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No jogo inaugural da jornada 8 da Premier League, o Chelsea – clube que na temporada passada entregou ao Leicester a coroa de campeão dos quais os Foxes são detentores – recebeu e venceu a equipa de Ranieri por uns enfáticos 3-0.
Dando continuidade ao seu bom momento de forma, Diego Costa abriu o marcador logo aos 7 minutos, na sequência de um canto da direita desviado ao primeiro poste por Matic. O segundo golo do encontro chegou por intermédio de Hazard, com o belga a contornar Kasper Schmeichel e a empurrar para o 2-0. O Leicester não mostrou grandes argumentos para contrariar a superioridade Blue, e com alguma naturalidade os homens comandados por Conte chegaram ao 3-0, depois de um excelente lance de envolvimento entre Nat Chalobah e Victor Moses, que culminou com o internacional nigeriano a fazer o 3-0.
Segunda vitória consecutiva para o Chelsea, que com o seu segundo triunfo consecutivo ascendeu ao 5.º posto da Premier League, ficando apenas a 3 pontos do 1.º classificado, o City, que não foi capaz de ir além de um empate a uma bola na recepção ao Everton.

Fonte: Chelsea FC
Depois de 2 desaires consecutivos frente a dois rivais directos, Liverpool e Arsenal, o Chelsea tem mostrado argumentos para uma boa primeira temporada do recém-chegado Antonio Conte, ainda que falte ao antigo técnico da Squadra Azzura alguma experiência que lhe permita bater-se mais eficazmente contra os principais emblemas da Premier League.
Com inteira justiça, N’Golo Kante foi eleito o melhor jogador em campo, tendo dado a oportunidade ao seu antigo clube, o Leicester, de sentir na pele a sua intensidade e capacidade de trabalho defensivo. Excelente no posicionamento, o médio francês, para além de uma impressionante capacidade de estar no sítio certo à hora certa, exibiu eficácia no momento do passe, que foi sempre criterioso e que muitos problemas causou ao meio-campo montado por Ranieri, como no lance do 3-0 a favor dos homens da casa.
No Noroeste de Inglaterra, disputou-se o mais histórico dos clássicos britânicos e um dos mais importantes no mundo do futebol: Liverpool versus Manchester United, Klopp versus Mourinho, e o resultado não podia ser mais… desapontador. O nulo manteve-se até fim dos 90 minutos.
Num jogo sem história, e quase sempre jogado longe das balizas, a primeira parte praticamente teve lances dignos de relevo, e desde cedo se percebeu que a postura de Mourinho seria a de se focar essencialmente em anular as iniciativas de Mané e Coutinho, os dois principais criativos dos Reds, o que é uma estratégia válida, desde que seja capaz de criar ofensivamente. Apenas um (!) remate à baliza em 90 minutos, para uma equipa com o histórico, ambição, plantel e orçamento do Manchester United é manifestamente pouco para uma equipa que pretende reerguer-se após 3 épocas menos conseguidas.

Fonte: Manchester United
O Liverpool, que assumiu as principais despesas do jogo, falhou também no momento de criação de jogo, não tendo apresentado argumentos para contrariar a pressão exercida pelo meio-campo formado pelo triângulo Fellaini-Herrera-Pogba. Ainda que a espaços, o génio de Coutinho foi aparecendo, bem como a intensidade de Milner e a imprevisibilidade de Mané, mas sem que conseguissem assustar De Gea nem ameaçar o 1-0.
Aos 54’, primeira ocasião do jogo e, quase surpreendentemente, para a equipa visitante: excelente simulação de Pogba, que cruza com regra e esquadro para Ibrahimovic, mas o avançado sueco, dentro da pequena área, cabeceou sem a melhor direcção. A resposta chegou à passagem do minuto 58, com Emre Can a proporcionar a De Gea uma enorme defesa. Ao minuto 71, o momento da noite: grande disparo de Philippe Coutinho, com De Gea a voar para a defesa da jornada.
Até final, e apesar das tentativas, o Liverpool não conseguiu fazer balançar a rede, e não foi além de um empate frente a um Manchester United do qual se quer (e se exige!) muito mais do que aquilo que tem mostrado.
No terceiro e último destaque, voamos para Londres, onde o Arsenal bateu o Swansea no Emirates Stadium por 3-2, com golos de Walcott (x2) e Ozil para os Gunners e de Sigurdsson e Borja Baston para os Swans.
Apesar de uma primeira parte em que o Arsenal, com alguma naturalidade, chegou ao 2-0 com um bis de Theo Walcott, que, aos 26’, aproveitou a indefinição de Jordi Amat para abrir o activo para os da casa. Essa vantagem foi ampliada ao minuto 33, com Walcott a aproveitar novo erro defensivo dos galeses depois de canto batido pela esquerda para fazer o 2-0 e bisar. Cinco minutos volvidos e o Swansea respondeu e reduziu a desvantagem para 2-1: erro clamoroso de Koscielny e o islandês Sigurdsson rematou de pé esquerdo fora do alcance de Petr Cech.

Fonte: Arsenal FC
Já na segunda parte aos 58’, o momento da tarde: bola teleguiada por Alexis Sanchez para Ozil, com o alemão, sem hipóteses, a fazer balançar a rede com um volley indefensável ao canto superior direito da baliza defendida por Fabianski. Mas o Swansea não desarmou e pouco depois voltou a reduzir a desvantagem: assistido por Barrow, Borja Baston à entrada da pequena área não facilitou e encostou de primeira para o 3-2.
Até final, a expulsão de Granit Xhaka aos 70 minutos ainda assustou os adeptos dos Gunners, mas os homens de Wenger foram competentes e impediram que esta importantíssima vitória lhes escapasse. O Arsenal, conquistados os três pontos, cola-se ao City na liderança com 19 pontos, ao somar a sua sexta vitória consecutiva, numa altura em que prepara para receber o Middlesbrough, enquanto o City recebe o Southampton.












