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Que jogos devo rever nesta quarentena? Liverpool FC 5-4 Deportivo Alavés

Frederico Seruya · 3 min

Que jogos devo rever nesta quarentena? Liverpool FC 5-4 Deportivo Alavés
Foto: UEFA

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Quais os ingredientes para uma final europeia emocionante? A história tem-nos mostrado que, quando um dos ingredientes é Liverpool FC e os seus adeptos fanáticos, o espetáculo é garantido. Junte-se uma surpreendente equipa espanhola com muito boas individualidades e uma “afición” fervorosa, e temos uma final da Taça UEFA com nove golos, duas expulsões, ambiente eletrizante e a decisão a surgir apenas com um golo de ouro. Aliás, um autogolo de ouro.

Faz daqui a poucos dias 19 anos daquela que é uma das mais épicas finais da história da Taça UEFA (agora denominada Liga Europa). A 16 de maio de 2001, Liverpool FC e Deportivo Alavés sobem ao relvado do Westfalenstadion, em Dortmund, carregando o entusiasmo e ambição dos quase 50 mil adeptos presentes. Os reds chegam à sua primeira final europeia desde que foram banidos das competições europeias em 1985, na sequência do desastre de Heysel. Para o Alavés, é a primeira vez na sua história que pisa o palco de uma final europeia.

O jogo começa e é o Liverpool que entra a todo o gás, mais habituado a estas andanças do futebol europeu e das finais. Ainda alguns adeptos se estão a sentar e já Babbel faz a rede balançar para os reds. Aos 4’, o alemão responde de cabeça a um livre de Gary McAllister e, pouco depois do quarto de hora, é a vez do jovem Steven Gerrard marcar, após assistência de Michael Owen. É caso para dizer que é um golo made in Melwood, onde ambos os jogadores fizeram a formação ao serviço do Liverpool.

A perder por 2-0 ainda antes dos primeiros 20 minutos se cumprirem, Mané faz entrar Iván Alonso para o lugar do defesa Dan Eggen e os resultados são quase imediatos. Recém-entrado no jogo, Alonso reduz para o Alavés aos 27’, mas o Liverpool não se deixa afetar e aumenta para 3-1 ainda antes do intervalo, numa grande penalidade cobrada por Gary McAllister.

Para a segunda parte está destinada outra chuva de golos e em três minutos é uma autêntica carga de água que cai sobre o Liverpool: Javi Moreno bisa entre os 48’ e os 51’, colocando o placar em 3-3. O jogo não ata nem desata e Gérard Houllier faz entrar Robbie Fowler, que não demora a deixar a sua marca no jogo. O avançado inglês entra aos 65’ e, oito minutos depois, coloca os reds novamente na frente, após boa jogada individual.

Com o final do jogo a aproximar-se rapidamente, começa a abrir-se o champanhe em Liverpool. Só que aos 89’ assiste-se a um golpe de teatro, porque quem sai aos seus não degenera: Jordi Cruyff, filho do lendário Johan Cruyff, surge ao primeiro poste a cabecear após canto de Téllez e empata o jogo num improvável 4-4, levando a decisão para o prolongamento.

Nesta altura ainda vigora a (injusta) regra do golo de ouro. Segue-se então o tempo extra e a resistência do Alavés acaba por ficar fragilizada com as expulsões de Magno (99’) e do capitão Karmona (116’). Na sequência da falta que origina a expulsão de Karmona, o Liverpool tem uma oportunidade soberana num livre lateral. Gary McAllister encarrega-se da cobrança e bate tenso para a pequena área. O guarda-redes e os defesas do Alavés não se ouvem e é Geli o desafortunado que cabeceia para a própria baliza, entregando de bandeja a Taça UEFA para o Liverpool.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC: Westerveld, Henchoz (Smicer, 55’), Markus Babbel, Jamie Carragher, Sami Hyypia, Dietmar Hamann, Gary McAllister, Danny Murphy, Steven Gerrard, Emile Heskey (Robbie Fowler, 65’) e Michael Owen (Patrick Berger, 79’).

Deportivo Alavés: Martin Herrera, Geli, Cosmin Contra, Dan Eggen (Iván Alonso, 23’), Antonio Karmona, Óscar Téllez, Ivan Tomic, Jordi Cruyff, Hermes Desio, Martín Astudillo (Magno, 46’) e Javi Moreno (Pablo Gómez, 65’).

Frederico Seruya

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