Publicidade

Valência CF 1-1 Real Madrid CF: Golo de Benzema ao cair do pano gelou o Mestalla

Miguel Simões · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Tic-tac, tic-tac. Em contagem decrescente para o “El Clásico”, a deslocação do Real Madrid ao Mestalla passou a ter ainda mais interesse após o deslize do Barcelona. Contudo, a formação de Zidane voltou a não aproveitar e não foi além de um empate a uma bola diante do Valência, tendo conseguido arrecadar um ponto no último lance da partida.

Mas que entrada avassaladora da formação madrilena! Pressionante, objetiva e sem deixar respirar o adversário. Em quinze minutos, foram quatro as oportunidades. Primeiro por Valverde, seguindo-se um duplo aviso de Benzema e ainda uma tentativa de Kroos. Já a equipa da casa só conseguiu assustar a baliza contrária ao minuto 17’, por intermédio de Ferrán Torres, num belo lance individual.

O Valência foi dando o espaço que o Real tanto ansiava e não foi de estranhar que o conjunto forasteiro voltasse a visar a baliza de Domenech, ainda que com outros intervenientes (Modric e Rodrygo).

O ritmo da partida foi baixando, a equipa de Celades equilibrou e as últimas duas ocasiões do primeiro tempo saíram mesmo das cabeças de Garay e, posteriormente, de Ferrán Torres. Contudo, o jogo encaminhar-se-ia para o intervalo exatamente como começou: sem golos.

Disputa de bola entre Coquelin e Modric
Fonte: Real Madrid CF

No segundo tempo, o Valência apresentou-se com uma postura bastante diferente. Mais jogo direto, mais ligação entre setores e também mais perspicácia nos momentos da decisão. Tanto que ainda nem um minuto estava decorrido e Ferrán Torres (novamente ele!) já se tinha isolado na cara de Courtois, ficando perto de inaugurar o marcador no Mestalla.

Com uma exibição madrilena completamente diferente daquela que foi protagonizada no primeiro tempo, Zidane esperou mais de 20 minutos até mexer no jogo, tendo colocado Bale e Vinicius em jogo no sentido de oferecer dinâmicas ofensivas frescas à sua equipa. Contudo, surtiram-se os efeitos contrários aos pretendidos…

Numa bela transição da formação da casa, Wass foi até à linha de fundo e descobriu Carlos Soler no coração da área completamente desmarcado, tendo o espanhol inaugurado o marcador a dez minutos do final.

Seguiram-se períodos frenéticos com Courtois em destaque. Evitou o 2-0 nos descontos e subiu à área no último lance do jogo, tendo contribuído para que Benzema atirasse para o empate ao minuto 95’, gelando o Mestalla que já se preparava para festejar.

Primeira parte dominada pelo Real e segundo tempo com um Valência superior, podendo-se mesmo dizer que o resultado assenta na perfeição ao que se passou em campo. Com este resultado, o Valência continua no 8º lugar, com 27 pontos, ao passo que o Real Madrid continua colado ao Barelona na liderança, com 35. Que venha o clássico espanhol!

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Valência: Domenech, Jaume Costa (Vallejo, 61’), Garay, Gabriel Paulista, Gayá, Coquelin (Kondogbia, 83’), Wass, Parejo, Soler, Ferrán Torres (Diakhaby, 90’) e Rodrigo.

Real Madrid: Courtois, Nacho, Varane, Sergio Ramos, Carvajal, Valverde, Kroos, Modric (Jovic, 82’), Isco (Bale, 69’), Rodrygo (Vinicius, 69’) e Benzema.

A FIGURA

Fonte: Valencia

Ferrán Torres- Esteve em todas. Quase tudo aquilo que o Valência conseguiu criar em termos de perigo deveu-se ao número 20 da equipa de Celades. O único lance que tornou o “tudo” em “quase tudo” foi mesmo o do golo. É certo que não marcou, nem assistiu, mas revelou ser essencial na lógica de jogar do Valência.

O FORA DE JOGO

Fonte: Real Madrid CF

Isco- Jogador de qualidade inegável, mas que no jogo diante do Valência esteve uns (grandes) furos abaixo do expectável. Não criou uma única oportunidade durante os 69 minutos em que esteve em campo, sendo apenas difícil de perceber como é que Zidane demorou tanto tempo a mexer na sua equipa.

Foto de Capa: Real Madrid CF

Miguel Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.