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O presente século mostrou-nos um Arsenal de duas faces. Uma primeira década gloriosa, e uma segunda, desastrosa. É de destacar o feito dos Invencíveis de 2004, que conquistaram a Liga Inglesa após 26 vitórias e 12 empates, com o melhor ataque e melhor defesa da prova.
Na última década, os gunners fizeram da Taça de Inglaterra uma prova “fetiche”, tal como da Supertaça, vencendo por três vezes cada uma. Os campeonatos nacionais é que têm fugido ao clube londrino. A deficiente gestão financeira da administração do Arsenal traduz-se em muitos milhões e poucos resultados. Se compararmos a dimensão qualitativa do ataque e da defesa atuais, é díspar. Mas, se formos a ver, foi sempre assim.
Desta forma, apresento aquele que é, na minha opinião, o onze do século deste grande clube, montado em 4-2-3-1, super ofensivo e talhado para o futebol espetáculo.
GUARDA-REDES
Borussia Dortmund ➡️ @Arsenal#OnThisDay in 2003, Jens Lehmann became a Gunner and, not long after, a #PL Invincible… pic.twitter.com/hPTHlGXvIY
— Premier League (@premierleague) July 25, 2019
Jens Lehmann – O gigante alemão chegou ao Arsenal em 2003, oriundo do Borussia Dortmund. Peça fundamental nos Invencíveis, foi escolha óbvia para este onze. Nem Bernd Leno, Wojciech Szczeny ou David Seaman chegaram ao nível de Lehmann.
LATERAL ESQUERDO
Encerrada a enquete!@TheRealAC3 foi eleito o 🥇Melhor Camisa 3⃣ do @Arsenal com 69,2% dos votos
Nigel Winterburn ficou em 🥈segundo lugar com 15,4%
Bacary Sagna terminou em 🥉terceiro lugar com 11,5%#WeAreTheArsenal #COYG #Gunners 🔴 https://t.co/JJCfXYvOZI pic.twitter.com/XqMehyOzBK— Arsenalista FC (@arsenalistafc) April 5, 2020
Ashley Cole – O antigo internacional inglês é também um dos indiscutíveis neste lote. Uma lufava de ar fresco, quando comparado ao típico lateral da época. Competente a defender, eficaz no apoio ao ataque. Seria hoje um símbolo do clube, não fosse a transferência para o Chelsea FC em 2006.
DEFESA CENTRAL
Kolo Touré está de parabéns 🎂 🎉
Celebramos com este golo na #UCL ao serviço do @Arsenal 👏👏👏 pic.twitter.com/4WOXCjEXd4
— UEFA.com em português (@UEFAcom_pt) March 19, 2019
Kolo Touré – O seu 1,78m fora da caixa para um central, deixavam antever dificuldades perante jogadores de outra estampa física. Porém, o costa-marfinense era dono de outras caraterísticas que lhe valeram a titularidade no Arsenal, Manchester City FC e Liverpool FC (ainda que na fase decadente da carreira). A mestria na antecipação e a agilidade no desarme, eram as suas armas prediletas.
DEFESA CENTRAL
[THREAD] LA TRAHISON DE SOL CAMPBELL
L’été 2001 a profondément marqué le mercato anglais et plus précisémment au Nord de Londres, où Sol Campbell va commettre l’irréparable en quittant les Spurs de Tottenham pour les Gunners d’Arsenal. #TheWaySport pic.twitter.com/DOdDaDlkhc
— TheWay (@theway_tv) May 2, 2020
Sol Campbell – Formado no rival Tottenham HFC, Campbell era o parceiro ideal de Touré, na época dos Invencíveis. Mais alto, imponente no jogo aéreo – o central de choque. Em 2005, o seu valor de mercado atingiu os 20,5 milhões de euros (segundo o Transfermarkt), ao nível dos melhores defesas naquela época.
LATERAL DIREITO
“Quando chamei o [Arsenal] de circo, não era sobre os jogadores, o desempenho ou a qualidade deles. Era sobre o clube.”
Como você pode estar em Londres, que é provavelmente a cidade mais atraente do Reino Unido, tem um ótimo estádio … e não está fazendo mais? ” – Bacary Sagna pic.twitter.com/FBfKmLJMUK
— Curiosidades Premier League (@CuriosidadesPRL) April 2, 2020
Bacary Sagna – Na ala direita, escolhi aquele que, para mim, é dos jogadores mais subvalorizados da história do Arsenal. Após sete temporadas no Arsenal, Sagna troca os gunners pelos citizens em 2014. Apesar de não ser um dos melhores da sua era na posição, a intensidade, bem como a garra que colocava em cada lance, aliada à capacidade técnica, tornam-no no dono desta posição.
