Publicidade

Top 5 jogadores que jogaram no AC Milan e no FC Internazionale Milano

João Pedro Gonçalves · 4 min

AC Milan x FC Internazionale Milano
Foto: AC Milan

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

As formações rossoneri e nerazzuri, além de partilharem a mesma cidade e o mesmo estádio, têm um vasto historial de jogadores que vestiram as duas camisolas. Estes dois colossos europeus, um pouco adormecidos, já venceram em conjunto dez Liga dos Campeões, sete delas conquistadas pelo AC Milan. No que toca por exemplo a Ligas Italianas, o número é também o mesmo, 18 vezes campeões quer um emblema quer o outro.

DÉRBI MILANÊS: OS DOIS PRIMEIROS CLASSIFICADOS DA LIGA E RIVAIS ETERNOS DEFRONTAM-SE NO JOGO GRANDE DOS QUARTOS DE FINAIS DA TAÇA! APOSTA JÁ COM A BET.PT!

Na antevisão do embate destas duas equipas, recordamos neste artigo cinco jogadores que jogaram nos dois lados do campo. Numa vasta lista de craques, a ordem não tem qualquer razão. Tirando os atletas a seguir apresentados, que jogadores incluirias neste top?

5.

Clarence Seedorf – É, talvez, mais fácil pensar no holandês de vermelho e preto do que azul e preto. Seedorf, chegou na temporada de 1999/2000 ao FC Internazionale Milano proveniente do Real Madrid CF. Seedorf abandonou o clube em 2001/2002, onde somou 93 partidas e 14 golos. Trocou de equipa, mas não trocou de cidade. Em 2002/2003 o médio juntou-se ao AC Milan onde jogou dez temporadas. Esta foi a sua estadia mais longa, já que fez 432 partidas e 62 golos pelos rossoneri. Dono de uma inteligência tática muito acima da média, um pontapé fortíssimo e uma qualidade inigualável tanto a atacar como defender, Clarence Seedorf foi o primeiro jogador a vencer três Ligas dos Campeões por três clubes diferente.

4.

Roberto Baggio – Melhor jogador FIFA e vencedor de uma Bola de Ouro, Baggio tinha um talento como poucos. O jogador sofreu algumas lesões ao longo da carreira, mas nem isso tirou o brilho do futebol do internacional transalpino. O italiano foi rossoneri de 1995 a 1997, onde fez 67 partidas e 19 golos. Duas temporadas foi também o tempo de estadia nos nerazzuri, onde subiu ao relvado por 59 vezes e fez o gosto ao pé em 16 ocasiões. Com a carreira um pouco atormentada pelo penalti falhado na final do Mundial de 1994, Baggio fez toda a carreira em Itália. Em Milão não teve os melhores anos da sua vida, mas por tudo o que conquistou foi tinha que entrar neste top.

3.

Pirlo – Era Pirlo e mais quantos no meio-campo? Com uma calma tibetana a jogar, uma qualidade de passe inigualável, muito inteligente taticamente, exímio nas bolas paradas, com uma visão de jogo acima da média, são muitas as qualidades reconhecidas ao italiano. Andrea Pirlo não tem tido vida fácil como treinador, mas como jogador tudo pareceu simples. Jogou no FC Internazionale Milano em duas épocas distintas – 40 jogos -, e foi estrela no AC Milan. Nos rossoneri, o médio fez 401 jogos e marcou 41 golos.

2.

Ronaldo – Só o “cognome” de fenómeno faz as apresentações. Três bolas de ouro e um dos melhores avançados de todos os tempos. Não fossem as lesões e Ronaldo teria vencido muito mais. Habitualmente vimos o brasileiro de preto e azul, a verdade é que o avançado fez ainda vinte jogos, já na fase descendente da carreira, pelos rossoneri, e marcou nove golos. Pelos neurazzurri o canarinho contabilizou 59 golos em 99 jogos. Em toda a carreira, o avançado tem 616 jogos oficiais e 414 tentos. Um dos melhores de sempre.

1.

Guiseppe Meazza – Deixei para o fim aquele que, talvez, menos gente conhece, mas que muito se houve falar, já que dá nome ao estádio também conhecido como San Siro. Os registos de quem o viu jogar apresentam o italiano como um mágico e muito sublime a jogar. Vencedor de dois Mundiais pela Itália e de três campeonatos italianos, Guiseppe Meazza fez 344 golos nos 565 jogos da sua carreira. O craque do futebol transalpino fez 408 jogos pelo FC Internazinale Milano – em tempos Ambrosiana-Inter por imposição das autoridades fascistas – e marcou 282 golos. Pelo AC Milan fez 42 partidas e conseguiu dez tentos. Talvez estes números expliquem o porquê dos neurazzurri chamarem ao estádio Guiseppe Meazza, e os rossoneri apelidarem de San Siro. A história de um jogador que vale a pena conhecer e que tem outros capítulos.

 

João Pedro Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.