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O CS Marítimo confirmou as expectativas e o estatuto de favorito na partida da segunda mão da terceira pré-eliminatória de qualificação para a fase de grupos da Liga Europa, ao ultrapassar o PFC Botev Plovdiv, garantindo assim a presença insular no play-off.
Num jogo que coincidia com o arranque do Rali Vinho Madeira, um dos eventos desportivos mais emblemáticos da ilha e que todos os anos atrai às estradas milhares de entusiastas, o Marítimo registou uma casa bem composta, embora ainda longe da sua máxima lotação.
Tal como esperado, entrou mais forte e pressionante a equipa da casa, embalada pela calorosa receção dos adeptos que compareceram aos Barreiros. Com uma série de oportunidades para inaugurar o marcador, o Marítimo assumia o jogo e deixava antever um final de tarde complicado para a formação búlgara. Apesar de tudo, os madeirenses não conseguiam concretizar as boas jogadas que construíam e foi pouco antes dos 20 minutos que o Botev começou a crescer, colocando à prova a atenção do guarda-redes Charles.

Fonte: BnR
E foi já com a partida mais equilibrada, à passagem da meia-hora, que o Marítimo desbravou o caminho para o golo, conquistando um livre lateral, batido por Luís Martins. Na cobrança, Rodrigo Pinho foi derrubado na grande área e o tento chegou aos 33 minutos, quando o próprio converteu o pontapé de grande penalidade resultante. Colorido o marcador, os insulares geriram o resultado até ao intervalo, sem arriscar a vantagem na eliminatória.
No reatamento da partida, o Marítimo não perdeu tempo e aos 49’ Ricardo Valente concluiu da melhor forma, depois da assistência de Éber Bessa, numa jogada em que a pressão alta deu frutos, resultando num erro de Panov. Muito mais confortável no jogo, o Marítimo fazia o que queria e procurava mesmo ampliar a diferença, enquanto o Botev demonstrava poucos argumentos para poder reagir à desvantagem.
Desesperada, a equipa de Plovdiv tentava, sem grande lucidez, reentrar na discussão, mas a boa exibição do setor mais recuado dos maritimistas foi negando qualquer esperança dos auri-negros. Imperial a defender, a turma de Daniel Ramos ainda criava perigo para as redes búlgaras de cada vez que imprimia velocidade ao seu jogo e se aproximava do último reduto do Botev.
Jogo controlado até ao final e uma vitória incontestável dos verde-rubros, depois de uma exibição muito mais positiva em relação ao encontro da primeira mão na Bulgária.
A FIGURA:

Pablo Santos – Sem conhecimento prévio, quem o visse jogar dificilmente diria que Pablo fazia a estreia pelo Marítimo. Chamado ao onze para render Maurício, transferido para o Japão numa operação-relâmpago, o ‘clone’ de Raul Silva foi insuperável a defender e revelou-se muito interventivo no jogo. Sempre atento ao posicionamento e às movimentações adversárias, Pablo estreou-se a um bom nível com a camisola verde-rubra.
O FORA-DE-JOGO:

Tsvetomir Panov – Foi seu o erro que originou o segundo golo maritimista, apontado por Ricardo Valente. Numa fase crucial do jogo, o lateral perdeu a bola para Éber Bessa e permitiu a dilatação da vantagem, comprometendo as aspirações dos búlgaros. Com muito trabalho durante todo o jogo, Panov fica sobretudo ligado ao momento que deita por terra a estratégia do Botev para a segunda parte.
CONFERÊNCIA BnR:
PFC BOTEV PLOVDIV
BnR: Qual foi, na sua opinião, a chave do jogo?
Nikolai Kirov: Acho que a principal razão da nossa derrota foi a inexperiência dos nossos jogadores. Os golos do Marítimo surgiram em fases cruciais do jogo e isso foi penalizador para nós. O segundo golo aconteceu demasiado depressa e se tivéssemos aguentado o resultado na segunda parte, creio que poderíamos ter discutido mais o jogo.
CS MARÍTIMO
BnR: O Marítimo demonstrou hoje um caudal muito mais ofensivo. Qual foi a estratégia que procurou para este jogo?
Daniel Ramos: Nós procurámos imprimir mais intensidade e arriscar mais. Este foi o nosso segundo jogo da época e não é fácil ter um nível tão alto de intensidade nesta altura. Eu tinha pedido aos meus jogadores para jogarem assim, pois o cansaço era inevitável e ia chegar para as duas equipas, por isso queria aproveitar as nossas chances e ter uma entrada forte no jogo.
Artigo revisto por: Beatriz Silva