Menção honrosa: Lauren
MÉDIO DEFENSIVO
Patrick Vieira Arsenal Londyn pic.twitter.com/GD5DgCpVGA
— Maciej Wiśniewski (@maciek19911) May 8, 2020
Patrick Vieira – Indiscutível nos clubes por onde passou, tal como na seleção gaulesa. Vieira revolucionou a posição do “trinco”. Era bem mais que isso. Um autêntico “comboio” nas incursões ofensivas. Claro que, primeiro defendia (com qualidade). Mas quem não se lembra da velocidade com que chegava de uma área à outra? Dos melhores da sua geração, deixou marcas e influências às gerações seguintes.
MÉDIO CENTRO
🎂¡Feliz cumpleaños, @cesc4official!🎂
El centrocampista cumple hoy 33 años. Recordamos este golazo que hizo con el @ArsenalEspanol en la #UCL al Milan.#HBD 🎉🎉🎉 pic.twitter.com/E2wWizbgmu
— Liga de Campeones (@LigadeCampeones) May 4, 2020
Cesc Fàbregas – Chegou a Londres em 2003, ainda a tempo de receber a medalha de campeão. Aos 17 anos, já demonstrava maturidade suficiente para ser titular na Liga Inglesa. Muitas vezes, o “maestro” (vindo de zonas mais recuadas), Cesc deixou um legado no Arsenal, onde permaneceu até regressar à casa-mãe, entenda-se FC Barcelona, em 2011.
MÉDIO/EXTREMO ESQUERDO
The streets will never forget.@piresrobert7 🇫🇷 pic.twitter.com/Q3u5Fd2NLX
— thesportsman (@TheSportsman) April 28, 2020
Robert Pirès – Só de pensar que podia ter jogado pela seleção das quinas dá-me arrepios. Tecnicamente virtuoso, não precisava de dar muitos toques na bola para brilhar. O seu 1,87m retirar-lhe-ia alguma velocidade, mas a passada larga estava sempre presente. Dos primeiros extremos a jogar com o “pé trocado” ao mais alto nível.
MÉDIO/EXTREMO DIREITO
Entre janeiro e maio de 2011, o atacante do Arsenal Robin van Persie marcou em nove jogos consecutivos fora de casa da Premier League, um recorde na competição. pic.twitter.com/EZ9TjLwRsY
— Curiosidades Premier League (@CuriosidadesPRL) May 1, 2020
Robin Van Persie – Sim, na ala. Quando chegou ao Arsenal, era muitas vezes relegado para as laterais, porque lá na frente estavam dois Senhores do futebol. Veloz, de jogo simples, e, sobretudo, objetivo. Ao longo dos anos, foi aprimorando a sua capacidade goleadora, que lhe valeu aquele golo memorável contra a Espanha no Mundial 2014. Porém, foi preciso sair para o Manchester United FC para se tornar campeão inglês.
Menção honrosa: Fredrik Ljungberg
MÉDIO OFENSIVO/SEGUNDO AVANÇADO
🏆 After 11 trophy-laden seasons
🔴 More than 400 appearances
⚽️ And 120 goals for The ArsenalWe also said an emotional thank you and goodbye to Dennis Bergkamp 👋
A fitting farewell for our GOAT 🐐 pic.twitter.com/MlzbDryyuN
— Arsenal (@Arsenal) May 7, 2020
Dennis Bergkamp – Muito provavelmente, o melhor segundo avançado que os estádios britânicos viram jogar. Formado no AFC Ajax, teve uma passagem fugaz por Itália antes de chegar a Highbury. Conhecido em Inglaterra como o Iceman, Bergkamp era futebol dos pés à cabeça. Golos de todas as maneiras e feitios, mas sobretudo assistências magistrais. O tecnicista poderoso.
Menções honrosas: Tomas Rosicky e Santi Cazorla
PONTA DE LANÇA
— Arsenal (@Arsenal) May 7, 2020
Thierry Henry – Diria que é o mais unânime deste onze. Ora não fosse ele um dos melhores marcadores da história do Arsenal. Rápido, agressivo, mortífero. Com ou sem bola. Não sobram elogios à capacidade de Henry. Dos avançados mais completos que vi jogar.
TREINADOR
One Arsène Wenger. ❤️ pic.twitter.com/1Up1rsSq7f
— Arsenal (@Arsenal) May 6, 2020
Arsène Wenger – Foram 22 anos ao serviço do mesmo clube. Algo impensável nos dias que correm. Traduzidos em 17 títulos. Conseguiu a proeza de conquistar um campeonato inglês sem qualquer derrota. Não é para qualquer um. Ainda assim, no final, saiu algo “desgastado” e pela porta “pequena”. Ter-lhe-á faltado um título de campeão depois do de 2004.
Artigo revisto por Joana Mendes








