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As 5 melhores transferências na Liga Italiana fora do “top 6”

Rodrigo Ferreira · 4 min

Liga Italiana
Fonte AC Monza

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Apesar de não ser o país com mais poderio financeiro no mercado, têm sido várias as movimentações na Liga Italiana nas últimas semanas. O campeonato tem crescido nos anos mais recentes, após um período de crise profunda, que se traduziu também na quebra da Squadra Azzurra, e volta a ser aliciante para muitos atletas a entrada no país da bota.

Outrora tido como um campeonato ultradefensivo e muito físico e duro, o Calcio é hoje encarado como uma oportunidade para mostrar serviço também a nível ofensivo e são vários os casos de avançados e médios ofensivos ou extremos que têm relançado as suas carreiras em Itália. Nesse sentido, a Liga Italiana é hoje bastante mais aberta do que era no século anterior, sendo vários os episódios de partidas com muitos golos e reviravoltas capazes de prender o espectador ao ecrã. Ainda assim, o lado mais tático e cultural do jogo não se perdeu, o que torna a Liga Italiana num caldeirão de motivos de interesse.

Posto isto, tendo por base o período de defeso, olhamos para as principais movimentações de mercado, excluindo o “top 6” de 2021/22 e elencando aquelas que são as cinco transferências que deixam mais “água na boca”.

5. Erik Botheim (US Salernitana)

O avançado de 22 anos não chegou a atuar no Krasnodar e chega a Itália devido à possibilidade de suspensão de contrato com clubes russos, determinada pela FIFA. Nesse sentido, a Salernitana, que parece querer subir o nível esta temporada, parece o espaço ideal para voltar a competir.

Internacional sub-21 pela Noruega, Botheim foi figura de proa no Bodo/Glimt que encantou na Europa (23 golos na última época), nomeadamente frente à Roma, onde ajudou a destruir a turma de José Mourinho com um bis e três assistências num duelo da Conference League.

Trata-se de um avançado talhado para jogar em transição (ataca bem a profundidade), bastante agressivo e objetivo, sendo que não precisará de muitas ocasiões para ferir os adversários (tem um instinto apurado e, apesar de não ser um prodígio técnico, finaliza bem a um toque, inclusivamente de cabeça).

4. Agustín Álvarez (US Sassuolo)

O bombardeiro uruguaio não está a ter um 2022 feliz (apenas um golo em 21 jogos), mas poderá voltar a encontrar o seu melhor futebol nos Neroverdi. Caputo saiu em definitivo, Scamacca também parece de partida e Agustín Álvarez parece estar na pole position para liderar o ataque de Dionisi.

Foram 12 milhões investidos para o tirar do Peñarol, na esperança de que seja mais um talento a valorizar-se no Sassuolo, sendo que se trata de um ‘9’ puro, agressivo e com um instinto apurado. Foi também o melhor marcador da Copa Sudamericana no ano passado (10 golos).

3. Dodô (ACF Fiorentina)

Beneficiando da situação complicada do Shakhtar, a Fiorentina garantiu um dos laterais direitos mais interessantes do mercado. Dodô passou por Portugal em 2018/19, num empréstimo ao Vitória SC, mas não foi muito feliz. No entanto, explodiu na Ucrânia depois e o seu nome chegou mesmo a ser cogitado para colossos do futebol europeu. Acabou por aterrar em Florença, onde irá corrigir uma lacuna e tem tudo para encaixar na perfeição no ideário ofensivo de Vincenzo Italiano.

Trata-se de um lateral com baixo centro de gravidade, mas muito rápido, dinâmico e capaz de contribuir no ataque com golos e assistências. Motivou um investimento de 14,5 milhões de euros, mas os seus 23 anos permitem que a formação Viola alimente a esperança de o valorizar bastante a nível desportivo e financeiro.

2. Assan Ceesay (US Lecce)

Um dos movimentos mais surpreendentes do defeso. Ceesay foi peça chave no campeão suíço, estava livre depois do seu vínculo ao Zurique ter terminado, mas optou por prosseguir a carreira no Lecce, que subiu de divisão. Apontou 22 golos e 10 assistências na última época, sendo que será a sua estreia nas “big 5”.

Dificilmente Marco Baroni podia conseguir melhor opção, sendo que o internacional pela Gâmbia é muito forte em transição, o que dá muito jeito em equipas deste nível; traz experiência, velocidade e facilidade no remate.

1. Gianluca Caprari (AC Monza)

Recentemente internacional ‘A’ por Itália, Caprari é uma espécie de reforço bomba para o Monza, que subiu de divisão. A dupla Berlusconi e Adriano Galliani voltou à Liga Italiana para arrasar, sendo que o extremo se junta a Stefano Sensi, Pessina, Ranocchia e Cragno no conjunto de reforços de peso, todos italianos, curiosamente.

O negócio é feito por empréstimo (taxa de três milhões de euros), mas o Monza reserva uma opção de compra acessível (oito milhões de euros), que, se o criativo de 28 anos apresentar o rendimento da última época, será uma pechincha.

Caprari foi o segundo jogador com mais dribles bem-sucedidos da Liga Italiana, apenas atrás do português Rafael Leão, tem também facilidade no último passe e remate, pelo que se espera que junte números nesta sua passagem pelos Brianzoli (apontou 12 golos e sete assistências na época passada). Será certamente um dos companheiros preferidos de Dany Mota.

Artigo revisto por Joana Mendes

Rodrigo Ferreira

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