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5 jogadores que atuaram em Manchester United FC e Chelsea FC

Diogo Silva · 6 min

Foto: Manchester United FC

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Num embate entre equipas a lutar pela qualificação para as provas europeias, o Manchester United FC recebe esta quinta-feira em Old Trafford o Chelsea FC, num jogo a contar para a 37ª jornada da Liga Inglesa.

Apesar do próximo jogo para as restantes equipas da liga inglesa ser referente à 35ª jornada, os Reds e os Blues viram o seu jogo antecipado devido aos compromissos da equipa visitante com a passagem à final da Taça de Inglaterra.

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Assim, decidimos mergulhar no oceano de factos históricos entre as duas equipas, escolhendo cinco jogadores que tiveram passagens por ambos clubes, tendo alguns sido mais bem sucedidos que outros.

5. Juan Mata

O internacional espanhol de 33 anos mudou-se de Valência para Londres em agosto de 2011 por pouco mais de 27 milhões, onde rapidamente se tornou um dos jogadores favoritos dos adeptos. Foi umas das melhores contratações dos últimos dez anos da era de Roman Abramovich, mas com o retorno de José Mourinho a Stamford Bridge em 2013, o médio começou a jogar fora de posição, algo que não lhe agradava. Este desacato entre jogador e treinador culminou na saída do primeiro para o Manchester United em janeiro de 2014 por 38 milhões de euros. Mata marcou 32 golos e fez 58 assistências ao serviço dos Blues, onde também venceu 3 troféus, incluindo uma Liga dos Campeões e uma Liga Europa.

A passagem pelo Manchester United ainda não chegou ao fim, pelo que oito anos depois o jogador se mantém nos Reds, contabilizando 51 golos e 47 assistências em 281 jogos. O espanhol mudou de clubes devido ao desentendimento com Mourinho, mas viria a encontrar-se de novo com o português dois anos mais tarde, com o técnico a assumir funções de treinador, substituindo Louis van Gaal no comando técnico do Manchester United.

4. Nemanja Matic

A par de Juan Mata, o sérvio fez a transição entre os dois clubes via Londres-Manchester, onde até hoje permanece. O médio defensivo chegou a Inglaterra pela segunda vez, isto porque já tinha estado contratualmente ligado ao Chelsea em 2009, proveniente do Benfica que recebeu 25 milhões euros pela sua venda. Mourinho foi o treinador responsável pelo seu retorno, e o jogador encaixou que nem uma luva no 11 inicial do português. Em 2016, com a chegada de Antonio Conte ao Clube, Matić voltou a ser peça fundamental no 11 inicial, desta vez no 3-4-3 do italiano.

Ao contrário do companheiro Mata, a relação de Matić com Mourinho sempre foi boa, pelo que quando o português chegou ao Manchester United em 2017, uma das suas primeiras ações foi contratar o sérvio. O sucesso do médio em Manchester nem sequer pode ser equiparado com o que teve em Londres, visto que em cinco anos ainda não conquistou qualquer troféu pelos Reds, em contraste com os cinco colecionados pelos Blues, incluindo 3 títulos da Liga Inglesa. Matić já anunciou que no final da presente temporada irá abandonar o United.

3. Romelu Lukaku

A história do belga em ambos os clubes é no mínimo interessante, tendo a mesma começado em 2011 em Londres, quando chegou ao Chelsea por 15 milhões de euros vindo do Anderlecht. O avançado teve dificuldades em se impor num clube de grande dimensão, pelo foi emprestado ao West Brom, onde teve uma época impressionante com 17 golos na Premier League. Ainda assim, o clube londrino não estava convencido de que Lukaku lhe iria ser útil, então voltou a ser emprestado, desta vez ao Everton, onde explodiu, especialmente na época 2016/2017 onde marcou 25 golos na Premier League. Tendo já se desvinculado do Chelsea anos antes, o belga fazia agora a mundança de Merseyside para Manchester, para jogar no United.

A passagem nos Reds foi sem dúvida complicada, apesar dos golos, Lukaku não era muito querido pelos adeptos devido às suas debilidades técnicas, e quando uma proposta irrecusável do Inter chegou, o avançado nem pensou duas vezes e rumou para Itália. Em 2021, após duas épocas ao mais alto nível pelos Nerazzurri, o avançado voltou ao Chelsea, onde se encontra de momento, mas a decisão parece não ter sido acertada, tendo em conta as palavras que o próprio proferiu numa entrevista, o que levou a que fosse de certa forma “descartado” por Thomas Tuchel. Os mais de 100 milhões pagos pelos seus serviços parecem agora um valor que o clube da capital inglesa nunca irá ter de volta, seja a nível financeiro ou desportivo, visto que os 12 golos em todas as competições do belga não são convincentes.

2. Juan Sebastián Verón

A chegada de Verón a Inglaterra foi muito antecipada após a passagem do argentino pela Lazio. A quantia de 42 milhões de euros indicava que o médio vinha para fazer a diferença, mas a verdade é que o mesmo teve dificuldades em deixar a sua marca no teatro dos sonhos. Após 82 partidas, cheias de altos e baixos, com jogos muito bons e outros muito maus, Verón decidiu mudar de ares e rumar ao Chelsea, desta vez por quase metade do valor que o trouxe para Manchester, pouco mais de 21 milhões de euros.

A equipa era diferente mas a qualidade das exibições manteve-se pois o argentino também foi incapaz de demonstrar as suas verdadeiras capacidades em Londres. Os Blues, percebendo o problema que tinham em mãos, não hesitaram em arranjar uma solução para o argentino, tendo-o emprestado após apenas 14 jogos ao Inter de Milão. A estadia do médio em Inglaterra foi dada por terminada em 2006, quando o mesmo se transferiu para o seu clube de infância, os Estudiantes.

1. Radamel Falcão

“El Tigre” passou momentos complicados em Inglaterra, seja em Manchester ou Londres, e até hoje ninguém percebe bem porquê. Depois das passagens pelo FC Porto, Atlético Madrid e AS Mónaco, o colombiano rumou ao United por empréstimo em 2014/2015, uma contratação que na altura parecia de luxo, até porque Falcao seria o avançado que iria colmatar as eventuais ausências de Rooney ou van Persie. O papel de suplente verificou-se, mas pelas piores razões. Seria de esperar que o avançado lutasse pela titularidade, mas a verdade é que a maior parte das suas aparições vieram do banco e nos últimos 10 minutos do encontro. Ainda teve um período onde teve a oportunidade de ser titular, mas performances pouco inspiradoras relegaram-no de novo para o banco.

Em 15/16 volta a Inglaterra, desta vez para jogar no Chelsea, mas a má imagem deixada na época anterior continuou, aliás até piorou. Em Londres jogou ainda menos do que em Manchester, tendo apenas marcado um mísero golo pelo clube. Em conjunto, duas épocas na Premier League, 41 jogos e cinco golos, longe dos números a que nos tinha habituado em Portugal, Espanha e França, sem dúvida uma pena e uma das contratações que mais passou ao lado nos últimos anos.

 

Artigo da opinião de Diogo Monteiro.

Diogo Silva

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