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O melhor 11 português do século XXI na Liga Italiana

João Pedro Gonçalves · 6 min

Foto: AC Milan

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Itália parece ser um destino de eleição para jogadores portugueses. São vários os nomes que por lá passaram, uns com mais sucesso, outros com menos, e outros que talvez nem fazemos ideia. Neste XI só entram os melhores, ou os que deixaram por alguma razão a marca. Muitos destes jogadores tornaram-se exemplos nas formações transalpinas que vestiram, os que ainda atuam em campo movimentam as apostas junto com a LISTA DOS CÓDIGOS DE BÔNUS. Quando iniciei a pesquisa não esperava encontrar tantos lusos, e, de facto, acabei por relembrar alguns nomes que pela Liga Italiana passaram e que já nem me lembrava.

Com um 11 que mistura muito bem aquilo que já são o porta-estandarte do futebol português da primeira década do século XXI, com caras mais recentes, a qualidade do conjunto que encabeça este 3-5-2 é exacerbante. Dentro das escolhas que fiz, das sugestões que deixo, e de outros nomes que te lembras, que alterações fazias?

Guarda-Redes


Eduardo – Este era o nome com o lugar mais certo nesta formação, não fosse o único guarda-redes português a ter atuado em Itália neste período. O guardião que terminou a carreira em 2019/2020 ao serviço do SC Braga, teve uma passagem pelo Genoa CFC em 2010/2011, onde somou 37 partidas.

  

Defesa Direito


Fernando Couto – Deixou um forte legado em Itália e uma admiração enorme. Fernando Couto vestiu de 1998 a 2005 a camisola da SS Lázio S.p.A. e de 2005 a 2008 voltou para a casa que lhe abriu as portas para Itália em 1994, o Parma FC S.p.A. Pelas duas formações transalpinas, o defesa luso venceu uma Taça das Taças, uma Liga Italiana, uma Supertaça Europeia, uma Taça UEFA – atual Liga Europa -, duas Taças Italianas e duas Supertaças Italianas. O palmarés é vasto, ao que se junta a qualidade que por lá espalhou e o respeito que deixou. No total, o campeão mundial sub-20 somou 344 jogos e 19 golos pelos emblemas italianos.

Defesa Central


Bruno Alves – Mais um central que faz sucesso com a camisola do Parma F.C. S.p.A. Depois de uma temporada em 2016/2017 pelo Cagliari Calcio, Bruno Alves voltou para Itália em 2018/2019 pela porta dos Giallo Blu. Nas três temporadas em Itália, o defesa soma 108 partidas e cinco golos, e é um caso raro de longevidade e qualidade no futebol mundial.

Defesa Direito


Jorge Andrade – Passagem muito curta e despercebida em Itália. Foram apenas cinco partidas pela Juventus FC em duas temporadas, as últimas da carreira. Contudo, a mão cheia de jogos que realizou deram entrada para este XI, não pelas suas prestações pela La Vecchia Signora, mas por tudo aquilo que a sua carreira representou. De fora, fica Abel Xavier.

Médio Defensivo


Danilo Pereira – Mais um jogador com ligações ao FC Porto e a Itália. Danilo Pereira passou pelos pingos da chuva ao serviço do Parma F.C. S.p.A., depois de deixar o SL Benfica. Sou admirador das capacidades de Danilo, confesso, mas já não me recordava da passagem dele. As (só) cinco partidas do médio defensivo pelos Giallo Blu devem ter deixado muita gente arrependida neste momento. Um jogador que teve um início de carreira complicado, mas que agora mostra uma enorme qualidade. Miguel Veloso fica de fora para esta posição, que apesar de ter menos um bocadinho de capacidade, conta com mais rodagem nos palcos italianos.

Médio Centro


Maniche – Facto interessante, outro jogador com formação no SL Benfica, forte ligação ao FC Porto e com passagem curta em Itália. E foram 11 partidas e um tento com o FC Internazionale Milano. Pouco tempo, mas que ainda deu para levantar o troféu da Liga Italiana. De fora nesta posição fica o atual treinador do Vitória SC, Tiago Mendes.

Extremo Direito


Luís Figo – Lenda portuguesa. O jogador do ano e vencedor da Bola de Ouro em 2000, o melhor jogador FIFA em 2001 terminou a carreira no FC Internazionale Milano. Em quatro temporadas, Luís Figo somou 140 partidas e 11 golos, e ainda foi a tempo de vencer quatro vezes a Liga Italiana, três Taças de Itália e três Supertaças de Itália. Presença mais que obrigatória.

Médio Ofensivo


Rui Costa – Um ídolo e um exemplo na sua posição. Rui Costa pertence a um leque muito (muito), e convém acentuar, muito restrito de jogadores. Uma qualidade incomum e o protótipo do que deve ser um “10”. Chegou em 1994 a Itália pela porta da ACF Fiorentina, e em 2001 mudou-se para o AC Milan. Pelos dois conjuntos somou 469 partidas e 61 golos. Venceu uma Liga Italiana, duas Supertaças de Itália, três Taças Italianas, uma Liga dos Campeões e uma Supertaça Italiana.

Extremo Esquerdo


Sérgio Conceição – Vestiu três cores na Liga Italiana. No currículo conta com passagens pela SS Lazio S.p.A., Parma FC S.p.A. e FC Internazionale. No total foram 204 encontros com os emblemas transalpinos e 20 golos. Em termos de troféus, Sérgio Conceição venceu pelos biancazzurri a última edição das Taças das Taças e ainda a Supertaça Europeia. Por lá deixou grandes amigos, e ainda um histórico muito positivo. De fora ficam jogadores como Quaresma e Nani.

Segundo Avançado


Bruno Fernandes – Começou a dar os primeiros passos como profissional em Itália. Foi ao serviço do Novara Calcio 1908 S.p.A. que, em 2013/2014, fez 23 partidas e quatro tentos. Depois rumou três temporadas para a Udinese Calcio S.p.A. onde somou 95 encontros e 12 golos. Antes de ingressar no Sporting CP, o médio ainda calçou por 35 vezes pela UC Sampdoria e balanceou as redes cinco vezes. Esta não é a posição de raiz do internacional luso, mas que não é novidade.

 

Avançado


Cristiano Ronaldo – O melhor do mundo, e por onde passa faz história. A Juventus FC não é exceção. Pela La Vecchia Signora, o internacional luso (com 101 golos) conta já com 89 encontros e 65 golos.

Artigo revisto por Joana Mendes

João Pedro Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos