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SSC Napoli 1-0 Juventus FC: Gattuso de ferro trava Ronaldo

Carlos Ribeiro · 4 min

SSC Napoli x Juventus FC
Foto: Juventus FC

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A CRÓNICA: JUVENTUS FC TROPEÇA E DEIXA RIVAIS DE MILÃO MAIS ISOLADOS

SSC Napoli e Juventus FC de volta aos encontros entre si na Primeira Liga Italiana, depois da polémica na primeira volta, devido à COVID-19, que fez com que as equipas nunca chegassem a defrontar-se. Isto teve como consequência a subtração de três pontos aos napolitanos, decisão mais tarde revogada, com a confirmação de que o jogo estava adiado, mas que se iria, sem dúvida, realizar. Esta partida acontece ainda poucos dias depois da Supertaça, entre as duas intervenientes de hoje, vencida pela “Vechia Signora”.

A primeira parte decorreu num tom intenso, com mais “baliza” do que aquilo que eu estava à espera, ou seja, com as equipas a conseguiram chegar com alguma facilidade a zonas de finalização. Pressão alta de ambas as partes, mas com um ligeiro ascendente da Juventus FC. No entanto, de pouco lhes serviu, porque quem inaugurou o marcador foi mesmo Lorenzo Insigne, aos 30 minutos, por intermédio de uma grande penalidade “rigorosamente” assinalada pelo VAR, que chamou a atenção do árbitro principal após uma falta de Chiellini. Um lance que considero muito duvidoso, mas que deu para abrir o ativo!

Os napolitanos ganharam confiança com o golo e tomaram as rédeas do jogo até ao intervalo, podendo até ter aumentado a vantagem, caso tivessem tido mais calma na zona de finalização.

A segunda parte do desafio começou com a Juventus FC a mudar de atitude e a encostar o SSC Napoli às “cordas”, com Ronaldo a ter duas excelentes oportunidades para empatar logo nos primeiros três minutos de jogo. Em condições normais, pelo menos uma delas entrava, mas a falta de inspiração estava a ser a regra.

Até ao final, foram várias as oportunidades de que a Juventus FC dispôs, mas nunca conseguiu colocar a bola dentro da baliza adversária. A sua segunda parte foi bastante melhor do que a primeira e, se houvesse justiça, a equipa de Ronaldo teria saído de Nápoles pelo menos com um empate.

Esperemos que o FC Porto tenha estado atento a esta exibição, porque a Juventus FC demonstra fragilidades e podem ser bem aproveitadas através da solidez defensiva.

 

A FIGURA

Gennaro Gattuso – Apostou na mudança e ganhou. Alterou a sua tática para conseguir dar mais consistência à sua equipa, ao mesmo tempo que deixava jogadores rápidos na frente e que não permitiam à Vechia Signora fazer um all in atacante, sob pena de sofrer mais golos. Segurou bem a equipa, depois do pior período da mesma (entre os 45 minutos e os 60/65 minutos), através de substituições bem pensadas.

Teve ainda mais valor, na minha opinião, por ser um treinador “sobre brasas”, alvo de muitas críticas dos adeptos. Deu-lhes uma excelente resposta.

 

O FORA DE JOGO

Falta de eficácia da Juventus FC – Não creio que a equipa de Pirlo tenha feito um jogo fantástico, mas fez uma boa partida, num terreno difícil. Ou seja, o suficiente para, pelo menos, marcar. Não ter conseguido finalizar nenhuma das várias oportunidades que criou deve-se, principalmente, à sua falta de acerto, mas também a um Alex Meret inspirado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SSC NAPOLI

Jogo que se adivinhava decisivo para Gattuso – muitos rumores que apontavam para um possível despedimento, caso perdesse com estrondo –, no qual o técnico italiano resolveu fazer uma pequena inovação: mudou o seu habitual 4-3-3 para um 4-2-3-1. Creio que o objetivo é ter dois médios fortes do ponto de visto defensivo, mas sem perder o poder de fogo no ataque, deixando quatro setas apontadas à baliza da “Juve”: Politano, Lozano, Insigne e o nigeriano Osimhen.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Meret (8)

Mário Rui (7)

Maksimovic (7)

Rrahmani (8)

Di Lorenzo (6)

Bakayoko (6)

Zielinski (6)

Lozano (7)

Insigne (8)

Politano (5)

Osihmen (5)

SUBS UTILIZADOS

Elmas (6)

Fabian Ruiz (5)

Petagna (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Andrea Pirlo, após um início de época muito conturbado e com exibições irregulares, parece estar a acertar no modelo que considera ideal para esta Juventus FC. Alinhou num 4-4-2 clássico, com dois homens fortes fisicamente no centro do terreno e dois extremos puros nas alas, jovens italianos com muita qualidade de passe e “golo” nos pés. Na defesa, destaque para o facto de Danilo continuar a jogar na esquerda, nós que o conhecemos muito mais como lateral direito.

Na segunda parte, para responder ao 1-0 e ao facto de Cuadrado ter amarelo (alaranjado, visto que na minha opinião podia ter sido vermelho), Danilo voltou à sua posição natural e Alex Sandro entrou para a esquerda.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (6)

Danilo (7)

Chiellini (5)

De Ligt (5)

Cuadrado (4)

Rabiot (6)

Bentancur (6)

Chiesa (6)

Bernardeschi (6)

Morata (6)

Ronaldo (6)

SUBS UTILIZADOS

Alex Sandro (5)

McKennie (5)

Kulusevsky (5)

Artigo revisto

 

Carlos Ribeiro

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