Publicidade

José Mourinho | Arsenal? Porque não?

Economia do Golo · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Unai Emery está a prazo no Arsenal FC. Aparentemente, foi dado um mês ao espanhol para salvar o seu cargo de treinador, mas quando se chega a este ponto, Normalmente, já não há retorno.

Na primeira época, os adeptos do Arsenal ainda acreditaram que Emery seria capaz de mudar o paradigma do clube, contudo a realidade seria bem mais dura. Uma parte final de época decepcionante atirou o Arsenal para fora dos lugares que dão acesso à Champions e, pior que isso, provocou uma derrota humilhante na final da Liga Europa. Chegou o defeso e, ao contrário de épocas anteriores, o Arsenal investiu 152 milhões de euros no reforço da equipa, o que fez dos gunners os mais gastadores em Inglaterra.

Mas gastar muito não é sinónimo de gastar bem. O Arsenal continua a desiludir e, acima de tudo, a demonstrar as debilidades defensivas dos últimos anos do reinado de Wenger.
Portanto, é sem surpresa que se sucedem os pontos perdidos e o quarto lugar na Premier League, o último que dá acesso ao milhões da Champions, já está a sei pontos de distância. Se ao fraco rendimento desportivo somarmos os problemas disciplinares no plantel, podemos concluir que será muito difícil a Unai Emery dar a volta a este complicado cenário. Por isso mesmo, a imprensa já especula quem poderá suceder ao espanhol no comando técnico dos gunners e, sem surpresa, um dos nomes mais falados é o de José Mourinho.

Desengane-se quem pensa que o português já não sabe vencer. José Mourinho é um campeão, um vencedor nato que não pensa noutra coisa a não ser em vitórias e troféus.

Por outro lado, o setubalense conhece a Premier League como as palmas das suas mãos. Campeão por três vezes no Chelsea FC, foi pela sua mão que os azuis de Londres começaram a trepar rumo ao topo do futebol britânico. E, apesar da passagem por Old Trafford não ter corrido bem, jamais se deve colocar em causa a competência de Mourinho. Até porque, por uma questão de orgulho e de brio profissional, este quererá voltar a vencer títulos importantes, nomeadamente a Premier League.

Fonte: UEFA

Por outro lado, desenganem-se também aqueles que consideram o plantel do Arsenal fraco. Leno, Bellerin, Sokratis, Holding, Tierney, Torreira, Guendouzi, Torreira, Ozil, Ceballos, Pepe, Lacazette e Aubameyang são uma excelente base para qualquer treinador começar a trabalhar e, a seu devido tempo, começar a construir uma equipa que permita voltar a vencer um título que já foge desde 2004, conquistado pelos Invencíveis de Arsène Wenger. E investir não deve ser problema para os lados do Emirates, assim Stan Kroenke o queira.

O próximo jogo do Arsenal para a Premier League é tão importante quanto difícil. Uma deslocação complicadíssima ao terreno do Leicester City FC, actual terceiro classificado, onde é proibido perder, sob pena de poder ver o quarto lugar a nove pontos de distância. E, o que acontecerá a Unai Emery, se se registar o mesmo resultado da última visita ao King Power? Uma derrota categórica por 3-0, jogo no qual o Arsenal foi totalmente dominado e subjugado pela equipa de Brendan Rodgers.

Aí poderá ser o fim e, se tal acontecer, porque não acenar a José Mourinho?

 

 

Foto de Capa: Manchester United FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

Economia do Golo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.