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Com o início da nova temporada a aproximar-se, o ambiente que e vive na Grã Bretanha é de grande expetativa e ansiedade. Numa liga extremamente competitiva e com jogos bastante equilibrados e renhidos, onde qualquer clube ostenta uma invejável parcela de adeptos, é claro que o mediatismo dado a esta prova seja desta dimensão.
Temos quatro tipos de equipas: as que concorrem pelo 1º posto; as que lutam pelos lugares europeus; as que tentam garantir a manutenção de forma cada vez mais prematura, chegando ao ponto de aspirar chegar aos lugares europeus a médio prazo (caso recente, do Southampton); e as que escapam à despromoção por razões divinas. Contudo, muitas das vezes são as equipas mais abaixo na tabela que são os carrascos dos grandes. Nesta liga os resultados são os mais imprevisíveis, marcam-se muitos golos e há espetáculo absolutamente garantido do início ao fim. Perante a bem recente consagração do incrível Leicester como campeão da Barclays Premier League, qualquer clube pode muito bem sonhar. Afinal, é da melhor liga do mundo que estamos a falar.
E esta semana o tema é a nova temporada da Liga Inglesa. Grandes reforços, grandes metas, grandes troféus. Chelsea, Manchester United, Manchester City, Arsenal, Liverpool, Tottenham, são os favoritos. Arrisco-me a dizer que todas elas repartem o favoritismo entre si. Pela primeira vez em muitos anos, tantas equipas a serem vistas como vencedoras da prova, mesmo contando com o facto de algumas delas terem um pouquinho menos de probabilidade de erguer o título.
Melhor Marcador

Fonte: Tottenham
O Chelsea está muito forte, e para esta época ainda se fortaleceu mais. Álvaro Morata afirmou-se por completo ao maior nível na Juventus, voltou ao Real, mas mais valia não ter voltado, pois a sua qualidade não foi tão aproveitada como deveria. Agora, tal como na Juventus, assume o estatuto de titular, número 9 no ataque, e tem já toda a experiência necessária para singrar já na sua primeira época de Premier League.
Pontas de lança em cada equipa candidata ao título, como Lukaku, Firmino, Harry Kane, Aguero, Lacazette e Giroud, tornam difícil prever o top goalscorer. Já para não falar de certos extremos, que por vezes também assumem o main role. Rashford, Hazard, Mane, Coutinho (caso fique), Mkhitaryan, entre muitos mais, muitas vezes também “molham a sopa”.
Pelas minhas conclusões, Harry Kane será o melhor marcador da próxima edição da Premier League. É quase sempre ele a marcar pelo Tottenham, que cada vez marca mais golos. E está em grande forma! O Tottenham nos últimos anos tem-se aproximado do título, pretensão que nunca fora admitida pelo seu timoneiro, Mauricio Pochettino.
Equipa-sensação

Fonte: Watford
A equipa surpresa, a meu ver, será o Watford F.C.. Marco Silva vai ser capaz de elevar esta equipa a altos patamares. O clube, demonstrando tais aspirações, acabou de bater o seu recorde de valor pago por um jogador. André Gray, vem do Burnley, e será peça chave esta season. Deverá ficar na metade da tabela, e se assim for, cimenta a sua “estadia” na Premier League, sendo esse mesmo o objetivo do clube. Marco Silva gosta de jogar olhos nos olhos contra os poderosos, e talvez se intrometa ali na disputa de pontos, principalmente no seu terreno.
Jogador-revelação

Fonte: Manchester City
Phil Foden, de apenas 17 anos, já mostrou que tem ali qualquer coisa. Muito acima da média. Penso que o jovem não irá ser muito utilizado na primeira metade da época, mas quando for chamado, julgo que corresponderá à exigência. Nos amigáveis com o United e West Ham, principalmente, assinou um excelente desempenho, bom drible, bom remate, veloz, explosivo. Com uma enorme margem de progressão. Espero que corresponda às expetativas!
O campeão

Fonte: Manchester United
O campeão, como disse logo no início, será mesmo muito imprevisível. Será que o Chelsea volte a ser superior? Será que o Tottenham, finalmente, confirme o rótulo de candidato? O Liverpool, quais são as “odds”? O City, será que Guardiola, já perfeitamente adaptado à Premier, evidencie a sua filosofia? E o Arsenal? O mesmo de todos os anos, ou algo mais?
Mas existe Mourinho, numa 2ª época ao comando de um Manchester United, capaz de controlar, dominar, de marcar. Com excelentes intérpretes, numa orquestra composta por jogadores à imagem do plano de jogo do técnico, tudo idealizado de forma gradual. Agora, um Man United consistente e aprimorado, já nada cinzento como a época passada, ultrapassará mais facilmente os adversários, praticará um excelente futebol, recheado de chances de golo, enfim, Um Manchester United que tornará a acender o Palco dos Sonhos. Tenho muita fé nisso.
Foto de Capa: Squakwa
artigo revisto por: Ana Ferreira













