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Arsenal FC 2-0 Manchester United FC: Londres não é francesa

João Fernandes · 3 min

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Bela tarde de Futebol no Emirates Stadium! Após uma semana de sortes distintas em território francês, com o Arsenal FC a perder em Rennes e o Manchester United FC a ultrapassar o PSG em Paris, os gunners mostraram mais uma vez o seu poderio a jogar em Londres e venceram Solskjær e os seus pupilos por 2-0.

Num encontro com muitas baixas de ambos os lados, com Mkhitaryan a ficar de fora à última hora, o Arsenal entrou mais determinado em campo e conseguia ser melhor do que o Manchester United nas laterais.

Os Red Devils, com o português Diogo Dalot no onze, jogavam com o ex-FC Porto mais aberto no lado direito do ataque, enquanto Rashford ia variando entre o flanco esquerdo e zonas mais interiores.

E foi do corredor esquerdo que surgiu o primeiro sinal de perigo do United, aos 9 minutos: cruzamento soberbo de Luke Shaw e, no coração da área, Lukaku atirou à barra.

Nem dois minutos tinham passado desde a ameaça dos visitantes, e o Arsenal confirmou a superioridade que vinha demonstrando: Granit Xhaka, de fora de área, disparou para o primeiro da partida. David de Gea não percebeu a trajetória do remate do internacional suíço e ficou muito mal na fotografia.

Aos 19 minutos, o United voltou a fazer tremer os ferros da baliza de Bernd Leno, com o brasileiro Fred a acertar em cheio no poste. Apesar das duas oportunidades flagrantes do conjunto de Solskjær, o Arsenal continuava a ser mais forte nas bolas divididas e a aproveitar de forma mais inteligente o espaço concedido a meio-campo pelo Man. United.

A dez minutos do intervalo, Lukaku esteve novamente próximo de acrescentar o seu nome à ficha dos marcadores, após um excelente passe de Rashford. Leno estava atento e não deixou o avançado belga ser feliz.

O Arsenal chegava ao intervalo em vantagem, através do golo de Xhaka aos 11 minutos
Fonte: Premier League

No segundo tempo, aos 51 minutos, o United voltou a assustar os gunners, com Lukaku a estar mais uma vez próximo do golo: Rashford viu bem a desmarcação do camisola ‘9’, que obrigou Leno a uma defesa à andebol.

O United procurava incessantemente o empate, e com isso o jogo ia espevitando, o que acabou por resultar… no segundo do Arsenal: o árbitro Jonathan Moss viu falta de Fred sobre Lacazette na área dos Red Devils e não hesitou em marcar penálti; Aubameyang, que nos últimos cinco penáltis que convertera, falhara dois, não facilitou e fez o 2-0 para a equipa da casa, aos 68 minutos. Ficam, no entanto, muitas dúvidas em relação à alegada falta de Fred.

Os números do Arsenal ainda podiam ter sido ampliados três minutos após o segundo golo, mas o remate de Lacazette saiu alguns centímetros ao lado do poste esquerdo da baliza de de Gea. Com a vitória praticamente assegurada, Unai Emery equilibrou a equipa e o United não causou mais perigo no jogo. Os gunners somaram assim a nona conquista consecutiva no Emirates Stadium a contar para o campeonato e aproveitaram para se aproximarem do Tottenham Hotspur FC na tabela classificativa, após a derrota dos Spurs em casa do Southampton FC.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Arsenal FC: Leno, Sokratis, Koscielny, Monreal; Maitland-Niles, Ramsey, Xhaka, Kolašinac, Özil (Iwobi, 77’); Lacazette (Nketiah, 86’), Aubameyang (Denis Suárez, 80’).

Manchester United FC: de Gea, Young, Smalling, Lindelöf, Shaw; Fred, Matić (Greenwood, 80’), Pogba; Dalot (Martial, 71’), Lukaku, Rashford.

A FIGURA

Fonte: Arsenal FC

Bernd Leno – Uma fonte de tranquilidade. Apesar do maior controlo do jogo por parte do Arsenal, as melhores oportunidades do encontro pertenceram ao Manchester United (em especial a Lukaku), mas Leno não se deixou intimidar. O alemão esteve sempre muito seguro nas suas ações e foi fundamental na conquista dos três pontos por parte dos gunners.

O FORA DE JOGO

Fonte: Premier League

Mesut Özil – Desapareceu em Londres por volta das 16:30 locais. O camisola ‘10’ do Arsenal não se viu em campo e não teve qualquer influência no bom jogo da equipa de Emery. Há muito que o alemão não consegue ser a grande figura do conjunto londrino, o que não deixa de ser triste, face à qualidade e inteligência tremenda de que Özil dispõe.

 

Foto de capa: Premier League

João Fernandes

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