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Chelsea FC 0-1 Arsenal FC: Gunners “disparam” no topo da tabela

Duarte Amaro · 4 min

O Besiktas pretende assegurar a contratação de um jogador do Arsenal.
Foto: Arsenal FC

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A CRÓNICA: ARSENAL BATE CHELSEA E ASSUME A LIDERANÇA

Stamford Bridge foi o palco do jogo grande da décima quinta jornada da Premier League. Chelsea e Arsenal encontravam-se para o dérbi londrino em fases totalmente distintas.

Fora do Top 5, Potter enfrentava o maior desafio da sua, ainda curta, caminhada. Caminhada esta que, na passada semana, conheceu pela primeira vez o sabor da derrota (4-1), diante a antiga equipa do treinador inglês, o Brighton. A meio da semana, a vitória perante o Dínamo Zagreb recuperou os índices de confiança dos blues que ambicionavam vencer o Arsenal em casa, algo que já não acontecia desde 2018.

Quanto ao Arsenal, a equipa de Arteta vinha de uma vitória categórica (5-0) frente ao Nottingham Forest na última jornada, confirmando a boa forma dos gunners esta época que apenas tinham perdido pontos em três jogos (para todas as competições).

Michael Oliver apitou para o início do jogo, num Stamford Bridge incendiado pelo ambiente frenético e contagiante já habitual na Premier League.

Se nas bancadas o ambiente era escaldante, dentro de campo, os protagonistas, entraram mais a frio. Os primeiros minutos foram intensos, mas sem oportunidades claras de golo. A primeira parte ditou um Arsenal com mais bola e um Chelsea focado nas transições. À medida que o tempo foi passando, as ocasiões iam aparecendo, de parte a parte. Com o término da primeira parte, o sumo extraído dos primeiros 45 minutos foi um jogo equilibrado onde os treinadores foram os principais protagonistas. Muita riqueza tática, mas muito pouco espetáculo.

A segundo parte seguiu o rumo da primeira. Os gunners com mais bola, a assumir as rédeas do encontro e o Chelsea mais expectante, na busca do contra-ataque. Potter ao ver que a equipa pouco tinha produzido nos primeiros quinze minutos, preparou-se para lançar Broja no encontro. Porém, ainda antes do avançado entrar, Gabriel Magalhães viria a colocar o Arsenal na frente do marcador, após um canto ao primeiro poste, em que a bola passou por quase todos os jogadores na área até chegar ao central brasileiro. Armando Broja, após o golo, rendeu Aubameyang que havia passado completamente ao lado do jogo.

Só nos dez minutos finais, o Chelsea conseguiu assumir o jogo, empurrando a equipa de Arteta para o seu meio-campo defensivo. Porém, o Arsenal resistiu com o técnico espanhol a mexer na equipa, fazendo entrar Kierney e Elneny para dar mais coesão defensiva.

Michael Oliver apitou para o fim do jogo, o Arsenal voltou à liderança da Premier League, com mais dois pontos que o Manchester City. O Chelsea voltou a perder, pela segunda jornada consecutiva, num jogo onde foi bastante inferior ao seu adversário.

A FIGURA:


Mikel Arteta – Confesso que estava indeciso entre Partey ou Ben White para a figura do jogo, mas como não me conseguia decidir, optei por escolher o técnico espanhol. Esta vitória tem muito dedo de Arteta que anulou completamente o Chelsea, fazendo com que o Arsenal fosse superior durante todo o jogo. Mais uma demonstração de que o espanhol já está no topo dos treinadores do futebol mundial.

 

O FORA DE JOGO:

Dimensão ofensiva do Chelsea – O que os Blues produziram durante todo o jogo foi muito curto. Espera-se mais de uma equipa como o Chelsea, não só pela sua dimensão clubística, mas também pelas individualidades que tem no seu plantel, como Havertz, Sterling ou Aubameyang. Os três passaram completamente ao lado do jogo, não conseguindo penetrar a defesa do Arsenal

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Graham Potter tem variado quanto ao sistema tático. Hoje, possivelmente para encaixar no sistema do Arsenal, optou por uma linha de quatro, composta por Cucurella à esquerda, Azpilicueta à direita e Thiago Silva e Chalobah no centro da defesa. Jorginho e Loftus-Cheek ocuparam a zona central do terreno, encaixando nos dois médios arsenalistas. Na frente, Mount e Sterling nas faixas laterais, com Havertz no apoio a Aubameyang.

As mexidas que o técnico inglês fez durante o decorrer na partida, pouco efeito tiveram. A estrutura manteve-se igual, mudaram apenas as características dos jogadores.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

MENDY (6)

AZPILICUETA (5)

CHALOBAH (5)

SILVA (6)

CUCURELLA (5)

LOFTUS-CHEEK (5)

JORGINHO (6)

MOUNT (5)

HAVERTZ (4)

AUBAMEYANG (4)

STERLING (5)

SUBS UTILIZADOS

BROJA (5)

GALLAGHER (5)

KOVACIC (4)

PULISIC (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Fiel a si mesmo, Arteta optou pelo 4-3-3 que tem sido comum ao longo da época. Uma linha de quatro composta por três centrais de raiz, com Gabriel e Saliba a ocuparem a faixa central e White a fazer o corredor direito. Na esquerda Zinchenko voltou ao onze para dar as dinâmicas de lateral interior que já lhe são características. No meio-campo, Xhaka e Partey na cobertura ao capitão Odeegard. O ataque foi composto por Saka na direita, Gabriel Jesus no centro e Martinelli na ala esquerda.

O Arsenal acabou por ser muito superior ao Chelsea durante todo o encontro. Arteta mexeu (bem) nos últimos dez minutos para dar uma maior capacidade defensiva à sua equipa com a entrada de Elneny para o lugar de Odeegard e Tierney para o lugar de Zinchenko.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

RAMSDALE (6)

WHITE (7)

GABRIEL (7)

SALIBA (6)

ZINCHENKO (6)

PARTEY (8)

XHAKA (6)

ODEEGARD (6)

SAKA (6)

JESUS (7)

MARTINELLI (7)

SUBS UTILIZADOS

TIERNEY (6)

ELNENY (5)

HOLDING (4)

 

 

 

 

Duarte Amaro

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