Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Liverpool FC 1-1 Chelsea FC: Diego Costa falha penalty mas Conte “sorri” na mesma

Rafael Simões · 3 min

Liverpool FC 1-1 Chelsea FC: Diego Costa falha penalty mas Conte “sorri” na mesma

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

No jogo grande da jornada, Liverpool e Chelsea, num jogo intenso, mas nem sempre bem jogado – as equipas abusaram do pontapé para a frente, principalmente no primeiro tempo –, empataram a uma bola e mantiveram as respetivas classificações na tabela – o Chelsea já sabia que não ia mudar de posição. A equipa de Hazard e companhia, líder da classificação, consegue assim um resultado razoável, num jogo onde até podia ter conseguido algo mais.

Foi o Liverpool quem começou com a iniciativa do jogo, ainda que totalmente inconsequente. A equipa tinha mais bola, tinha o domínio territorial, mas exceção feita a um remate de Wijnaldum que Courtois defendeu, as chegadas à baliza do adversário não existiram. Depois dos primeiros quinze minutos, a equipa orientada por Conte melhorou, começou a ter mais bola e a equilibrar mais a partida, até que ao minuto 25’ David Luiz, de livre direto, surpreendeu Mignolet e atirou a contar, num grande pontapé, com a bola ainda a rasar o poste antes de beijar as redes da baliza. Quando se pensava que os reds iam reagir, foi o Chelsea quem manteve o controlo do jogo e esteve mais perto de aumentar a contenda, num livre de Willian que David Luiz não conseguiu desviar por muito pouco. Intervalo na partida e a saga negativa do Liverpool parecia que ia continuar.

David Luiz marcou de livre um grande golo e foi o melhor em campo Fonte: Chelsea FC
David Luiz marcou de livre um grande golo e foi o melhor em campo
Fonte: Chelsea FC

No entanto, o início da segunda parte trouxe novidades. Ao minuto 49’, contra-ataque rapidíssimo da turma de Klopp, e Firmino, na cara do golo, a precipitar-se e a atirar muito por cima. Três minutos depois, e já depois de Moses ter colocado Mignolet em sentido com um remate às malhas laterais, Wijnaldum empatou o marcador. Grande passe de Henderson, Milner de primeira a cruzar de cabeça para o coração da área e o médio holandês a saltar mais alto do que todos e a cabecear para o fundo das redes. O Liverpool não conseguiu aproveitar o “boost” emocional do golo e foi o Chelsea quem teve uma oportunidade soberana para empatar. Num contra-ataque, Diego Costa surgiu no um para um com Matip e, de forma muito inteligente, forçou a falta do camaronês e ganhou o penalty. Com tudo para colocar novamente o líder em vantagem, o hispano-brasileiro desperdiçou a ocasião e permitiu a defesa de Mignolet. O jogo, com o aproximar do final, ficou confuso e o golo podia ter surgido para qualquer das equipas. Pedrito, num remate de fora de área esteve perto do golo – o remate saiu a rasar o poste –, e Firmino, à boca da baliza e com tudo para fazer golo, cabeceou de forma frouxa e permitiu a defesa de Cortouis. Final do jogo e o Conte a ir “festejar” com os adeptos, o que demonstra bem da importância do resultado para os blues. Do lado do Liverpool, continua a série de jogos sem ganhar e pode ser alcançado na classificação pelo Manchester City.

A FIGURA

Fonte: Chelsea FC
Fonte: Chelsea FC

David Luiz- Com um golo espetacular, David Luiz foi, claramente, o elemento mais em destaque da partida. Sempre muito imperial na defesa, o brasileiro mostrou sempre grande concentração e assertividade e deixou, de certeza, o seu treinador bastante satisfeito.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Facebook Oficial de Hazard
Fonte: Facebook Oficial de Hazard

Hazard- Num jogo onde o Chelsea, à partida, não ia assumir tanto o jogo, pedia-se que o belga estivesse particularmente inspirado para conduzir os contra-ataques da sua equipa. Nada disso se verificou e até foi o primeiro a ser sacrificado por parte de Conte.

Rafael Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.