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SC Braga 3-1 TSG Hoffenheim: Assertividade minhota garante apuramento

José Baptista · 5 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Ao entrarmos no estádio somos relembrados dos caricatos incidentes da receção braguista ao Ludogorets, já que uma parte da bancada está encerrada com uma enorme lona da campanha da UEFA contra o racismo, a #EqualGame, devido ao castigo aplicado aos minhotos por insultos racistas a Lukoki. Não se pode deixar de questionar se será esta uma punição adequada pelos gritos de três ou quatro sujeitos e que não encontrou correspondências nos outro milhares de bracarenses presentes. É que as coisa sérias devem ser tratadas com proporcionalidade, porque quando se recorre ao exagero corre-se o risco de fazer mais mal que bem. E, lá está, custa ver milhares levar com um rótulo tão negativa pelas ações de nem meia dúzia.

Ainda assim, não se pode dizer que tenha feito muita diferença. A perspetiva de ver o Braga carimbar o apuramento para a próxima fase face a uma equipa com um futebol amplamente elogiado e treinado por aquele que é considerado o futuro grande treinador germânico foi suficiente para fazer uma casa razoável, mas com 10054 espetadores não se sentiu a falta do espaço ocupado pela lona. Os visitantes também ajudaram e trouxeram uma boa comitiva.

O jogo propriamente dito começou quase literalmente com os festejos dos da casa, já que Marcelo Goiano apenas precisou de 45 segundos para inaugurar o marcador. Após um cruzamento na esquerda que ninguém conseguiu desviar, o lateral direito rematou em jeito à entrada da área para  dar um começo de sonho aos arsenalistas.

O golo madrugador de Goiano marcou o ritmo do jogo Fonte: SC Braga
O golo madrugador de Goiano marcou o ritmo do jogo
Fonte: SC Braga

Com um golo de vantagem logo a abrir, o Braga recuou e deixou os alemães tomarem conta do jogo. O Hoffenheim aproveitou para mostrar toda a sua qualidade nas trocas de bolas ao primeiro toque imprimindo mudanças de ritmo no jogo, mas com a área do Braga sobrepopulada de defesas, não conseguiu criar nenhuma oportunidade de golo flagrante.

Por outro lado, o contra-ataque vermelho também não soube aproveitar as oportunidades. Aos 10 minutos, um erro crasso de Nordveit que cai ao dominar a bola com o peito e permite a Teixeira avançar em direção à baliza, mas rematar fraco e à figura. Cinco minutos volvidos, Vukcevic faz uma excelente recuperação de bola junta da área adversária e entrega a Teixeira que se perde nas tentativas de fintas e acaba por passar a bola a um defesa germânico. Já nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, um jogador do Braga a cair dentro da área do Hoffenheim, mas o árbitro a decidir bem e a mandar continuar.

Este recuo territorial dos da casa serviu também para observar uma escolha tática rara no nosso país, mas comum no futebol alemão, o recurso ao guarda-redes líbero, com Baumann a colocar-se sempre junto do círculo central e sem medo de jogar a bola com os pés.

O Hoffenheim saiu do balneário com mais garra e começou a segunda metade com mais ênfase em colocar a bola junto da baliza do Braga e passou o primeiro quarto de hora instalado no ataque. Realmente, aproximava-se cada vez mais da baliza, mas o recém-entrado Gnabry teve um falhanço clamoroso após recarga e o grande número de jogadores que os arsenalistas tinham dentro da sua própria área serviu para ir conseguindo afastar a bola das redes e manter o empate.

Depois de alguns minutos menos pressionantes dos visitantes, o Estádio Municipal de Braga sofreu um calafrio quando, aos 68 minutos, Matheus defendeu um remate de longa distância, mas largou a bola e só a recuperou em cima da linha de golo. O brasileiro acabou por evitar males maiores, mas chegou para assustar e dar ainda mais nervos a um público apreensivo com a vantagem mínima.

E os minhotos tinham mesmo razões para o nervosismo. À passagem dos 74 minutos da partida, num livre descaído para o lado esquerdo, Demirbay colocou a bola na pequena área e Uth cabeceou para a igualdade.

O treinador bracarense, Abel Ferreira, respondeu com prontidão e trocou Teixeira por Fábio Martins. O Braga ganhou novo ímpeto ofensivo e voltou à velocidade de movimentos que só tinha demonstrado nos primeiros minutos. O Hoffenheim não estava preparado para uma resposta tão acutilante dos da casa e, aos 81 minutos, Ricardo Esgaio, já dentro da área, passou a Fransérgio que picou a bola por cima de Baumann para recolocar a sua equipa em vantagem.

A partir daí, o jogo parecia decidido, mesmo com os seis minutos de compensação dados pelo árbitro, mas Fransérgio não estava satisfeito e bisou mesmo par acabar com qualquer dúvida. O guarda-redes alemão foi à lateral aliviar a bola, mas esta sobrou para o brasileiro que, mesmo a grande distância, encontrou com a bola a baliza deserta.

Os minutos finais ainda deram para alguns mimos, cartões amarelos e uma expulsão por acumulação para Szalai, mas o nada que interferisse com o Braga carimbar o passaporte para a próxima fase da Liga Europa. O Hoffenheim jogou bem e teve muita mais posse de bola, mas não soube contornar a muralha defensiva caseira e poucas oportunidades criou, enquanto o Braga soube acelerar o jogo quando precisou e demonstrou muito mais eficácia para selar um triunfo bem saboroso após a recente eliminação da Taça de Portugal.

A FIGURA

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Raul Silva – Os da casa passaram a grande maioria do jogo fechados à defesa e conseguiram quase sempre responder com eficácia aos intentos ofensivos do Hoffenheim. Grande parte da culpa foi do centrar brasileiro que voltou a ser um autêntico patrão do setor recuado arsenalista e a apresentar uma calma e solidez a todo o momento.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

João Carlos Teixeira – O miúdo do Braga tem potencial, mas ainda continua a precisar de melhorar nestes jogos mais complicados. Hoje esteve com a sua vontade e garra caraterísticas, mas foi incapaz de decidir bem e acabou por desperdiçar boas oportunidades porque se perdeu na indecisão sobre o que fazer com o esférico.

CONFERÊNCIA BnR

 

TSG Hoffenheim

BnR: Estava à espera de com ainda um jogo para jogar e sendo um dos favoritos já estar sem hipóteses de passar à próxima fase?

Julian Nagelsmann: Nunca nos vimos como favoritos. E, neste momento, vemos que, como disse, não éramos favoritos.

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos

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