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AS Roma em 2022/23 | Dybala é Rei na Cidade Eterna

Paola Amore · 4 min

Paulo Dybala AS Roma
Foto: AS Roma

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Vamos admitir, quantos de nós teriam apostado na transferência de Paulo Dybala para a AS Roma de José Mourinho? Poucos. Ainda estávamos todos agarrados a seguir esta telenovela que dura já há alguns meses e, de repente, como um relâmpago, chegou a notícia que o Dybala era um novo jogador da AS Roma.

Que grande golpe de mercado, temos pensado. E de facto é, potencialmente, e sublinho potencialmente, porque o Dybala é um jogador cheio de potencial, de fantasia, de números que deixam de boca aberta, contudo há alguns “mas”. Já lá vamos.

Então, dizia, Dybala é um grande golpe de mercado e confesso que me faz confusão vê-lo com uma camisola diferente da da Juventus FC, como se nenhuma outra cor lhe ficasse verdadeiramente bem. No fundo, sete anos com a camisola listrada de branco e preto não se esquecem com um estalar de dedos, e isto vale tanto para ele como para o povo juventino.

Não conhecemos todas as dinâmicas segredas atrás desse negócio e só podemos imaginar o que  Mourinho pode ter dito ao argentino para o convencer a aceitar a sua proposta, mas tenho a certeza que o Special One soube ser muito persuasivo.

Talvez seja o treinador certo para esta “segunda vida” de Paulo Dybala que, liderado por Mourinho, pode realmente ambicionar a tornar-se o novo rei de Roma.

O povo romanista é um público exigente mas também muito generoso e Dybala até foi humilde nesta sua nova viagem, porque até podia ter ficado com a camisola 10 de Totti, digna de um rei, mas bem pensou que um lugar no plantel e nos corações dos adeptos podia-se conquistar só com sacrifício e golos. Então, o argentino escolheu reiniciar com o “seu” 21 às costas, como na Juventus FC, quando ainda era um jovem de tantas promessas, algumas mantidas, outras não.

As qualidades técnicas do novo número 21 giallorosso nunca estiveram em causa, nem no ambiente juventino e nem agora na AS Roma. O que está em causa agora é se realmente será capaz de ressurgir como uma fénix e ter aquela continuidade e incisividade que lhe faltou nos últimos anos em Turim.

Verdade seja dita, a chegada de Cristiano Ronaldo assombrou e destabilizou o papel de Dybala no plantel bianconero, e se acrescentamos os problemas físicos ao clima instável e de desconfiança geral que se respirava em casa da Juventus ultimamente, não estava fácil para o atacante reconquistar a tranquilidade necessária.

Por outro lado, Mourinho fez literalmente um milagre com a sua AS Roma, porque foi capaz, num só ano, de criar uma equipa compacta, com garra, de conquistar os corações de milhares de adeptos e até ganhar um troféu. Confio que ele será certamente capaz de gerir uma “jóia” como Dybala, de o valorizar, de o afinar na técnica e, ainda mais, dar-lhe de volta aquela segurança e confiança que o futebolista parece ter perdido.

Dybala precisa de se sentir novamente um jogador importante, de ser reconhecido como um jogador de peso, que pode fazer a diferença no relvado, precisa de um treinador que saiba puxar para fora o melhor de cada atleta, e José Mourinho é um mestre nisso.

Posto isto, vamos ver duas soluções táticas em que Paulo Dybala poderá encaixar na nova AS Roma para a época de 2022/23.

4-2-3-1 | Dybala a jogar como ’10’

Este esquema tático foi bastante usado por Mourinho na passada temporada, tanto que lhe permitiu ter uma grande tração ofensiva e conseguiu fazerem brilhar as qualidades de Abraham, Pellegrini e Zaniolo.

Ainda não temos certeza se o médio giallorosso (Zaniolo) ficará no plantel da AS Roma ou rumará para a Juventus FC, mas assumindo que fique, o treinador português possuiria uma zona ofensiva de grande peso.

A rapidez de Zaniolo e Abraham misturadas com a criatividade e os pés de veludo de Dybala poderiam criar soluções ofensivas perigosas, capazes de abanar qualquer defesa.

Dybala tem preferência para jogar mais no lado esquerdo dos últimos 30 metros do relvado, para depois cortar para o meio e posicionar-se até o limite da grande área. Contudo, acredito que Mourinho, se for oportuno, poderá pedir ao argentino para jogar tanto no meio como mais posicionado à esquerda, podendo trocar-se com Pellegrini.

As subidas na lateral esquerda por parte de Spinazzola até podem dar a possibilidade à AS Roma de levar quatro jogadores para a fase ofensiva, criando superioridade nos últimos 20 metros do terreno e desfrutando de ações de contra-ataques rápidas.

Cristante e Matic formariam o eixo em frente à defesa romanista, com Matic mais recuado em apoio de Çelik, Mancini e Smalling, cobrindo sobretudo durante as subidas de Spinazzola.

 

Possível constituição da AS Roma em 4-2-3-1:

Patrício; Çelik, Smalling, Mancini e Spinazzola; Matic e Cristante; Zaniolo, Dybala e Pellegrini; Abraham.

3-4-1-2 | Dybala como segundo avançado

Imaginando uma AS Roma sem Nicolò Zaniolo, Mourinho poderia optar para um 3-5-2 ou 3-4-1-2, dependendo da posição de Pellegrini, com um meio-campo mais robusto.

A defesa voltaria a ser um eixo de três, com Mancini à direita, Smalling no meio e Ibañez à esquerda. Na linha mediana, haveria Spinazzola como ala esquerdo em apoio ao ataque, e quando necessário recuar até à defesa, e Karsdorp na lateral direita. No meio, Cristante e Matic ficariam a “proteger” a defesa, com Pellegrini ligeiramente mais avançado, a fazer de elo entre o meio-campo romanista e a dupla de ataque, formada por Abraham e Dybala, com este último a assumir o papel de segunda ponta.

 

Possível constituição da AS Roma em 3-4-1-2:

Patrício; Mancini, Smalling e Ibáñez; Karsdorp, Cristante, Matic e Spinazzola; Pellegrini; Dybala e Abraham.

Paola Amore

Redação Bola na Rede · ver artigos