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Falta pouco menos de um mês para o arranque da nova temporada da Liga Italiana e, olhando pelas notícias e contratações já acertadas nos últimos dias, temos a sensação que a Juventus FC está a ser o clube mais ativo do mercado.
A temporada passada foi uma grande desilusão para os adeptos e a única coisa que salvou o “navio bianconero” foi só a conquista do apuramento para a Liga dos Campeões 2022/23.
A equipa de Turim deve ter feito muitas reuniões internas recentemente, percebendo que era preciso, e com urgência, operar uma “pequena grande” revolução entre as suas fileiras.
Olhando para o presente, como é justo que seja, as novas contratações de Paul Pogba e Ángel Di Maria, ambas a custo zero, parecem ser as soluções ideais para reconquistar o lugar que os bianconeri merecem. Ambos os jogadores, de facto, são garantia de criatividade, habilidades técnicas acima da média, e capazes de revirar situações difíceis contra adversário exigentes.
Posto isto, olhamos para três pontos fundamentais na reconstrução da equipa da Juventus.
A INCÓGNITA ZANIOLO
A transferência de Nicolò Zaniolo para a Juventus pode ser concluída na próxima semana. O montante deve esperar 40-45M € , em empréstimo com obrigação de compra.
( @AlfredoPedulla ) pic.twitter.com/iyHU7LJitX
— CENTRAL DA JUVE🇮🇹 (@Juvenewsbr) July 9, 2022
Apesar dos grandes dois nomes (Pogba e Di Maria) já contratados, o médio romano é um grande objetivo da Juventus há muito tempo. Recentemente, o próprio Zaniolo não escondeu a vontade de vestir a camisola bianconera e ter a oportunidade de competir com uma equipa apurada para a Liga dos Campeões.
O médio é considerado um dos melhores da sua geração em Itália, e desde que recuperou a forma física foi protagonista de prestações de absoluta qualidade na equipa de Mourinho.
Se a sua contratação for realizada, o jogador romano poderia atuar tanto como ala direita – em sobreposição com Di Maria, impulsionando ainda mais a tração ofensiva do corredor -, ou atuando também como elo de junção entre ataque e meio-campo, atrás das pontas.
Ao momento, a situação entre AS Roma e Juventus FC pela transferência do centro-campista está algo estagnada, mas o mercado é ainda longo e surpresas não faltarão, de certeza.
O DILEMA COM DE LIGT
Falta chegar a acordo entre os clubes para a transferência do defesa neerlandês. 🇮🇹🔁🇩🇪https://t.co/XArRhvssjU
— Bola na Rede (@BolaNaRedePT) July 9, 2022
Que o holandês não queira continuar a vestir a camisola da Juventus FC, é um dado adquirido. Para sermos honestos, nunca houve uma verdadeira afinidade entre o defensor e os adeptos.
A realidade é que Matthijs de Ligt não esteve à altura de cumprir as expectativas – e do dinheiro investido – por parte do clube. Nunca deixou uma marca nestes três anos e nem conseguiu expressar-se da melhor forma sob a guia de Allegri, sem esquecer algumas lesões a mais que não ajudaram.
Depois da despedida de Chiellini, de Ligt devia assumir o papel de novo guardião da defesa juventina conjuntamente com Bonucci, mas a intromissão do FC Bayern de Munique só estragou ainda mais uma relação que nunca foi idílica.
Ao dia de hoje, a probabilidade que de Ligt fique na Juventus é muito irrisória. Com a possível partida do defensor, o grande substituto devia ser Koulibaly. Contudo, nas últimas horas, a solução parece cada vez menos provável, visto que o SSC Napoli recusou a oferta dos biaconeri e o senegalês parece interessado em atuar num clube de topo, como o Chelsea FC.
A este ponto, as possíveis alternativas podem ser ou Bremer, do Torino FC, que disputou uma temporada entusiasmante e que é desejo de muitas equipas, FC Internazionale Milano inclusive, ou Pau Torres do Villareal CF, mas em ambos os caso, os valores pedidos rondam os 50 milhões de euros.
O RETORNO DE POGBA E A CONTRATAÇÃO DE DI MARIA
Equipa italiana publicou mensagem sentida na hora de oficializar o regresso do médio francês. 📄✅https://t.co/ORmWyfdDii
— Bola na Rede (@BolaNaRedePT) July 11, 2022
O visível declino do meio-campo juventino nos últimos tempos exigia a contratação de um jogador de outro nível, criativo, capaz de criar ritmo na equipa e perigo nos últimos 30 metros. Eis que surgiu de pronto a ideia de trazer de volta Paul Pogba para casa. Sim, para casa, porque o seu regresso foi celebrado como o do filho predileto, com entusiasmo e confiança, e interpretando as declarações do francês, voltou porque seguiu simplesmente o seu coração. É coisa sabida: voltamos sempre onde estivemos bem.
O primeiro Pogba foi filho de uma Juventus habituada a dominar e a ganhar, que o transformou de simples promessa a craque de nível internacional. Esta versão 2.0 do francês desperta-nos grande curiosidade, para sermos sinceros, porque foi chamado de volta para conduzir uma vez mais a Vecchia Signora até aos salões de festas.
Não duvidamos das suas habilidades e nem do facto que dará um impulso substancial ao meio-campo bianconero, sobretudo se colocado como ala esquerda. O que será interessante avaliar, a nosso ver, é sobretudo a maturidade conquistada na maneira de jogar e a postura perante a equipa. Não é certamente casual que a camisola número 10 voltou para as suas costas. Em casa da Juventus, a número 10 é sinónimo de liderança e responsabilidade, e Pogba parece não ter medo de assumi-las.
Durante a apresentação na @juventusfc, Ángel Di Maria assumiu que houve interesse do @SLBenfica. 👀🇮🇹https://t.co/KbKS9F4sHH
— Bola na Rede (@BolaNaRedePT) July 11, 2022
Conversa diferente para o argentino Ángel Di Maria. Se, por um lado, o povo bianconero ficou entusiasmado com a sua contratação, sendo um jogador experiente e com indiscutíveis qualidades técnicas, pelo outro, há uma fatia de adeptos que se questionou sobre a sua verdadeira vontade de abraçar o projeto Juventus. El Fideo sabe certamente como se levantam troféus e, apesar de uma temporada agitada com o Paris Saint-Germain FC, sobretudo pela exclusão antes do tempo da Liga dos Campeões, continua a ser um atleta que pode fazer uma enorme diferença.
Verdadeiro homem-assistência, achamos que a Juventus precisava de um extremo direito tão capaz de recuperar a esférica, assim como tão rapidamente contra-atacar e conduzir as transições ofensivas. Di Maria consegue realizar tudo isto e muito além.
O argentino já demostrou o poder em atuar tanto na lateral direita como na esquerda, mas também não seria inoportuno pensar em colocá-lo posicionado atrás de uma dupla de atacantes.
A nosso ver, a Juventus poderia adotar um esquema muito ofensivo, por exemplo, um 4-3-3, colocando Di Maria na zona ofensiva direita, Chiesa na lateral esquerda e Vlahovic como ponta-de-lança. Com um tridente desses, a equipa de Turim voltaria finalmente a ter um ataque de peso e de indiscutível qualidade, solucionando os problemas de concretização na fase final da ação e ganhando novamente competitividade na Europa.












