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Uma nova temporada para os “lobos” com a Liga Europa à espreita

Carlos Monteiro Teixeira · 2 min

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Depois da subida ao principal escalão inglês, o Wolverhampton, terminou confortavelmente no sétimo lugar da liga. Um ano em que o investimento foi forte, mas que deu resultados positivos, pois para além do lugar de destaque na Premier League (terminando à frente de equipas como o Everton, Leicester e West Ham), o conjunto treinado pelo português Nuno Espírito Santo, qualificou-se para a segunda pré-eliminatória da Liga Europa, devido à vitória do Manchester City, que já tinha lugar assegurado na Liga dos Campeões¸ na final da Taça de Inglaterra.

Abriu-se assim uma vaga europeia para os “lobos” que terminaram num lugar que não daria acesso à qualquer competição europeia. A última presença do Wolves numa competição europeia foi há 39 anos onde foram eliminados pelo PSV na primeira eliminatória da Taça UEFA.

Mercado tranquilo mas com surpresas

O português Diogo Jota marcou na vitória do Wolves sobre o Manchester United
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Consagrada a subida à Premier League 2018/2019, o investimento para essa temporada rondou na ordem dos 150 milhões de euros. Willy Boly 12 M, Diogo Jota 14 M, Rui Patrício 18 M, Adama Traoré 20 M e Jonny Otto 20.5 M foram os maiores negócios. O êxito foi conseguido e as transferências efetuadas em nada desiludiram. Raúl Jiménez chega também nesse mesmo ano por empréstimo, a troco de três milhões, proveniente do Benfica e com opção de compra na ordem dos 38 M que o Wolves acionou em abril deste ano.

O negócio atingiu assim os 41 M, sendo a maior compra na história do clube. O belga Leander Dendoncker também foi outro que chegou por empréstimo, a troco de milhão e meio, mas este com obrigação de compra de 13.5 M no fim da temporada. O anúncio foi feito a 1 de julho sendo assim a única entrada no plantel dos “lobos”.

As surpresas deste ano estão nas saídas, por empréstimo, dos portugueses Ivan Cavaleiro (Fulham) e Hélder Costa (Leeds), dois ativos que tiveram um papel importante nas últimas três temporadas. O plantel perde assim dois extremos sem até ao momento qualquer jogador ter entrado para colmatar essa posição. Aliás, até ao momento, o Wolves efetuou apenas uma contratação (Leander Dendoncker oficializado a 1 de julho) e apenas os dois portugueses foram as únicas sonantes e surpreendentes saídas. Em Inglaterra o mercado fecha a 8 de agosto e veremos se o conjunto de Wolverhampton fará qualquer aquisição no desenrolar dos próximos dias.

Raúl Jiménez no Wolves: 44 jogos, 17 golos marcados e 8 passes para golo
Fonte: Premier League

Rui Patrício, Rúben Vinagre, Rúben Neves, João Moutinho e Diogo Jota preparam-se assim para fazer juntos mais um ano ao mais alto nível. O “grupo mais português da Premier League” estará novamente junto no principal escalão inglês e quem sabe na fase de grupos da Liga Europa, caso ultrapassem na eliminatória o modesto Crusaders, clube da Irlanda do Norte, e tudo indica que sim, pois venceram na primeira mão por duas bolas a zero.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

Carlos Monteiro Teixeira

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