Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Arsenal FC: Unai com efeitos Emeryatos

Rúben Tavares · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Após duas derrotas em duas jornadas, Unai Emery começava da pior forma a sucessão aos 22 anos de Arsène Wenger enquanto treinador dos ‘gunners’, após desaires frente a Manchester City FC e Chelsea FC. Daí para cá, o técnico espanhol nunca mais perdeu: 14 jogos oficiais, 12 vitórias e dois empates (sete vitórias e dois empates na Premier League, estes nas últimas duas partidas; três vitórias na Liga Europa e mais dois triunfos na Taça da Liga inglesa).

O treinador espanhol tem subido a pulso na carreira e começou a afirmar-se cada vez mais no futebol europeu e mundial, sobretudo depois de, entre 2013 e 2016, ter vencido três edições consecutivas da Liga Europa ao serviço do Sevilha. Nas duas últimas temporadas, ganhou tudo o que havia para ganhar internamente pelo Paris Saint-Germain, mas falhou no maior sonho dos parisienses: a conquista da Liga dos Campeões. Com passado como jogador de futebol e com ascendentes familiares ligados à modalidade, Unai iniciou a sua carreira de treinador no Lorca Deportiva, passando posteriormente por Almería e Valencia.

O grande desafio atual no emblema londrino é voltar a tornar o Arsenal num sério candidato a vencer a Premier League. Sem erguer o troféu desde 2004, os ‘gunners’ deixaram de ser credíveis para assumir tal candidatura ao longo dos últimos anos.

Arsenal é talvez o maior desafio da carreira de Unai Emery
Fonte: Arsenal FC

Com Aubameyang bem no topo da lista dos goleadores, a par de Hazard, do Chelsea, e Agüero, do Manchester City,- todos com sete golos- o Arsenal tem o terceiro melhor ataque do campeonato, atrás de Manchester City (33) e Chelsea (27), com 25 golos marcados. No sentido inverso, os londrinos sofreram 14 tentos e estão longe de ser uma das melhores defesas. É essa instabilidade que pode constituir alguma espécie de travão nos intentos da equipa de Unai Emery.

Impossível deixar de fora o facto de o Arsenal disputar a Liga Europa, competição predileta do seu treinador. Esta quinta-feira, o Arsenal recebe o Sporting e quererá fazer esquecer os últimos dois empates para o campeonato.

Foto de capa: Arsenal FC

Rúben Tavares

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.