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O 11 dos maiores “flops” da Liga Inglesa no século XXI

Pedro Paulo · 6 min

Foto: Chelsea FC

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A Liga Inglesa é muitas vezes aclamada como a melhor e mais competitiva competição do mundo, atraindo assim alguns dos melhores jogadores ao redor do globo e protagonizando algumas das maiores transferências do futebol mundial. Ainda assim, nem sempre os avultados valores gastos em jogadores são uma absoluta garantia de qualidade, acabando assim por existirem negócios que se revelam autênticos flops.

Posto isto, a seguinte lista compila um onze inicial – estruturado num clássico 4-4-2 – composto por alguns dos maiores fracassos da principal competição inglesa, desde o começo do século XXI.

GUARDA-REDES

Kostas Chalkias – O antigo guardião grego, campeão da Europa pela sua seleção em 2004, juntou-se ao Portsmouth FC em 2005, depois da grande campanha da sua seleção no ano anterior. O que aparentava ser um grande negócio por parte do “Pompey”, cedo se tornou um pesadelo. O guarda-redes cometeu uma série de erros aberrantes nas primeiras partidas pelo novo clube e saiu ao fim de uma temporada, com apenas seis partidas efetuadas.

DEFESA DIREITO

Khalid Boulahrouz – Depois de uma boa performance no Hamburger SV e uma consistente campanha pela seleção holandesa no Mundial de 2006, o defesa garantiu uma transferência para o Chelsea FC de José Mourinho. As expetativas eram elevadas, mas o jogador ficou muito aquém e tornou-se um dos flops da Liga Inglesa, também por culpa de algumas lesões. Ainda representou o Sporting CP uns anos mais tarde, mas nunca recuperou a sua melhor forma.

DEFESA CENTRAL

Papy Djilobodji – Uma das transferências mais estranhas do verão de 2015 e que coloca o senegalês na lista de flops. O central chegou ao Chelsea FC no último dia desse mercado, depois de os “Blues” falharem a contratação de John Stones, que acabou por escolher o Manchester City FC na temporada seguinte. Com José Mourinho a deixar claro que não tinha dado o aval para a sua contratação, o central acabou por sair por empréstimo após seis meses no clube, período no qual atuou apenas um minuto (!). Foi vendido na temporada seguinte ao Sunderland AFC, não deixando saudades em Stamford Bridge.

DEFESA CENTRAL

Pascal Cygan – O central francês passou quatro temporadas ao serviço do Arsenal FC, fazendo parte da histórica equipa invencível dos “Gunners”, que venceu o título em 2004, sob o comando de Arsène Wenger. Realizou 63 partidas pelo clube, mas viveu sempre na sombra de Sol Campbell e Kolo Touré, antes de se mudar para o Villarreal CF em 2006.

DEFESA ESQUERDO

Alexander Büttner – Visto por Alex Ferguson como o substituto de Patrice Evra, o lateral holandês chegou a Old Trafford em 2012 com grandes expetativas a recaírem sobre ele. A estreia com a camisola do Manchester United FC não podia ter corrido melhor, com um golo e uma assistência, acabando por vencer o campeonato na primeira época do clube, mas acabou preterido aquando da chegada de David Moyes ao comando da equipa.

MÉDIO DIREITO

Juan Cuadrado – Em 2015, Cuadrado chegou a Stamford Bridge depois de impressionar na Liga Italiana, ao serviço da ACF Fiorentina, tornando-se num dos mais bem cotados jogadores do futebol mundial na altura. As coisas não correram da melhor maneira, com o atleta a mostrar dificuldades de adaptação ao futebol britânico e juntando-se à lista de flops. Acabou por receber a medalha de campeão da Liga Inglesa, mas foi “despachado” para a Juventus FC, clube no qual permanece até hoje.

MÉDIO CENTRO

Alberto Aquilani – Chegou a Anfield Road em 2009, como o substituto de Xabi Alonso, depois de os “Reds” pagarem cerca de 20 milhões de euros pelos seus serviços. Foi um “tiro no pé” por parte do Liverpool FC, pois o jogador chegou ao clube lesionado e, quando recuperou, ficou longe de impressionar com as suas exibições. Passado uma temporada foi emprestado à Juventus FC. Chegou a representar o Sporting CP, na temporada 2015/16.

MÉDIO CENTRO

Juan Sebastián Verón – O médio argentino trocou a SS Lazio pelo Manchester United FC, corria o ano de 2001, e era visto como o grande impulsionador do clube inglês, depois de os “Red Devils” gastarem cerca de 32 milhões de euros pelo seu passe. Escusado será dizer que não correu como planeado, com o jogador a sentir muitas dificuldades de adaptação ao ritmo do futebol inglês. Depois de duas temporadas muito desapontantes em Manchester, o Chelsea FC resgatou-o por metade do preço, mas o argentino voltou a fracassar.

MÉDIO ESQUERDO

Yuri Zhirkov – Numa lista de flops que vem sendo dominada pelo Chelsea FC, aqui vai mais um negócio levado a cabo pelos londrinos. Zhirkov custou cerca 21 milhões de euros aos “Blues” em 2009, mas foi sempre ofuscado pela parceria entre Ashley Cole e Florent Malouda na ala esquerda da equipa. Algumas lesões foram também apoquentando o rendimento do jogador russo, mas atuou em partidas suficientes para ser considerado campeão no título conquistado pelo Chelsea na temporada 2009/10. Após duas temporadas no clube, voltou ao seu país natal, representando o FC Zenit Saint Petersburg ainda hoje.

AVANÇADO CENTRO

Adrian Mutu – O avançado romeno juntou-se ao Chelsea FC proveniente do Parma FC em 2003, por uma verba a rondar os 18 milhões de euros. Apontou seis golos em 27 encontros, números que não surpreenderam de todo e que o colocam nesta lista de flops, principalmente pelo que foi gasto na sua aquisição, tendo ainda dado positivo num teste antidroga, o que levou ao seu despedimento.

AVANÇADO CENTRO

Andriy Shevchenko – Provavelmente o maior nome nesta lista de flops, Shevchenko era um desejo antigo de Roman Abramovich, que finalmente o conseguiu contratar na temporada 2006/2007, depois de sete temporadas brilhantes que o ucraniano passou ao serviço do AC Milan, em que inclusive venceu a Bola de Ouro em 2004. O melhor avançado do mundo, na altura, custou cerca de 35 milhões de euros e as perspetivas eram excelentes para o clube londrino. Contudo, depois de 174 golos em Itália, foram apenas 22 os golos que o jogador conseguiu marcar em duas temporadas em Inglaterra. Com o seu rendimento a ficar muito aquém das expetativas, foi emprestado de volta ao clube de Milão antes de sair em definitivo para o FK Dimano Kiev, mas nunca mais recuperou a forma que o fez tornar-se o avançado mais letal do mundo.

Pedro Paulo

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