Arsenal 2-0 Manchester United: Gunners levam a melhor

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Mais uma jornada, mais um clássico. Arsenal e Manchester encontravam-se no Emirates Stadium. Separados por 5 pontos na tabela classificativa (embora os Gunners tenham menos um jogo), os dois rivais iriam dar o “tudo por tudo” para vencer o jogo de hoje e continuar com as aspirações intactas para atingir o 4.º lugar, que dá acesso ao play-off da Liga dos Campeões. Após a vitória categórica dos homens de Guardiola ontem por 5-0 frente ao Crystal Palace, Arsène Wenger e José Mourinho sabiam da enorme importância que iria ter uma vitória sobre o seu rival no clássico deste domingo.

Quanto aos onzes iniciais, o treinador francês não alterou qualquer peça relativamente ao 11 apresentado no último jogo – derrota por 2-0 frente ao Tottenham Hotspur, ao passo que o técnico português fez algumas mudanças, devido à recente onda de lesões que tem “atacado” os Red Devils nas últimas semanas (Ashley Young foi a vítima mais recente) e ao importante jogo da próxima Quinta-feira, frente ao Celta de Vigo para a Liga Europa – Chris Smalling, Axel Tuanzebe, Juan Mata e Anthony Martial foram titulares na partida de hoje.

O encontro começou com os dois rivais a quererem desde logo adiantar-se no marcador nos minutos iniciais e o Arsenal teve perto aos 8’, mas De Gea fez uma boa defesa. A partir desse lance, a equipa da casa assumiu o controlo do jogo, restando ao United tentar aproveitar rápidos contra-ataques para levar perigo à baliza de Petr Cech. Após algum tempo sem oportunidades dignas de registo, aos 26’ Welbeck quase fez o 1-0, após um lance de insistência do Arsenal, mas desta vez foi o defesa Phil Jones a impedir o golo.

Três minutos depois, o Arsenal voltou a estar perto de marcar em dois lances consecutivos, mas o desacerto dos avançados e De Gea não deixaram a bola entrar na baliza. Na resposta, Wayne Rooney isolado não conseguiu bater o guarda-redes adversário. Os adeptos do Arsenal iam aplaudindo a exibição da sua equipa até ao momento, visivelmente satisfeitos com a atitude dominadora dos comandados de Wenger, apesar do resultado estar ainda 0-0. Até ao intervalo, o ritmo de jogo desacelerou e o marcador não se alterou. As duas equipas iam empatadas para os balneários, contudo com o Arsenal, pela boa circulação de bola e controlo de jogo, talvez a merecer ir para o descanso na frente do marcador.

Uma imagem que se repetiu duas vezes esta tarde Fonte: GettyImages
Uma imagem que se repetiu duas vezes esta tarde
Fonte: GettyImages

Após um nulo não desatado nos primeiros 45 minutos, a 2.ª parte começou sem alterações táticas para os dois lados. O Manchester United iria precisar de melhorar (bastante) nos segundos 45 minutos, caso quisesse continuar a pressionar o Manchester City pelo 4.º lugar. Os primeiros instantes do 2.º tempo foram monótonos, até que aos 54’, o Arsenal finalmente conseguiu marcar: Xhaka, num remate fora de área e com bola a sofrer um desvio nas costas de Ander Herrera, bateu o guardião espanhol dos Red Devils.

A vantagem era justificada e foi ampliada pouquíssimo tempo depois: Welbeck respondeu perfeitamente a um cruzamento de Oxlade-Chamberlain e cabeceou para o 2-0. Em cerca de quatro minutos, o Arsenal conseguia pôr a equipa de Mourinho em maus lençóis. Para tentar voltar à discussão dos 3 pontos, Mourinho fez entrar Lingard e Rashford para os lugares de Mkhitaryan e Ander Herrera. A desvantagem obrigou o United a ter de arriscar mais, mas o Arsenal ia conseguindo estancar a reação forasteira.

O conjunto da casa limitava-se a seguir a tendência verificada na 1.ª parte: fazer uma boa circulação da bola. O mais inconformado da equipa visitante era Rooney, que por duas vezes tentou visar a baliza de Cech, mas sem sucesso. O tempo começava a ficar curto para José Mourinho alterar o rumo dos acontecimentos, e com as substituições operadas por Arsène Wenger, o jogo decresceu em termos de ritmo, o que servia as pretensões do Arsenal em abrandar o ímpeto ofensivo do seu adversário. Até final do encontro, o United bem tentou reduzir a diferença no marcador, mas não conseguiu. O 2-0 final é totalmente merecido para o Arsenal, pela ótima performance dos homens de Arsène Wenger.

Foto de Capa: GettyImages

 

Guilherme Costa
Guilherme Costahttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme é licenciado em Gestão. É um amante de qualquer modalidade desportiva, embora seja o futebol que o faz vibrar mais intensamente. Gosta bastante de rir e de fazer rir as pessoas que o rodeiam, daí acompanhar com bastante regularidade tudo o que envolve o humor.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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