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Paris Saint-Germain 0-1 Olympique de Marseille: Marselheses vencem no Parc des Princes dez anos depois

Diogo Mimoso Ferreira · 4 min

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A CRÓNICA: PARTIDA INTENSA MARCADA PELA AGRESSIVDADE EXCESSIVA

No duelo a contar para a terceira jornada do campeonato francês, que opôs o campeão em título ao segundo classificado da temporada passada, o Olympique de Marseille venceu em casa do rival, algo que não acontecia há dez anos. Desta forma, a equipa de André Villas-Boas já conta com seis pontos de vantagem sobre a formação parisiense.
O PSG não pode contar com as estrelas da companhia Mbappé, Icardi, Marquinhos e Keylor Navas devido a estarem recentemente infetados com Covid-19. A falta destes jogadores pode ser a explicação da relativa fragilidade defensiva e da ineficácia ofensiva na formação parisiense.
A partida foi praticamente dominada integralmente pelo PSG, que não soube aproveitar a superioridade face ao adversário. Aos 31’ minutos o Olympique de Marseille abriu o marcador por intermédio de Thauvin, num lance de bola parada. O golo foi contra a corrente do jogo, uma vez que o PSG estava por cima na partida.

A partida foi “dura”, com muitas faltas e situações polémicas, principalmente a partir do golo do Olympique de Marseille. A qualidade dos jogadores dentro das quatro linhas não sobressaiu ao nível que seria de esperar devido à agressividade de ambas as equipas, proporcionando uma partida com demasiadas paragens devido à elevada quantidade de lances faltosos.
O segundo tempo começou mais equilibrado e a qualidade individual dos atletas foi aparecendo, apesar das sucessivas pausas provenientes de infrações. Mesmo assim, foi o PSG a ter as melhores ocasiões de golo, mas na baliza adversária estava Mandanda numa noite inspirada. Com o decorrer da partida, os parisienses foram subindo cada vez mais no terreno, “partindo o jogo”, concedendo ao Olympique de Marseille a possibilidade de organizar contra-ataques rápidos com perigo.

O marcador acabou por não sofrer mais mudanças, mantendo-se o 1-0 até ao final do encontro. Nota ainda para as quatro expulsões já no período de descontos, três para o PSG e duas para o Olympique de Marseille. Na equipa da casa, foram admoestados com o cartão vermelho Kurzawa, Paredes e Neymar, e na formação de Marselha, Amavi e Benedetto foram mais cedo para os balneários.

 

A FIGURA

Steve Mandanda – O experiente guardião francês apresentou-se intransponível e respondeu afirmativamente sempre que foi chamado a jogo. O capitão da equipa visitante é uma das principais figuras do clube, mostrando mais uma vez a sua qualidade, desempenhando um papel de extrema importância nesta vitória em casa do rival PSG a contar para o campeonato, algo que não acontecia há dez anos.

 

O FORA DE JOGO

Ineficácia do PSG – A superioridade da equipa da capital francesa foi inegável, e contou com um número elevado de ocasiões claras golo, que desperdiçou. A juntar à falta de frieza no momento de colocar a bola no fundo das redes adversárias, esteve Steve Mandanda, que fechou a sua baliza a “sete chaves”. Apesar da qualidade do ataque do PSG, a falta de um verdadeiro “nove” pode justificar a falta de golos, havendo criatividade, mas com ausência de eficácia.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN

A formação parisiense apresentou-se num esquema tático de 4-3-3, com a frente de ataque a ser formada por Neymar, descaído para a esquerda, Sarabia pela ala direita e Di María pelo corredor central, trocando de forma constante com Neymar. Com a entrada de Draxler, foi o jogador alemão a posicionar-se com mais frequeência no centro do ataque. A equipa da casa procurava regularmente atacar por espaços interiores, permitindo a subida dos laterais, aproveitando as suas características ofensivas. Os pupilos de Tuchel procuravam ter posse de bola, e sem o esférico subiam as linhas defensivas, fazendo pressão alta à equipa adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Sergio Rico (5)
Alessandro Florenzi (7)
Thilo Kherer (5)
Presnel Kimpembe (5)
Juan Bernat (6)
Idrissa Gueye (6)
Ander Herrera (6)
Marco Verratti (5)
Pablo Sarabia (5)
Neymar (5)
Ángel Di Maria (6)

SUBS UTILIZADOS
Julian Draxler (5)
Leandro Paredes (4)
Colin Dagba (5)
Layvin Kurzawa (4)

ANÁLISE TÁTICA- OLYMPIQUE DE MARSEILLE

A equipa de André Villas-Boas alinhou num 4-3-3, focando-se principalmente em baixar as linhas defensivas e sair em transições rápidas no processo ofensivo. Tal como o PSG, o Olympique de Marseille jogou sem um ponta de lança de origem, atuando Maxime López como principal referência atacante. O jogador francês teve um papel importante no processo ofensivo dos marselheses, atuando com liberdade tática, permitindo criar um trio de ataque dinâmico. Com a entrada de Benedetto, a formação de Marselha passou a ter um ponta de lança de raíz, numa altura em que já se encontrava em vantagem no marcador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Steve Mandanda (8)
Hiroki Sakai (6)
Duje Caleta- Car (7)
Álvaro González (7)
Jordan Amavi (6)
Boubacar Kamara (6)
Valentin Rongier (6)
Pape Gueye (5)
Florian Thauvin (7)
Maxime López (6)
Dimitri Payet (7)

SUBS UTILIZADOS
Darío Benedetto (6)
Kevin Strootman (6)
Nermanja Radonjic (5)
Valère Germain (6)

 

 

 

Diogo Mimoso Ferreira

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