Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Bernardo e a bola

Pedro Machado · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Liga Inglesa

Bernardo tem o toque dos predestinados. Quando ele agarra a bola, ela agarra-se a ele também, num abraço comovido de amor adolescente. Cada segundo afastados, é uma tortura, cada momento juntos, uma explosão de afectos que contagia quem os rodeia.

A forma como se tratam faz despertar o lado mais fantasioso e ingénuo do futebol. A essência mais pura vem ao de cima quando eles desfilam por entre os salões (estádios) mais nobres rumo à concretização de um final, muitas vezes, feliz. O golo, a assistência ou o passe em rotura com tudo o que lhe antecede (o drible, o toque, a progressão).

É normal que um amor destes deixe um rasto de inspiração. Entre os miúdos, que querem ter aquela relação especial, e os mais velhos, que passam a ser, por momentos, os miúdos que um dia idealizaram uma harmonia tão feliz.

Uma relação especial Fonte: FPF
Uma relação especial
Fonte: FPF

Uma coisa, porém, é sonhar, outra é alcançar. E nem todos o alcançam. Muito poucos, aliás. E é por isso que o expressão de Bernardo com a bola ganha contornos de malvadez. Porque muitos ficarão deslumbrados, quere-la-ão alcançar, mas só uma infinidade de predestinados terá, um dia, a capacidade de dançar com a bola com a naturalidade encantadora de Bernardo.

Essa capacidade, naturalmente, desperta cobiças. Afinal, quem não quer ter um espetáculo destes no seu “salão”? O Manchester City ultrapassou a concorrência, pagou 50€ milhões e agora, os seus adeptos vão ter o privilégio de ver uma das coisas mais bonitas do futebol europeu acontecer, todos os fins-de-semanas, diante dos seus olhos.

Porque Bernardo aceitou. Afinal, não aceitaria ver a sua dança “coordenada” por um coreógrafo qualquer. Tinha de ser um dos melhores do mundo. Como é Pep Guardiola.

Foto de Capa: Goal.com

Pedro Machado

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.