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Juventus FC 1-3 SS Lazio: E a Supertaça italiana vai para a capital

Miguel Simões · 3 min

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Pelo segundo ano consecutivo, a Arábia Saudita foi o palco escolhido para decidir quem conquistava a Supertaça Italiana. Depois de 2013, 2015 e 2017, Juventus FC e SS Lazio voltaram a ser os finalistas do troféu. À semelhança do que tinha acontecido no duelo para o campeonato há duas semanas, a equipa da capital voltou a derrotar a formação octacampeã por três bolas a uma.

Num início de jogo em que a maior novidade eram os nomes árabes estampados nas camisolas da equipa de Turim, foi a formação da capital italiana a entrar mais ameaçadora. A posse estava de um lado, as oportunidades do outro. De tal modo que, nos primeiros vinte minutos, Luís Alberto foi o autor dos únicos três remates enquadrados com a baliza: dois assustaram, um deu mesmo golo, após uma enorme passividade por parte da defensiva contrária.

Como seria de esperar, a Juventus não tinha outra hipótese senão reagir. Sensivelmente a meio do primeiro tempo, Ronaldo foi o primeiro a visar a baliza adversária. Pouco depois, foi a vez de Dybala ficar a centímetros do empate na sequência de um livre direto.

A formação de Simone Inzaghi ainda esteve perto de ampliar a vantagem num contra-ataque finalizado por Correa, mas foi a equipa de passou a ver no contra-ataque uma forma alternativa de Maurizio Sarri a restabelecer a igualdade à beira do intervalo. Ronaldo rematou de fora da área para defesa incompleta de Strakosha e, na recarga, Dybala empatou o encontro.

Remate de Dybala a restabelecer a igualdade à beira do intervalo
Fonte: Juventus FC

A abrir a segunda parte, a sociedade Ronaldo-Dybala voltou a mostrar serviço, com o argentino a ameaçar a baliza contrária após um bom lance individual do avançado português. Contudo, os vinte minutos que se seguiram pertenceram à equipa da capital com três oportunidades dignas de registo: primeiro com uma tentativa de Immobile ao lado, seguindo-se um canto direto de Luís Alberto e ainda um cabeceamento perigoso de Correa.

É certo que Ronaldo esteve perto da reviravolta com um potente remate de fora da área, mas foi a Lazio a chegar ao 2-1 ao minuto 73’, num belo remate de primeira de Lulic. Um golo que justificava (e bem!) a vantagem da equipa de Simone Inzaghi.

O jogo, esse, partiu-se, muito à semelhança do duelo de há duas semanas que a Lazio vencera (3×1). A Juventus pressionada em chegar ao golo do empate e a equipa da capital italiana a apostar no contra-ataque, tendo conseguido ainda introduzir a bola na baliza de Szczesny, mas com um fora de jogo bem assinalado a Correa.

O relógio não parava e a pressa era cada vez maior. Dybala cabeceou à figura e, pouco depois, Bonucci esteve a centímetros do empate, mas o tal 3-1 parecia estar (novamente!) destinado. No último lance do encontro – marcado pela expulsão de Bentancur –, o recém-entrado Cataldi encarregou-se da cobrança do livre direto e sentenciou as contas da partida. Desta vez, a Supertaça Italiana não vai para Turim, mas sim para a capital – com toda a justiça, diga-se.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Juventus FC: Szczesny, Alex Sandro, Demiral, Bonucci, De Sciglio (Cuadrado, 56’), Matuidi (Douglas Costa, 76)’, Pjanic, Bentancur, Dybala, Cristiano Ronaldo e Higuaín (Ramsey, 66’).

SS Lazio: Strakosha, Luiz Felipe, Acerbi, Radu, Lulic, Milinkovic-Savic Lucas Leiva (Cataldi, 64’), Luís Alberto (Parolo, 67’), Lazzari, Ciro Immobile (Caicedo, 82’) e Joaquin Correa.

A FIGURA

Fonte: SS Lazio

Luís Alberto – Encheu o meio campo da sua equipa durante todo o tempo em que esteve em campo. Oportuno a atacar e seguro a defender. Foi o autor das primeiras três ocasiões de perigo do encontro, deu várias dores de cabeça à defensiva contrária e, além do golo, ainda esteve perto de fazer um golo olímpico no segundo tempo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Juventus FC

Gonzalo Higuaín – Inofensivo. Eis o melhor adjetivo para caracterizar a postura do avançado argentino durante os 66 minutos que esteve em campo. Não só perdeu quase todos os duelos como também foram raras as vezes em que teve a bola em sua posse. Pode-se mesmo dizer que passou ao lado do jogo e, por isso, a sua substituição só terá surpreendido os mais distraídos.

Foto de Capa: Juventus FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Miguel Simões

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