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Será que vai ser José Mourinho a parar o furacão «red»?

Francisco Sousa · 3 min

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58 pontos, fruto de vinte vitórias e um empate, em vinte e uma partidas, 49 golos marcados e 14 sofridos. É este o registo avassalador do Liverpool FC de Jurgen Klopp, na Premier League. O título parece garantido e agora fica a pergunta: será que o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho terá argumentos para travar a marcha imperial dos reds?

O duelo entre Tottenham e Liverpool do próximo sábado (17h30) tem tudo para deixar mais marcas no conjunto londrino do que nos atuais líderes do campeonato, quer seja pela positiva ou pela negativa. Enquanto a formação de Merseyside tem a questão praticamente resolvida quanto à conquista da Premiership, do outro lado o Tottenham precisa de pontos como de pão para a boca para não perder o comboio do quarto lugar (última posição de acesso à Liga dos Campeões da próxima temporada).

O desafio é talhado para equipas que gostam de se agigantar e este Tottenham tem sido tudo menos uma equipa de grande dimensão esta temporada. Mauricio Pochettino montou uma estrutura sólida, com uma ideia de jogo atraente, e levou os Spurs a um crescimento sustentado, mas o início de época irregular e sobretudo com vários problemas defensivos levou à aposta numa mudança de treinador.

José Mourinho entrou e se os indicadores iniciais pareceram promissores, logo o Tottenham caiu numa certa previsibilidade na forma como constrói o jogo, mostrando excessiva dependência do passe longo e do ataque à profundidade, quando as características de boa parte dos médios ofensivos do conjunto do Norte de Londres exigem um futebol rápido mas mais envolvente.

Mourinho é o treinador do vice-campeão da Europa
Fonte: Tottenham Hotspur

Ora, e o que deve fazer o Tottenham para conseguir travar uma máquina que parece imparável? Para começar, demonstrar uma coesão defensiva que não tem revelado, regra geral, na presente temporada. Fruto de lesões, mudanças, adaptações e erros individuais, o rendimento coletivo da defesa dos Spurs tem sido inconstante. Coesão não significa necessariamente defender muito recuado, embora cortar o ataque à profundidade seja uma forma de minimizar os perigos que possam surgir do lado dos líderes da Premier League.

O Liverpool é possivelmente, neste momento, a equipa taticamente mais completa do mundo e possui uma panóplia de recursos para ferir os adversários. Tanto sabe atacar de forma organizada, em posse, como estica com grande voracidade e destreza no trio da frente, bem alicerçado por um meio-campo robusto e pressionante e uma dupla de laterais (Alexander Arnold-Robertson) que parece voar em campo.

Mourinho vai variando entre um esquema com três ou quatro defesas e a equipa ainda não encontrou os equilíbrios. Ndombélé podia parecer encaixar na perfeição no modelo do técnico português mas voltou a lesionar-se. No empate perante o Middlesborough, na FA Cup, viu-se um meio-campo bastante ofensivo, fruto também das circunstâncias.

A questão para o jogo do próximo sábado, com o Liverpool, é perceber qual o enquadramento tático dos Spurs perante um adversário tão forte e num cenário adverso para José Mourinho na construção da própria equipa. A aposta num 5-3-2 flexível (com os laterais a projetarem-se em fase ofensiva) pode ser a melhor arma, numa altura em que a equipa fica mais dependente da criatividade de Eriksen e dos rasgos de Son, com o craque Kane afastado por lesão.

APOSTA VIP: +2.5 golos

A irregularidade defensiva do Tottenham, aliada à capacidade do Liverpool faturar em todos os contextos, leva a crer que este vai ser um jogo com pelo menos três golos. E apesar de se tratar de um clássico, a diferença de estabilidade revelada pelas duas equipas ao longo da temporada faz dos reds favoritos para este desafio.

Foto de Capa: Liverpool FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Francisco Sousa

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