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Com a pausa nestes dias do máximo campeonato transalpino, devida à chamada do selecionador nacional Roberto Mancini para um estágio em vista dos play-off do Mundial 2022, aproveitamos para refletir sobre esta temporada da Liga Italiana, que está a oferecer-nos várias surpresas.
Em primeiro lugar, já levava algum tempo que o campeonato italiano não estava assim tão incerto, competitivo e apaixonante. Sim, apaixonante mesmo, porque cada domingo é sempre mais difícil acertar o resultado final de um jogo.
Ultimamente, há sempre um golo no último minuto – nisto o FC Internazionale está a especializar-se – ou “remontadas” inesperadas – para isso, pedir instruções ao USS Sassuolo ou à Juventus FC.
Gostamos desta incerteza e renovada vitalidade do campeonato italiano, o que tem tudo que ver com o fim do domínio da Juventus FC e o fortalecer-se das restantes equipas, sobretudo na corrida pelo Scudetto.
Não há dúvida nenhuma que o campeão final vai ser uma entre AC Milan, Inter e SSC Napoli. Nada de novo neste sentido, visto que as 3 equipas andam a convencer na qualidade do próprio jogo e da força do grupo já algum tempo.
Mas o que realmente nos surpreendeu até agora, são 3 equipas que estão um pouco mais abaixo das primeiras da tabela.
3. Empoli FC
Le parole di mister Andreazzoli al termine di Empoli-Roma su #EmpoliFootballChannel 🎙🎥📺
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— Empoli Fc Official (@EmpoliCalcio) January 24, 2022
O Empoli é, certamente, a grande revelação deste campeonato, quase como uma história tipo “Cinderella”.
A equipa recém-promovida tem como objetivo declarado a salvação. Contudo, a formação toscana está a ser um pesadelo por qualquer plantel adversário. Nenhum excluso. Juventus, Napoli, Udinese Calcio e quase o Inter, já caíram diante um jogo ordenado e divertido, com jogadores cheios de garra e confiantes, e no fundo é mesmo essa a lição mais importante que Andreazzoli quer incutir na cabeça dos jogadores: joguem e divertam-se, os resultados virão.
Há algumas semanas atrás, o técnico toscano afirmou que “o difícil do meu trabalho está em fazer acreditar à minha equipa que é mais forte do que realmente é. No balneário, temos um papel pendurado com a escrita “Vamos Conseguir!”.
O Empoli, quer ganhe ou perca, sai sempre dos estádios com a cabeça alta e com muitos elogios, cada jogo é uma oportunidade para melhorar e aprender. Não temos dúvidas que o caminho desta equipa surpreendente está apenas no início.
2. Hellas Verona FC
𝐵𝑢𝑜𝑛𝑎𝑛𝑜𝑡𝑡𝑒 ✨💛💙#DaiVerona #VeronaBologna #SerieATIM pic.twitter.com/qB5uIvHfK9
— Hellas Verona FC (@HellasVeronaFC) January 21, 2022
Outra grande surpresa deste campeonato é certamente o Hellas Verona, equipa treinada pelo Igor Tudor.
Os gialloblu alternam derrotas impensáveis (mais por falta de concretização das muitas ações de golos criadas) a vitorias espetaculares, como foi a mais recente contra o Sassuolo, equipa de todo respeito, em que o hattrick de Barak mereceu uma salva de palmas também do publico adversário.
A equipa de Tudor joga, diverte, ganha, erra, recupera e nunca aborrece.
Este ano, o jogador mais “marcante”, tanto no sentido de golos marcados como de incidência nas prestações da equipa, é certamente Giovanni Simeone, ou se preferirem, “El Cholito”.
Nesta temporada, o jogador argentino já marcou 12 golos e está apenas atrás de Ciro Immobile e de Dusan Vlahovic na lista dos melhores marcadores.
Simeone tem a plena confiança de Tudor e da equipa toda, construída à volta dele para lhe permitir destacar as suas qualidades na frente de ataque. “El Cholito” amadureceu muito como atacante e deixou atrás de si aquela irregularidade de prestações que foi evidente na ACF Fiorentina e no Cagliari Calcio. A confiança na cabeça e a força nas pernas não lhe faltam, portanto é só esperar até maio e ver onde os seus golos levarão o Verona.
1. ACF Fiorentina
Che partita. ⚜😍#ForzaViola 💜 #FiorentinaGenoa pic.twitter.com/xSNSKDoPgs
— ACF Fiorentina (@acffiorentina) January 17, 2022
A equipa “viola”, liderada por Vincenzo Italiano, tem atualmente 36 pontos, ocupa a sétima posição e está a apenas sete pontos da zona de qualificação para a Liga dos Campeões.
O plantel de Firenze não é uma cara nova nos “andares altos” da tabela classificativa, mas se pensamos que só há um ano atrás acabou o campeonato com apenas 40 pontos, quase o mínimo sindical para não ser despromovida à Segunda Liga Italiana, é fácil perceber quanto o potencial do conjunto de Florença melhorou.
Certamente não foi magia, mas foi sim o trabalho minucioso do seu treinador, Italiano, que soube dar uma marca diferente, mais ofensiva e incutir na cabeça dos seus jogadores uma maneira de atuar mais fluida, audaz e que traz resultados.
Este novo vigor passa também pelas chegadas de novos (poucos) jogadores, por exemplo, o argentino Nicolas González, ala ofensivo de 23 anos, que até o momento está a corresponder às expectativas de adeptos e sociedade, mostrando ser um meio de qualidade em diferentes posições.
Mas o sucesso da Fiorentina este ano passa principalmente pelos pés de Dusan Vlahovic, goleador do campeonato com 17 golos marcados, juntamente com Ciro Immobile. O croata de apenas 22 anos tornou-se titular fixo no esquema tático de Italiano, que sem dúvida contribuiu para o seu crescimento. A única pena agora é que a Fiorentina teve que dizer adeus ao seu craque, visto que no seu futuro acena a camisola branca e preta da Juventus FC.
Artigo da opinião de Paola Amore.














