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Os 5 pilares do título do Manchester City FC

Gonçalo Taborda · 4 min

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Os cinco pilares do Manchester City campeão

Desde janeiro que já era praticamente um facto consumado, mas foi no domingo passado que se confirmou: o Manchester City é campeão da Premier League, pela quinta vez na sua história. Uma época dominante, como há muito não se via em Terras de Nossa Majestade, em que os jogadores de Guardiola, salvo um percalço ou outro, raramente pareceram ameaçados na liderança do campeonato.

Hoje refletimos sobre os cinco elementos determinantes para esta caminhada vitoriosa: a quem devem os citizens o seu primeiro título de campeões nacionais desde 2014? 5.

Fonte: Manchester City FC

Sheik Mansour – Invariavelmente ligado aos oito títulos do Manchester City na última década está Mansour bin Zayed Al Nayhan que se tornou no dono dos blues em 2008. Pouco se sabe sobre este membro da família real dos Emirados Árabes Unidos: nunca fez uma entrevista a qualquer canal britânico e desde que tomou conta do Manchester City apenas assistiu a um jogo oficial do clube. Apesar de nem todos os adeptos estarem de acordo com a sua política de transferências, Sheik Mansour não se inibe de “abrir os cordões à bolsa” sempre que necessário: desde 2008, já gastou mais de um bilião de euros em novos jogadores.

Uma coisa é certa: sem o magnata árabe, o City não teria Ederson (40 M €) a segurar os remates adversários, Otamendi (44,60 M €) a travar os ataques contrários, David Silva (28,75 M €) a gerir o jogo nem Sergio Agüero (40 M €) a finalizar.

4.

Fonte: Manchester City FC

Uma defesa sem buracos – Como qualquer boa conquista, a do Manchester City construiu-se de trás para a frente. Depois da inconsistência de Claudio Bravo na época passada, Guardiola trouxe Ederson, vindo do Benfica a troco de 40 milhões de euros, para encher a baliza. E foi isso que o brasileiro fez: demonstrou o jogo de pés que o treinador espanhol tanto gosta de ver num guardião, aliado a reflexos felinos e uma queda para as defesas espetaculares, nunca em detrimento da segurança que transmite à equipa.

Um jogador que esteve mal na época anterior mas não foi substituído foi John Stones. O central inglês ganhou confiança e demonstrou menor apetência para erros calamitosos, também proveniente de um maior entendimento com Nicolás Otamendi, outro defesa com um enorme aumento de rendimento nesta época. Ao fim de dois anos na Premier League, finalmente demonstrou a tranquilidade e o poder de leitura de jogo que dele se esperava. A adição de Laporte em janeiro acabou por ser revelar uma boa jogada da parte de Pep, especialmente após a lesão de John Stones. Dos quatro centrais principais, sobre apenas Vincent Kompany: falaremos dele mais à frente

Tudo isto contribui para que, já com 33 jogos disputados na Premier League, o Manchester City apenas tenha sofrido 25 golos.

3. 

Fonte: Manchester City FC

Vincent Kompany – Num clube que contrata tantos jogadores por quantias exorbitantes, que tem tantas nacionalidades e tantos egos diferentes dentro de si, é por vezes difícil encontrar alguém que vista a camisola com orgulho. Mais difícil ainda é encontrar alguém que consiga unir e liderar todas estas personalidades distintas. Vicent Kompany é esse “alguém”. Apesar de sérias limitações físicas (só nesta época já se lesionou três vezes, perdendo um total de 22 jogos), o central belga, que está em Manchester desde 2008, tornou-se num símbolo do clube. Um líder dentro e fora do campo, quando está saudável Kompany é um excelente exemplo de um central “à antiga”, que lê o jogo como poucos e raramente perde uma bola nas alturas. Qualquer equipa que queira ser campeã tem de ter um capitão como este.

2.

Fonte: Manchester City FC

Kevin De Bruyne – Se não fosse um certo egípcio, o médio belga já teria o prémio de melhor jogador da Premier League garantido. Mesmo com a forma que Salah tem demonstrado, será uma aguerrida luta pelo troféu.

Após ser posto de lado por Mourinho, em 2014, no Chelsea, de Bruyne voltou à Alemanha para jogar no Wolfsburg. Lá passou apenas uma época e meia, antes de ser comprado pelo Manchester City, então treinado por Manuel Pellegrini.

Desde que voltou a solo inglês que tem provado a José Mourinho o erro que o portugês havia cometido: amadureceu, ambientou-se à Premier League e, nesta época, espalhou magia como nunca antes. Eficaz com ambos os pés, rasga todas as defesas da liga inglesa com uma facilidade assustadora. Os atacantes do Manchester City são uns “mimados” por terem este jogador a servi-los: em 2017/18, já acumulou 15 assistências.

Foi, sem dúvida, essencial para os blues, agindo como uma referência no meio campo, por onde passam todas as jogadas; desencrava jogos contra equipas mais defensivas e leva o City para a frente nos jogos grandes. Um dos melhores do mundo.


1.

Fonte: FIFA

Pep Guardiola – Com todas as críticas que recebeu no ano passado, Guardiola podia perfeitamente ter abandonado a pressão do futebol inglês e ter ido ganhar “uns milhões” para um país como a China. Mas o treinador espanhol não desistiu do seu projeto, ao futebol que pretendia impor e dos jogadores que ainda faltava trazer.

Esta época, com mais experiência na Premier League, Guardiola transformou o tradicional “tiki-taka”, dando-lhe uma face mais direta, mais adaptada à realidade do futebol inglês. Transformou uma das ligas mais competitivas do mundo num “passeio” para o Manchester City.

Apesar do recente desaire na Liga dos Campeões, não se pode retirar nenhum mérito ao ex-treinador do FC Barcelona e Bayern de Munique. E com um “mealheiro sem fundo”, quem sabe até onde o catalão poderá levar os citizens?

Foto de capa: Manchester City FC

Gonçalo Taborda

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