capa: Atlético de Madrid

Eduardo Botelho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.