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Paris Saint-Germain FC | 3 possíveis sistemas táticos depois da chegada de Messi

Francisco Moreira e Silva · 4 min

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Dia 11 de agosto de 2021, o primeiro dia do resto da vida de Lionel Andrés Messi Cuccitini. Ver Messi abandonar o FC Barcelona desta forma é, no mínimo, estranho, depois de quase vinte anos ligado aos “Culés”.

Aterrou em Paris, onde moram os “galácticos dos tempos modernos”, orientados por Maurício Pochetino, que tem o objetivo e a quase obrigação de vencer todas as competições em que está inserido. O treinador argentino vai ter a difícil tarefa (que tantos treinadores gostavam de ter), de conjugar um onze cheio de estrelas e vedetas, numa equipa que está mais apetrechada no ataque, mas que também não descurou as outras zonas do campo.

Seguem, então, três possíveis esquemas táticos para enquadrar Messi nesta equipa do Paris Saint-Germain FC.

3.

3-4-3 – Para uma equipa com três centrais de classe mundial, como é o caso de Marquinhos, Sergio Ramos e Kimpembé, um sistema com apenas três centrais poderá ser o ideal para uma equipa como a do PSG. Hakimi a fazer o corredor direito todo (já demonstrou capacidade para o fazer em Milão e em Dortmund), Bernat no corredor esquerdo. Um meio-campo com Gueye e Verrati parece-me o mais equilibrado, com um médio mais forte no processo defensivo e na recuperação da bola, mas que também sabe ter bola e jogar, e outro que “trata a bola por tu”, e que é dos melhores do mundo no passe e na definição dos momentos do jogo. Na frente de ataque, teria que “cair” Di Maria para o banco, tendo Messi e Neymar liberdade para jogar dentro, sendo os alas a dar a superioridade nos corredores. Mbappé como “número 9”, a fazer tudo aquilo que já demonstrou saber fazer, e muito bem, por sinal.

Tendo noção que ainda há Wijnaldum, Di Maria, Paredes, Ander Herrera, Draxler, Kehrer, Diallo, Kurzawa, Sarabia e Icardi, Pochettino terá muitas boas dores de cabeça para decidir os onze que iniciarão cada jogo. Para já, são quatro vitórias em quatro jogos e a liderança isolada da Liga Francesa.

2.

4-2-3-1 – Este talvez seria o sistema que mais prazer daria aos adeptos de futebol, para ver jogar esta equipa. Num 4-2-3-1, Pochettino poderá juntar as quatro armas ofensivas mortíferas que tem ao seu dispor, com Di Maria à direita, aberto para partir para dentro, como gosta de jogar; Neymar à esquerda, mas com tendência para receber mais dentro e decidir perto da baliza; Messi mais solto ao centro, atrás do avançado, como um “10 puro” e Mbappé como a referência móvel do ataque parisiense, podendo receber curto, mas preferencialmente sendo letal no ataque à profundidade.

O maior senão deste sistema tático é a parte defensiva: a equipa jogando completamente direcionada para o ataque com quatro avançados puros e apenas com dois médios (dois entre Verrati, Gueye, Wijnaldum e Danilo) a dar o equilíbrio à mesma e fazer compensações aos corredores, poderia ser curto, pois, se um dos médios compensar no corredor, o meio poderá ficar a descoberto e cria-se inferioridade em relação ao adversário.

1.

4-3-3 – Tem sido o sistema tático usado por Pochettino neste início de época, à exceção da primeira jornada, quando as baixas ainda eram muitas. Com um triângulo do meio-campo com Gueye, Verrati e Wijnaldum, Di María poderá ser o sacrificado para o compatriota entrar no onze parisiense, no lado direito do ataque.

Sabendo que a posição de Messi é uma mera designação, pois o número 30 do PSG acaba por pisar terrenos que outros jogadores não pisam, tendo um jogo mais interior e muitas vezes pegando no jogo desde trás. Com Hakimi a jogar na ala direita, Messi pode ter nele uma parceria como aquele que teve em Barcelona com Jordi Alba, visto que são ambos jogadores com características para aparecer em zonas mais avançadas do campo e definir no último terço.

Caso ainda se verifique a saída de Mbappé neste último dia de mercado, Messi poderá desempenhar uma função de falso nove, como fez no Barcelona de Guardiola, à data com Pedro e Villa e até mesmo com Henry e Eto’o.

Penso que este será o sistema mais utilizado pela equipa de Paris, pois em termos de equilíbrios defensivos ajuda a proteger as lacunas criadas pelos avançados da equipa, que são conhecidos também pela pouca ajuda que dão neste momento do jogo.

 

Artigo da opinião de Francisco Silva

Artigo revisto por Joana Mendes

Francisco Moreira e Silva

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